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Introdução ao ecopopulismo

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PAULO TUNHAS   OBSERVADOR   05.12.2019 O populismo caracteriza-se por amalgamar realidades distintas, fornecendo ao mesmo tempo a aparência de uma explicação única que tudo engloba. O ecopopulismo não é excepção a esta regra geral. Este artigo é conteúdo PREMIUM no Observador. Leia mais aqui:  https://observador.pt/opiniao/introducao-ao-ecopopulismo/

Greenpeace apoia "crime contra a humanidade"? 109 prémios Nobel dizem que sim

DN20160701 Deficiência de Vitamina A cega meio milhão de crianças por ano em todo o mundo. Arroz dourado pode ser solução, mas a Greenpeace continua a lutar contra o cultivo deste alimento Quase um terço dos vencedores do Prémio Nobel assinaram uma carta aberta contra a campanha da Greenpeace, organização não-governamental dedicada à preservação ambiental, que se opõe ao cultivo de alimentos transgénicos, em particular, de arroz dourado. Os 109 signatários, nos quais se incluem José Ramos-Horta, Nobel da Paz em 1996 e ex-presidente de Timor, e James Watson, Nobel da Medicina em 1962 e um dos responsáveis pela descoberta da estrutura básica do ADN, contestam a posição da organização e incentivam os governos de todo o mundo "a acelerarem o acesso dos agricultores às ferramentas da biologia moderna." "Quantas mais pessoas pobres terão de morrer antes de considerarmos isto um 'crime contra a humanidade'?", escrevem os galardoados. Desenvolvido nos a...

Estamos todos no mesmo barco

Laurinda Alves Observador 26/4/2016 Vemos, ouvimos e lemos, não podemos ignorar. É urgente sentirmos que estamos a fazer o melhor que podemos. Nada menos que isto. Há gente a gritar e a precisar de ajuda nos quatro cantos do mundo. E daqui ninguém sai vivo. Por isso mesmo, por estarmos todos no mesmo barco, nada nos é indiferente entre a terra e o céu, no tempo que nos é dado viver. Não estamos condenados a viver passivamente e ainda vamos a tempo de travar muitos dos desastres ecológicos e sociais que se anunciam. A Ecologia Humana, seja na vertente ambiental, familiar, social, económica ou cultural, obriga a agir, mas também a pensar fora da caixa. Existem alternativas à produção massiva, as únicas leis não são as do mercado, a ética não é uma fábula e há urgências mais imperativas do que apelar constantemente ao consumismo. Em demasiados pontos do globo a história das mulheres continua a não ter nada a ver com a história dos homens, e todos sabemos que há outras ameaças e...

Dia Internacional da Mãe Terra?

Hoje é o dia da Terra. Aliás, de acordo com a  resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas 63/278  de 22 de Abril de 2009, a Assembleia Geral decidiu designar o dia 22 de Abril como o dia Internacional da Mãe Terra. Não obstante a atenção que devemos prestar à interacção que temos com o planeta que nos acolhe, a nossa relação com ele/ela não é de filiação. É o argumento de Chesterton que com toda a sua genialidade lhe chama antes, irmã e até mesmo irmã mais nova: "Só o sobrenatural tem uma visão saudável da Natureza. A essência do panteísmo, evolucionismo e das religiões cósmicas modernas está nesta proposição: que a Natureza é nossa mãe. Infelizmente, se olharmos para a Natureza como mãe, descobriremos que ela é uma madrasta. O ponto principal do cristianismo era este: a Natureza não é nossa mãe: a Natureza é nossa irmã. Podemos ser orgulhosos da sua beleza, uma vez que temos o mesmo pai; mas ela não tem autoridade sobre nós; temos que a admirar, mas não que a imitar...

Entrevista a Pedro Aguiar Pinto sobre o dia da Terra

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A importância de se ser rural

Agora pensamos juntos / 17 Apr 2016 / Tomás Roquette Tenreiro Nos tempos que correm ganha popularidade um discurso fácil e aparentemente amigo do mundo rural. Um discurso amigo do ambiente e dos espaços verdes, amigo das gentes de um mundo que é muitas vezes lembrado com carinho como se do passado se tratasse mas que na verdade faz tanto parte do presente como tantas outras realidades. Um discurso de quem gosta de ir ao campo ao fim-de-semana, de quem gosta de ocasionalmente aparecer e desfrutar mas que é no fundo um discurso carente de consideração pelo que custa manter e pelo sacrifício diário com que o mundo rural vive nos dias de hoje. Mas que mundo é este? E quem é esta gente que o país apesar do discurso fácil e aparentemente interessado tantas vezes esquece? Apesar das diferenças que o homem rural português apresenta, de norte a sul existe algo bem comum que merece o nosso reconhecimento e respeito. Ser-se rural é ser-se mais autêntico. É viver sob um estado mais puro d...

