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Entre dois terrorismos

P. Vasco Pinto de Magalhães Observador 14/5/2016 Esta esquerda doente, que não tem os pés na terra nem a atenção nos mais frágeis, ergue a bandeira de um modernismo burguês, pseudo-intelectual, mas de cultura rápida e sem história nem dialética. A Europa está entalada entre dois terrorismos. Está entre dois fogos, que parecem de sinal contrário mas que se excitam um ao outro. Ciclicamente, na história do Ocidente, esses ataques marcam tempos de crise sociocultural e política. Que ataques são esses? Há um terrorismo que vem de fora e actualmente aparece sob a bandeira do “Estado Islâmico”. Surge como força ideológica (“religiosa”) violenta pretendendo dominar (e eliminar) uma europa que acusa de estar doente, vendida à democracia, sem valores, opressora e imoral, tradicionalmente seguidora de uma cultura religiosa adulterada, a cristã. O Ocidente é um mundo de infiéis – mas ricos! – que os puros, os verdadeiros islâmicos, não podem suportar, em nome da sua crença num islão or...

A realidade dói muito. Por isso, foge-se dela

RR 14 Mar, 2016 - 16:45 •  Aura Miguel O mundo oferece muitas “fugas enganadoras”, dos spas às férias. “Trocámos o cósmico pelo cosmético”, diz o padre jesuíta, habituado a acompanhar jovens que querem ser padres. Uma entrevista sobre o sentido da vida. O sacerdote jesuíta Vasco Pinto de Magalhães acompanhou jovens universitários em Lisboa ao longo de vários anos. Também já foi mestre de noviços em Coimbra e responsável pelo rigoroso discernimento vocacional que a Companhia de Jesus faz com os jovens que desejam ser padres. Está agora no Porto a acompanhar jovens adultos e casais com filhos pequenos. Se, ao longo da história, os jesuítas foram sempre enviados para realidades onde a proposta cristã era desconhecida ou até mesmo adversa, o padre Vasco Pinto de Magalhães garante que hoje “a linha da frente” da missão joga-se também nas novas fronteiras da modernidade e na voragem das grandes cidades, onde falar de Deus e de amor não é nada fácil. Pretextos para uma conversa...

Eutanásia, morte digna?

P. Vasco Pinto de Magalhães Observador 22/2/2016 Como é possível que, num mundo cheio de mortes por ideologias fanáticas que pretendem um mundo limpo de infiéis, sem dignidade nem lugar, estejamos nós a discutir como matar para eliminar o sofrimento Gostava de perceber o que se entende por dignidade. Para os defensores da eutanásia, esse tem sido um argumento. Mas dá vontade de perguntar: uma pessoa sofrida, em grande sofrimento, por uma doença ou situação “sem cura” perde a dignidade? A mãe a fazer o luto de um filho, por exemplo, ou um deficiente profundo, um doente “terminal” ou o Papa João Paulo II tremendo e babando-se nos seus últimos tempos, tornaram-se indignos? Não seria melhor “ajudá-los a morrer” ou, talvez, “matá-los piedosamente”? A resposta que me dão é que “faz muita impressão”, que “não há direito de deixar ali a sofrer”, que “a sua vida já só é um peso para si mesmo e para os outros” que “a sua vida acabou”, “que sentido tem?”; e por isso mais vale acabar me...

Terrorismo ético

Pe. Vasco Pinto de Magalhães s. j. 22.11.2015 Deputados da Assembleia da República atacam vidas, vidas inocentes, o bom-senso e a justiça em nome de direitos que não existem. Na Sexta-feira passada, de rajada, foram aprovadas três leis contra a vida: a facilitação do aborto sem taxas moderadoras, a adopção de crianças por homossexuais e as barrigas de aluguer. Com a promessa de continuar o ataque. O facto é grave por si mesmo, e é oportunista pelo aproveitamento do momento de indefinição política existente.   É grave. Mas toda gente sabe que, muitas vezes, “legal” não quer dizer “bom”, nem “verdadeiro”, nem “justo”, mas apenas que há força para levar por diante determinada imposição. Legal não é igual a legítimo. E também toda gente sabe que uma maioria, só por ser maioria, não tem razão: tem força, e, por vezes, força bruta. Será que os deputados estão ao serviço do povo e do seu maior bem? Ou ao serviço de uma ideologia qualquer a impor ao povo? Será que ignor...

Novidade

Mais do que coisas novas, aquilo de que precisamos é de uma maneira nova de ver as coisas. Não é o que acontece numa sociedade envelhecida e cínica, que gere as crises com oportunismo e sem referência a valores, e numa cultura que legaliza disfarçadamente a violência e a morte, parecendo trazer novidade, mas revelando tão só esgotamento e vazio. Quem não vir o bem no âmago da realidade nem sequer chega a compreendê-la e não tem futuro. Vasco P. Magalhães, sj NÃO HÁ SOLUÇÕES, HÁ CAMINHOS Edições Tenacitas | www.tenacitas.pt | http://www.facebook.com/edicoes.tenacitas ______________________________________________________________________

À espera com esperança

É diferente a espera e a esperança. Se estou à espera do comboio que não chega, digo a mim mesmo: "tem paciência, espera". Mas também oiço uma voz cá dentro que diz: "tem esperança"; isto é, mesmo que o comboio não chegue podes crescer com esta situação, podes tirar partido dela e até inventar outra saída. A espera é de coisas materiais. A esperança abre horizontes e dá sentido ao que nos acontece. Vasco P. Magalhães, sj   NÃO HÁ SOLUÇÕES, HÁ CAMINHOS Edições Tenacitas |  www.tenacitas.pt  |  http://www.facebook.com/ edicoes.tenacitas

As estatísticas de Deus

As estatísticas de Deus. Deus não se mede nem se explica. Mostra-se. Um dia Jesus, querendo mostrar quem é Deus, falou de um pastor que deixava as noventa e nove ovelhas para ir procurar aquela que se perdia. Ora noventa e nove em cem é um óptimo resultado que justificaria fechar a caixa e dormir descansado. Mas para Deus as pessoas não são números e não há números que as valham. Que seria de nós no reino da quantidade? Vasco P. Magalhães, sj NÃO HÁ SOLUÇÕES, HÁ CAMINHOS Edições Tenacitas www.tenacitas.pt   http://www.facebook.com/edicoes.tenacitas

É possível um novo início

Maria Madalena! Quem não conhece esta figura do Evangelho... Pois é hoje o seu dia. E o que a tornou grande foi ter descoberto que podia confiar em Cristo. É que aprendeu que, por pior que seja aquilo por que passamos, Deus está pronto a dar-nos uma nova oportunidade. Nada, nem o nosso pecado, nos pode separar do amor de Deus. Madalena é a que confia, a que reconhece o seu erro e é agradecida a quem a perdoou e lhe deu esperança. Vasco P. Magalhães, sj NÃO HÁ SOLUÇÕES, HÁ CAMINHOS Edições Tenacitas www.tenacitas.pt | http://www.facebook.com/edicoes.tenacitas