Natal no hospital

No Hospital, o Menino de caco subsiste, subsiste sempre, como se indiferente à entrada gloriosa da História pelos umbrais do "admirável mundo novo", que no Hospital, precisamente no Hospital, paradoxalmente no Hospital, encontra uma das mais poderosas expressões do seu poder. Mas aqui, aqui o Menino de caco permanece e permanecerá sempre em vigor porque a imagem do Menino-Deus, é a imagem de um menino-Homem e o menino-Homem é de quebrar. E o Hospital é onde os meninos-Homem quebradiços vêm encontrar-se com a translúcida consciência da fragilidade, a consciência de si frágeis, passageiros (adjectivo) passageiros (substantivo) de um cosmos argiloso amassado de pó e lágrimas e luar. (Menino de Caco Pe. José Nuno Silva)

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