Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta Caridade

Ajuda aos filhos de reclusas

Queridos amigos e amigos de amigos, Faço parte da   DAR A MÃO - Associação Dar a Mão Somos um grupo de Voluntários ... , e visito semanalmente a "Casa das mães" na prisão de Tires, onde as reclusas se encontram a viver com os seus filhos até aos três anos. Pontualmente tenho autorização para oferecer fraldas a todas as crianças e com mais regularidade roupa e produtos de higiene. Fazemos a gestão do roupeiro e com a chegada do Inverno temos muitas faltas. Quanto às fraldas precisamos de: Tamanho recém nascido,  6  pacotes Tamanho 4                         7  pacotes Tamanho 5                        10 pacotes Tamanho 6                          5 pacotes Roupa: Babygrow:              ...

Vida bruta

LAURINDA ALVES        OBSERVADOR     09.05.17 Penso que é desta competição, desta descomunicação e vida bruta que o Papa parte para apontar outro campeonato. Ele, que tal como nós, também vive neste mundo, sabe que atravessamos os dias a competir Faltam poucos dias e Fátima já não cabe em Fátima. Todos se agitam dentro e fora de portas, tudo é movimento e expectativa, as pessoas vão chegando e os espaços vão-se preenchendo. A fé dos que caminham a pé interpelam os que passam na estrada, de carro, ou observam mais à distância, através de janelas ou ecrãs de televisão e cinema. Ao recinto chegam diariamente milhares de pessoas. Entram às centenas, em grupos silenciosos. Impressiona muito este silêncio à chegada. Parecem exércitos de paz que desaguam em multidão e descem a compasso, quase sem se ouvirem os passos. Permanecem calados e rezam juntos, cada um entregando as canseiras, as lutas e batalhas que traz no seu coração. O Papa também está a ch...

Uns trocos podem trocar muitas vidas

CÍRCULO DA INOVAÇÃO         03.11.2016    No primeiro ano de faculdade há muita coisa que passa pela cabeça dos caloiros. Mas as preocupações sociais costumam ser raras e quase nunca aparecem de forma espontânea. António Bello é a exceção que prova a regra No Natal do primeiro ano de Engenharia de Gestão Industrial pegou na guitarra e num amigo com boa voz e foi para o Chiado, em Lisboa. Em três horas de acordes e cantorias fizeram €50. Para dois miúdos de 18 anos aquele dinheiro podia ter vários destinos: ou aproveitavam para os presentes de Natal, ou iam jantar, ou bebiam um considerável número de cervejas. Era com este dilema que estavam a subir o Chiado quando se cruzam com mendigos que tinham à sua frente os copos para as moedas vazios. Talvez tenha sido da época, talvez lhes fosse inerente, mas um espírito superior fez com os dois decidissem levar a jantar um grupo de seis pessoas que faziam da rua a sua casa. Este ato espontâneo transformo...

Dar bons frutos

POVO  22.6.16  Se alguém sente que Deus lhe pede que se comprometa na reforma da sociedade, isso é um assunto entre essa pessoa e o seu Deus. Todos nós temos o dever de servir Deus segundo o apelo que sentimos. Eu sinto-me chamada ao serviço dos indivíduos, a amar cada ser humano. Nunca penso em termos de massa, de grupo, mas sempre nas pessoas concretas. Se pensasse nas multidões, nunca iniciaria nada; é a pessoa que conta; acredito nos encontros cara a cara.  A plenitude do nosso coração transparece nos nossos actos: a forma como me comporto com os leprosos, com este ou aquele agonizante, com este ou aquele sem-abrigo. Por vezes, é mais difícil trabalhar com os vagabundos do que com os moribundos dos nossos hospícios, porque estes estão em paz, na expectativa, prontos a partir ao encontro de Deus. Mas, quando se trata de um bêbado que protesta, é mais difícil pensar que estamos frente a frente com Jesus escondido nele. Como devem ser puras e amáveis as nossas mãos ...

