O dono do CCB
Nuno Saraiva DN 2016.03.03 Não há nada mais pleonástico do que a dança de cadeiras de cada vez que os governos mudam. Os ministros entram e saem e, com eles, muda o pessoal político em todos os patamares da administração pública. Daí que a substituição de António Lamas por Elísio Summavielle à frente do Centro Cultural de Belém (CCB) não seja, de todo, uma novidade ou sequer uma aberração. Se olharmos para o cadastro de todos os governos, comprovamos que o que não falta são histórias de deserdados de uns e alcandorados de outros. Quando se aceita lugares de confiança política é preciso ter absoluta consciência de que esta pode extinguir-se a qualquer momento e, com isso, cessam as condições para prosseguir nos lugares. Claro que tudo seria diferente se a escolha das administrações de institutos públicos como é o caso do CCB fosse feita por concurso com óbvios ganhos de transparência e de meritocracia, sacrificando-se - e bem - a tradicional cultura do cartão partidário. Porém, o...