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A mostrar mensagens com a etiqueta Autor: José Milhazes

PCP continua a falsificar a História

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JOSÉ MILHAZES  OBSERVADOR   24.06.17 O PCP criou um site para celebrar os 100 anos da revolução bolchevique de 1917, mas abre-o logo com uma fotografia falsificada de Lenine. Trata-se apenas da primeira de muitas falsificações históricas. Já passaram cem anos da revolução comunista russa de 1917, durante os quais foram publicados milhares de documentos sobre os crimes do regime soviético e sobre a forma como os comunistas falsificaram e continuam a falsificar, sem qualquer tipo de vergonha, a História. Como o PCP insiste em fazer. A fim de assinalar esse importante acontecimento, o Partido Comunista Português decidiu, entre outras iniciativas, criar na Internet  uma página especial , onde nem sequer teve o cuidado de corrigir as falsificações descaradas dos seus camaradas soviéticas. Na primeira página, está publicada uma fotografia icónica, onde Vladimir Lenine discursa perante os trabalhadores. Os comunistas soviéticos decidiram limpar da foto Lev Trotski, o...

Não são “erros”, mas crimes

JOSÉ MILHAZES   28.11.16   OBSERVADOR Se Catarina Martins tivesse empregue a palavra "crimes" não teria coragem de lhe chamar "grande homem". Então um grande homem podia tratar tão mal as minorias defendidas com tanto ardor pelo Bloco? É útil ouvir várias posições sobre uma mesma pessoa, tanto mais quando se trata de uma figura da envergadura de Fidel Castro, mas cansa ouvir a fórmula “se por um lado…, por outro” para justificar mais um ditador carniceiro. Na semana passada, quando ouvi na Antena 1 uma conhecida professora e investigadora falar do “populismo”, notei que ela apenas foi buscar exemplos à direita, como se essa doença não afectasse a esquerda. Falou de Hitler, mas se substituísse esse nome por Estaline, ninguém daria conta de nada, porque encaixava como uma luva no mesmo texto. Fidel Castro era um populista e demagogo, ficando os seus discursos longos, ocos e enfadonhos como um dos exemplos mais evidentes disso. O seu ego era mais import...

A mensagem de Fátima na Rússia - apresentação do livro

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Para quando governantes sensatos e sensíveis?

José Milhazes Observador 18/5/2016 Alguns políticos portugueses, e não são poucos, consideram que se pode arrancar e plantar, reformar e voltar a reformar sempre que lhes dá na real gana ou esse processo prometer dividendos eleitorais. Quando se olha para a vida política portuguesa, fica-se com a sensação de que vivemos num dos melhores países do mundo e que nos resta apenas emendar “pequenas coisas”. E nem a grave situação económica e social em que vivemos leva os políticos a terem coragem de “pegar o touro pelos cornos”. Temos eleições parlamentares de quatro em quatro anos e os políticos governam não em função dos interesses nacionais, mas com vista a reforçar as suas posições no próximo acto eleitoral. E a mesquinhez é tão grande que podem perder a maior parte do tempo em verborreia política. Tomemos o caso da educação. Eu considerava (mas talvez esteja errado?) que esse campo deveria ser tratado cuidadosamente pois é vital para o futuro de Portugal. Tal como acontece ...

Até quando as meias verdades na História recente de Portugal?

José Milhazes Observador 22/11/2015 Não se vai assinalar o 40º aniversário do 25 de Novembro da mesma forma que se celebrou o do 25 de Abril. Cabe perguntar: porque quer o PS fazer-nos acreditar que o PCP é hoje diferente do de então? Enquanto o 25 de Novembro não possuir o mesmo estatuto do que o 25 de Abril, andaremos a admitir a existência de meias verdades na História recente de Portugal. Se celebramos a queda de uma ditadura de direita, por que razão é que não fazemos o mesmo em relação à data em que foi travada a imposição de uma ditadura da extrema-esquerda? Não há dúvida que a maioria dos portugueses devem muito ao movimento dos capitães de Abril, que entrou na História como uma forma exemplarmente pacífica de pôr fim a uma longa ditadura de direita, dando origem à construção da democracia no país. Mas também é verdade que alguns desses militares, apoiados por um grande leque de forças políticas, travou a queda de Portugal no precipício da ditadura comunista...