Hino à Caridade

Irmãos: Aspirai com ardor aos dons espirituais mais elevados. Vou mostrar-vos um caminho de perfeição que ultrapassa tudo. Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos. se não tiver Caridade, sou como bronze que ressoa ou como címbalo que retine. Ainda que eu tenha o dom da profecia e conheça todos os mistérios e toda a ciência, ainda que eu possua a plenitude da fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, nada sou. Ainda que distribua todos os meus bens aos famintos e entregue o meu corpo para ser queimado, se não tiver caridade, de nada me aproveita. A Caridade é paciente, a Caridade é benigna; não é invejosa, não é altiva nem orgulhosa; não é inconveniente, não procura o próprio interesse; não se irrita, não guarda ressentimento; não se alegra com a injustiça, mas alegra-se com a verdade; tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O dom da profecia acabará, o dom das línguas há-de cessar, a ciência desaparecerá; mas a Caridade não acab...

Santo alentejano criou ordem premiada por luta contra o ébola

Luís Godinho DN 14 setembro 2015  Esforço da Ordem de São João de Deus na luta contra a doença em África valeu-lhe o Prémio Princesa das Astúrias. Habituado a ver irmãos da Ordem Hospitaleira de São João de Deus em situações limite em vários países do mundo, nem por isso Vítor Lameira, superior provincial da Ordem em Portugal, estava preparado para a notícia da morte de cinco irmãos e 18 colaboradores na luta travada no ano passado contra a epidemia de ébola na Libéria e na Serra Leoa: "Foi uma situação trágica que nos apanhou desprevenidos." Os hospitais da ordem situados em Lunsar (Serra Leoa) e em Monróvia (Libéria) estiveram na linha da frente no combate à doença, permitindo salvar milhares de vidas. O esforço valeu-lhe a distinção com o Prémio Princesa das Astúrias, entregue no início deste mês em Oviedo. O que muitos não saberão é que o santo que esteve na origem da ordem nasceu no Alentejo, em Montemor-o-Novo. Vítor Lameira recorda as notícias dos dias trágic...

Caridade não, caridade nunca!

P. Gonçalo Portocarrero de Almada Observador 25/7/2015 A estranha ideologia dos que abominam a justiça que dizem exigir e que exigem a caridade que dizem abominar. O problema de alguns governantes, gregos e não só, não é político, nem financeiro, mas espiritual. Descreve-se com poucas palavras: odeiam a caridade, mas querem viver à sua custa. Há pessoas, partidos políticos e países que morrem desta doença, que é progressiva, degenerativa e mortal. É viciante como as drogas, e pega-se. É da essência das ideologias extremistas uma profunda aversão pela caridade. Ninguém que nelas milite e seja ciente dos seus contra-valores, aceita, por mais miserável que seja, um óbolo. Seria aviltante, vergonhoso, indigno. Para comprovar que assim é, basta ouvir os slogans que, punho em riste, ora com a mão fechada, ora com a palma aberta, se costumam ouvir em certas manifestações: ‘Não queremos esmolas! Não aceitamos caridade!’ Exigem justiça mas, ao mesmo tempo, reivindicam o que não lhe...

Frase do dia

Não importa tanto aquilo que damos, mas o amor que pomos naquilo que damos Madre Teresa de Calcutá

De como a Caridade supera a Justiça

Pe. Duarte da Cunha Voz da Verdade, 2015.01.11 Um pouco por toda a Europa, e não só em Portugal, sente-se muita perplexidade sobre o modo como se consegue ou não garantir a justiça. Não só o problema da justiça contra os criminosos, nem apenas o tema das leis que devem ser justas para garantir os direitos de todos e a coesão social, mas também a justiça social, ou seja, o empenho da sociedade para que cada pessoa tenha o mínimo necessário para viver. Uma sociedade justa é aquela onde ninguém é tratado como insignificante, e todos têm comida e um lugar para viver. A Justiça dos tribunais, mas também das leis e sobretudo das práticas e das decisões que cada um toma é algo que faz parte do bem de todos e interessa a todos. Mas ela deve começar no coração de cada um de nós. Cada um deve querer que as coisas estejam no lugar "justo", ou seja, no lugar que lhes convém. Este é o trabalho da justiça! Antes de mais devemos querer que a Deus seja reconhecido o Seu lugar na no...

