Na China os cristãos já se escondiam antes de nascer
FILIPE D'AVILLEZ RR ONLINE 11.0417 Santiago é diácono e vai ser ordenado padre no Verão. Será uma celebração discreta, secreta mesmo, na casa do bispo, que está em prisão domiciliária. Ser cristão na China é assim. Os cristãos na China estão habituados a andar escondidos. O Estado reprime qualquer organização religiosa que não esteja sob seu controlo directo, o que leva os católicos que desejam manter-se fiéis ao Papa a serem discretos ao máximo para evitar complicações com as autoridades. Santiago – opta por identificar-se pelo nome de baptismo porque não pode divulgar o nome próprio – é seminarista chinês, mas o seu bispo enviou-o para a Europa para fazer os seus estudos. De visita a Portugal, a convite da fundação Ajuda à Igreja que Sofre, falou com a Renascença sobre as dificuldades de viver a fé na China. Sendo um de cinco irmãos, as dificuldades começaram bem cedo, devido à lei chinesa do filho único. “Para nós foi uma ex...