Kremlin receia precedentes perigosos

José Milhazes Observador  31/7/2015, 23:52 Putin e a sua corte jamais irão reconhecer a sua culpa nesse acto ignóbil e, no máximo, poderão vir a aceitar a entrega às autoridades internacionais de alguns comandantes dos separatistas russófonos O veto russo do projecto de resolução do Conselho de Segurança da ONU sobre a criação de um tribunal para investigar e julgar os autores do derrube do avião malaio no céu do Leste da Ucrânia não constitui novidade e veio apenas mostrar que o Kremlin só aceitará conclusões que o ilibem completamente, pois, caso contrário, isso pode levar a que dirigentes russos se sentem no banco dos réus. É de salientar que a Rússia se viu praticamente isolada. A China, que Moscovo considera ser seu parceiro estratégico, decidiu não se comprometer e optou pela abstenção, posição seguida também pela Venezuela e Angola. O Kremlin apresentou os mais variados argumentos para justificar a sua decisão. O Presidente Putin considerou a criação desse tr...

O que queria Nemtsov revelar para ser assassinado?

José Milhazes | OBSERVADOR | 13/5/2015 Os parentes de 150 dos soldados russos mortos na Ucrânia receberam uma indemnização de cerca de 34 mil euros para assinarem um documento onde garantiam guardar segredo sobre a casa da sua morte. No dia 27 de Fevereiro, Boris Nemtsov, um dos líderes da oposição russa, foi abatido a tiro “nas barbas” do Presidente Putin, ou seja, muito perto do lugar mais bem guardado da Rússia: o Kremlin. A polícia fez rapidamente detenções, mas, até agora, os detidos negam o seu envolvimento no crime e a investigação poderá terminar como as anteriores: os verdadeiros organizadores de assassinatos de políticos e jornais opositores continuam em liberdade. Segundo os aliados políticos de Nemtsov, uma das causas do seu assassinato poderia ter sido o facto de ele estar a preparar um livro sobre a ingerência militar russa nos assuntos da vizinha Ucrânia e os custos económicos disso. Por isso, eles decidiram terminar a investigação iniciada por Nemtsov e publicá...

O que difere o comunismo do nazismo?

José Milhazes |  observador 11/4/2015, 20:36 Qual era a principal diferença entre nazismo e comunismo? A minha opinião é que a diferença consistia apenas em que o primeiro matava pela raça, o segundo pela origem social. Venha o diabo e escolha. A Rada Suprema (Parlamento) da Ucrânia decidiu equiparar o comunismo e o nazismo, proibindo no seu território a utilização de símbolos desses dois maiores regimes autoritários do séc. XX. Além disso, os parlamentares ucranianos decidiram reabilitar todas as organizações que combateram contra a “ocupação soviética da Ucrânia” entre 1917 e 1991 e abrir todos os arquivos do KGB (polícia política soviética). Decisão semelhante já fora aprovada por outros países da esfera da antiga URSS: Polónia, Estónia, Letónia, Lituânia, etc. Todos esses países têm razões mais do que suficientes para condenarem ambos os regimes, pois milhões de seus filhos foram vítimas dos regimes criados por Hitler e Estaline. No caso das antigas repúbli...

Quem se lixa é a McDonald’s

José Milhazes | Observador | 21/8/2014 Na Rússia, a política de sanções é para continuar e Vladimir Putin não pretende fazer figura de fraco, mesmo que para isso tenham de ser os cidadãos russos a pagar a factura. Até ao início das sanções decretadas contra a Rússia pelo Ocidente devido à intervenção militar de Moscovo na Ucrânia, a cadeia de restaurantes McDonald's era um exemplo de higiene, organização do trabalho e por aí adiante A empresa crescia a bom ritmo, possuindo 435 restaurantes e mantendo cerca de 3000 postos de trabalho nas mais diferentes regiões da Rússia. Porém, agora que o Kremlin necessita de responder ao Ocidente, as autoridades sanitárias russas, a Rospotrebnadzor, mandaram encerrar três dos mais conhecidos restaurantes dessa cadeia no centro de Moscovo e realizaram inspeções em dezenas de outros por todo o país. "Durante a inspeção foram descobertas numerosas violações das exigências da legislação sanitária", lê-se num comunicado publicado ...