Fernando Palha - Memórias

Fernando Palha - Memórias Já estreou o documentário de homenagem a Fernando Palha no Campo Pequeno TV. Veja o trailer e descubra a importante mensagem que Fernando Palha deixou aos aficionados. Adira já no canal 165 do MEO e no videoclube da NOS. Saiba tudo em http://bit.ly/CampoPequeno_TV#CampopequenoTV #FernandoPalha #homenagem Posted by Praça do Campo Pequeno on Wednesday, February 17, 2016

Desenvolvimento sustentável e cuidado da casa comum

Sustentabilidade_CasaComum

Revogação da liberalização do eucalipto? Sejamos sérios…

FRANCISCO GOMES DA SILVA Público 26/01/2016 Fico preocupado quando a Floresta é vista (e usada) como uma moeda de troca política. Não lhe faltava mesmo mais nada! O Governo prepara-se para revogar o Regime Jurídico das Ações de Arborização e Rearborização, lamentavelmente designada por alguns por “lei da liberalização dos eucaliptos” (Decreto-Lei n.º 96/2013, de 19 de julho). Isso mesmo se torna evidente em notícias recentes: “Capoulas Santos ultima revogação da liberalização dos eucaliptos” (Jornal de Negócios, 19/01/2016), “Governo trava expansão da área de eucalipto” (Expresso, 22/01/2016). Em resumo, e a fazer fé nas noticias, o vai revogar (não é alterar, nem melhorar) um decreto-lei com cerca de dois anos de vigência, que regulamenta os procedimentos necessários à (re)florestação no nosso país. Fá-lo como cedência política aos Verdes (ao PEV, presumo), sob o pretexto de que a plantação de eucaliptos foi liberalizada o que, presumo, está a ser nefasto para o país. Será ...

Exegese de uma aparição em Albufeira

P. Gonçalo Portocarrero de Almada Observador 20151107 Aos governantes não se pedem sermões sobre os humores divinos, ou a natureza celestial ou diabólica das tempestades, mas que saibam agir em prol do bem comum. Não caíram o Carmo e a Trindade, mas caiu uma tromba de água, ou coisa parecida, lá para as bandas de Albufeira, no Algarve. Tamanha calamidade requereu a presença no local do recém-empossado ministro da Administração Interna que, não satisfeito com a desgraça que se abateu sobre essa povoação algarvia, mais habituada às enchentes de turistas do que às de águas pluviais, emitiu um juízo religioso, que mereceu bastas críticas na comunicação social, pouco dada a leituras teocráticas das intempéries meteorológicas. Para além de algumas referências à conveniência de acautelar os estabelecimentos comerciais com seguros, o ministro teceu também considerações sobre Deus e a sua amizade e inimizade com os homens, sobre as provações a que estes são submetidos, as fúrias na...

Falta coragem política

Francisco Sarsfield Cabral RR, 05 Nov, 2015 É manifesto que não se deve construir em leitos de cheia, como aconteceu em Albufeira. E não convém colocar betão - prédios - nas imediações de ribeiras, como também ali foi o caso. Joanaz de Melo lembrou ser isto que se ensina nas universidades. Nem sempre concordo com a opinião dos ambientalistas – às vezes parece-me exagerada, fundamentalista e dando maior importância a animais e plantas do que às pessoas. Mas na maioria dos casos os ambientalistas têm razão. Falando à Renascença, o Prof. João Joanaz de Melo atribuiu as inundações em Albufeira, não à falta de conhecimento, mas à falta de coragem e vontade políticas. De facto, é manifesto que não se deve construir em leitos de cheia, como aconteceu em Albufeira. E não convém colocar betão - prédios - nas imediações de ribeiras, como também ali foi o caso. Joanaz de Melo lembrou ser isto que se ensina nas universidades. Acrescento eu ter sido a ânsia do dinheiro que levou a tais...

Para perceber melhor o que aconteceu em Albufeira no dia 2 de Novembro

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Ribeira de Albufera há umas décadas atrás antes de ter sido "engolida" pelo desenvolvimento urbanístico mais recente

PAN que o diabo amassou

José Diogo Quintela | Correio da manhã | 24.10.2015 O PAN vive em estado de graça.  Há duas estreias na nova legislatura: a de um deputado eleito pelo PAN e a da extrema-esquerda num governo constitucional. A AR tem agora um deputado que quer dar mais direitos aos animais, e um grupo de deputados que passam a ter poder para tirar direitos a animais como o porco capitalista, o leitão burguês e, basicamente, qualquer suíno que não viva do Estado. Um quer repensar o conceito de pessoa, para passar a incluir animais. Os outros já repensaram o conceito de animal, para incluir algumas pessoas. O PAN deseja que os animais integrem o agregado familiar e contem para o IRS. Aprovo. Neste momento há um trabalho escolar a decorrer cá em casa, que envolve 12 bichos-da-seda. O meu contabilista rejubila. (Por outro lado, como produzem fio de seda, o novo governo vai cobrar IRC). Mas o PAN não quer só dar direitos aos animais, para que se aproximem de nós. Também deseja tirar-nos direitos...

