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Na China os cristãos já se escondiam antes de nascer

FILIPE D'AVILLEZ      RR ONLINE    11.0417 Santiago é diácono e vai ser ordenado padre no Verão. Será uma celebração discreta, secreta mesmo, na casa do bispo, que está em prisão domiciliária. Ser cristão na China é assim. Os cristãos na China estão habituados a andar escondidos. O Estado reprime qualquer organização religiosa que não esteja sob seu controlo directo, o que leva os católicos que desejam manter-se fiéis ao Papa a serem discretos ao máximo para evitar complicações com as autoridades. Santiago – opta por identificar-se pelo nome de baptismo porque não pode divulgar o nome próprio – é seminarista chinês, mas o seu bispo enviou-o para a Europa para fazer os seus estudos. De visita a Portugal, a convite da fundação Ajuda à Igreja que Sofre, falou com a  Renascença sobre as dificuldades de viver a fé na China. Sendo um de cinco irmãos, as dificuldades começaram bem cedo, devido à lei chinesa do filho único. “Para nós foi uma ex...

"Quem é bom: Deus ou o Governo?" O meu avô respondeu Deus

FILIPE D'AVILLEZ   WWW.ACTUALIDADE RELIGIOSA.BLOGSPOT.PT Transcrição integral da minha entrevista ao seminarista "Santiago" de nacionalidade chinesa. A identidade verdadeira é mantida em segredo por questões de segurança.  Veja a reportagem da RRonline aqui Nasceu numa família católica? Ou converteu-se? Sim, nasci numa família católica, eramos cinco irmãos. Disse cinco irmãos? Sim, cinco irmãos. Como é que isso foi possível? Na China não havia a lei do filho único? Sim. Para nós foi uma experiência de fé. Porque a lei começou nos anos 80, mais ou menos quando eu nasci, e então, segundo esta lei os pais católicos sofriam muito para poderem ter mais filhos, porque para nós o aborto é impensável, é matar uma criança com alma e corpo, por isso, para os pais católicos, os filhos não nascidos também são vida. Por isso os meus pais, para evitar isso, tiveram muitas vezes que viver escondidos, separados de nós, deixando-nos sozinhos em casa, viviam...