O Natal não é uma história de faz-de-conta

P. Gonçalo Portocarrero de Almada OBSERVADOR 20/12/2014 Quando uma família vive a generosidade que é própria do amor cristão, o Natal não é uma história faz-de-conta, nem uma mera evocação, mas algo encantador que acontece. Santo Natal! Quando o João passou pela esquadra do bairro, o subchefe, baixote e barrigudo, como a função exige, apresentou-lhe o Manuel, um rapaz de cinco anos. A sua história era breve, como breves são sempre as desgraças. Órfão de mãe, vivia com o pai, conhecido traficante de drogas que, apanhado em flagrante delito, recolhera, por ordem do juiz, ao calabouço, deixando só aquele único filho, que também não tinha parentes próximos que o pudessem acolher. Era já a antevéspera do Natal e, como depois se metia o fim de semana, o subchefe não tinha tempo para, antes das festas, pedir à segurança social que providenciasse o destino do menor. João, pai de numerosa e barulhenta prole, teve então uma feliz ideia: – Pois olhe, subchefe, se qui...

A parábola do mau samaritano

P. Gonçalo Portocarrero de Almada OBSERVADOR | 1/11/2014, Da antiga parábola do bom samaritano à nova parábola do mau samaritano: uma nova moral católica ou… uma ética pós-cristã? Porque não podemos nós corrigir e actualizar a Bíblia?! De facto, tal como está, não permite a muito desejada reforma da doutrina da Igreja, nomeadamente no que respeita à tão polémica moral católica. O homem contemporâneo – diz-se – mais do que uma lei que lhe retire a liberdade, quer uma crença que o compreenda e que justifique as suas opções e acções. Ou seja, uma religião à sua medida, por contraposição à moral e ao dogma sobrenatural. Para esse propósito, requer-se uma nova escritura e uma nova versão da antiga parábola do bom samaritano ou, melhor dizendo, da nova parábola do mau samaritano. A dita parábola é inserida na resposta de Jesus a quem pergunta o que deve «fazer para alcançar a vida eterna». Ora, a própria suposição de que é preciso fazer alguma coisa para ser salvo, parece supe...

Amar o próximo ou a humanidade?

«Daí resulta que a doutrina católica pretende amar o próximo, aquela pessoa real, que se encontra ao lado. Os partidos reformistas e revolucionários lidam com soluções genéricas e longínquas, que resolvem os problemas.   A esquerda e a Igreja João César das Neves

O sentido de uma renúncia Quaresmal

Fr. Filipe Rodrigues, op. Todos os anos os católicos são chamados a viver interior e exteriormente um tempo de penitência e de conversão. A esse tempo damos o nome de Quaresma, palavra que nos recorda o número quarenta e o simbolismo que tem na Bíblia, como os dias que Jesus passou no deserto antes de iniciar a sua vida pública. Porque é um tempo especial – a Igreja chama até o tempo santo da Quaresma – os católicos vivem-no à luz do Evangelho, aceitando e assumindo as três práticas que Jesus viveu e aconselhou: a oração, o jejum e a esmola. Também todos os anos os bispos de cada diocese pedem que se faça a recolha da "renúncia quaresmal" para a entregar a uma ou mais instituições que precisem e sejam contributo para o bem-estar social. O que é a renúncia quaresmal? É o dinheiro que cada católico junta durante a quaresma, dinheiro que é fruto das renúncias que foi fazendo, em espírito de oração e de conversão. Não se trata tanto de um...