Os Jettas são os verdadeiros KITT

JOÃO TABORDA DA GAMA DN 201501001 Isto da Volkswagen é um problema grande, mas também algumas lições e uma recordação. Uma das vertentes é fiscal. O Estado português, que é outra maneira de dizer os portugueses, pode ter perdido muitos euros com o martelanço dos testes das emissões poluentes, tanto no imposto sobre veículos, como no imposto único de circulação, impostos que de há uns anos a esta parte assentam, em parte, nas emissões de CO2 (quanto menos emissões, menos imposto). Perderam também os municípios portugueses, que é outra maneira de dizer os portugueses, porque os municípios têm direito a parte dos impostos automóveis cobrados. Apesar de parecer que a manipulação dos motores, tendo em conta a informação disponível, era dirigida aos óxidos de azoto (NOx), não está excluído que possa haver efeitos no CO2. A questão difícil é saber, em caso de se verificar ter havido violação da componente de CO2, de quem é a responsabilidade para ressarcir o Estado: da marca? Do ...

E agora, que vão dizer os opositores aos transgénicos?

António Coutinho |  Observador 4/8/2015 Lobby muito poderoso e vocal, promotor frequente de arruaças, o “movimento anti-transgénico” é fruto de uma total irracionalidade Há ambientalistas que respeitam a racionalidade e conhecem a ciência, mas também há ambientalistas que se guiam apenas por chavões adoptados de interesses politiqueiros ou mesmo arruaceiros, sem fazerem a mínima ideia do que estão a falar. Têm o seu direito, naturalmente, longe de mim a ideia de proibir esta, entre tantas outras, irracionalidades. Na batalha contra a ignorância e a superstição não há melhor arma que a educação. E terá de ser por aí que os faremos desaparecer. Preocupa-me, todavia, que o “peso” mediático e consequentemente político dos lobbies que constituem tem graves consequências para o progresso do conhecimento e da economia. A invenção da agricultura há uns 10.000 anos foi dos passos mais críticos na história da humanidade, permitindo entre muitas outras coisas, a sedentarização, a e...

O leão Cecil e as redes sociais que também matam

Alexandre Homem Cristo | O bservador 3/8/2015 É assustador como as redes sociais conseguem alterar o padrão ético e moral pelo qual nos guiamos, ao ponto de gerar mais indignação a morte de um leão do que atrocidades contra mulheres e crianças. Um dentista americano, adepto de caça, atraiu e matou um leão no longínquo Zimbabué. O episódio comoveu o mundo, mereceu milhares de publicações em jornais internacionais e levou ao rubro as redes sociais, que perseguiram o caçador. Ora, eu sei que estamos em Agosto, e que talvez por isso o caso tenha gerado uma atenção mediática maior do que teria noutras alturas do ano. Mas, apesar disso, não deixa de ser um retrato importante dos nossos tempos, onde deixou de ser óbvio que a vida humana vale mais do que a vida animal, e onde as redes sociais tentam (e por vezes conseguem) alterar o nosso padrão moral. Não vou defender o caçador, cujo acto não considero merecedor de defesa. Mas julgo impossível de deixar escapar a contradição assente ...

Na morte de um leão

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Henrique Pereira dos Santos | Ambio | 2015.08.03 Nos últimos dias tem havido uma grande comoção pela morte de um leão no país onde todos os dias morre gente por pura incompetência e venalidade do seu governo. Um dos muitos argumentos usados para alimentar esta comoção dramática é o argumento da crueldade e do sofrimento causado ao animal pelo seu abate, sempre assente numa leitura estritamente emocional dos factos, sem a menor sombra de racionalidade. Este argumento tem a sua raiz na substituição da humana, bem humana, responsabilidade de compaixão pelos animais pela ideia de que os animais são sujeitos de direito à felicidade e ausência de sofrimento. Esta substituição é em grande parte sustentada numa visão idealizada da natureza e do mundo que identifica a dor e o sofrimento com o mal, como se a dor, o sofrimento e a morte não fossem tão intrinsecamente naturais como a vida, a alegria e a felicidade. Para os que pensam que o abate de um leão por um predador como o homem é mais...