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A Magia do Natal

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P. GONÇALO PORTOCARRERO DE ALMADA     VOZ DA VERDADE   15.12.2019 Não há publicidade natalícia que não fale de ‘magia’. A palavra não tem nada de ofensivo, mas tende a transportar o nascimento de Cristo para um reino lendário, que é o cenário mitológico das coisas ‘mágicas’. Do mesmo modo como os contos infantis estão cheios de princesas boazinhas e bruxas más, feitiços e amores impossíveis, maçãs envenenadas e varinhas mágicas, belas adormecidas e galãs cavaleiros, dragões fantasmagóricos e duendes saltitões, assim também o nascimento de Jesus mais não seria de que uma lenda piedosamente alimentada pelos cristãos, mas sem qualquer relação com a realidade histórica. É verdade que a imaginação popular acrescentou algumas personagens ao relato bíblico do nascimento de Jesus de Nazaré. Imaginou a presença, por certo muito razoável, da vaca e do burro: a primeira, como inquilina habitual daquele estábulo; e o jumento, como provável meio de transporte ...

Uma oportunidade “para falar de Jesus”

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VOZ DA VERDADE    15.12.2019 A comemorar a 20.ª edição, o Presépio na Cidade mantém o objetivo inicial: “Falar de Jesus, da Igreja, deste Deus que é um Deus de todos os tempos e que faz história connosco”. Ao Jornal VOZ DA VERDADE, a responsável do projeto, Sofia Nobre Guedes, lembra algumas das histórias que, devido a esta presença na cidade de Lisboa, mudaram vidas. “É a humanidade que vai passando por aqui”. Podemos estar a falar no T0 mais valioso da cidade. Fica no Chiado, em pleno coração de Lisboa, e é “uma casa” com 9m2, onde cabem todos. “É a humanidade que vai passando por aqui”, descreve Sofia Nobre Guedes, fundadora e responsável pela iniciativa Presépio na Cidade, que este ano assinala as 20 edições. Ao Jornal VOZ DA VERDADE, Sofia conta como a presença deste presépio, na muito movimentada Rua Garrett, não tem passado despercebido. “As pessoas ficam surpreendidas com este presépio e, mais recentemente, com a figura do Papa Francisco e dos Pastorinhos ...

Quem é feliz?

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JOSÉ MARIA C.S. ANDRÉ   31.12.2018 Correio dos Açores, Verdadeiro Olhar, ABC Portuguese Canadian Newspaper, Spe Deus, Clarim, O Alcoa, Notícias da Covilhã, O Progresso A festa de Natal no Vaticano foi o encontro das famílias dos que lá trabalham com o Papa Francisco. Festejou uma bisavó de 93 anos, saudou mil e uma crianças e contou-lhes um segredo: que fazer para ser feliz? – «O Natal é uma festa de alegria, no entanto, por vezes damo-nos conta de que as pessoas (talvez nós próprios) estão presas a tanta coisa que afinal não têm alegria, ou é muito superficial? Porquê?». Francisco recordou o escritor francês Léon Bloy – «só há uma tristeza, (...) a de não ser santos» – e deduziu: «Portanto, o oposto da tristeza, isto é, a alegria, deriva de ser santo». Arrancou assim uma lição de catequese viva, divertida, adaptada ao vocabulário dos mais pequenos. «Olhemos para o presépio. Quem é feliz no presépio? Pergunto-vos a vós, crianças, que gostais de admirar as figuras...

Natal

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Ninguém o viu nascer. Mas todos acreditam Que nasceu. É um menino e é Deus. Na Páscoa vai morrer, já homem, Porque entretanto cresceu E recebeu A missão singular De carregar a cruz da nossa redenção. Agora, nos cueiros da imaginação, Sorri apenas A quem vem, Enquanto a Mãe, Também Imaginada, Com ele ao colo, Se enternece E enternece Os corações, Cúmplice do milagre, que acontece Todos os anos e em todas as nações. Miguel Torga

Do Natal numa gruta em Belém da Judeia ao escondimento do facto religioso na atualidade

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24.12.2018         WWW.AGENCIA.ECCLESIA.PT Em entrevista à Agência ECCLESIA, D. Manuel Clemente afirma que, como no presépio, é pela verdade que a Igreja se tem de afirmar, sobretudo num tempo em que as pessoas são poucos institucionais na prática religiosa, analisa acontecimentos sociais e projeta o ano 2019, para a Igreja Católica e para a sociedade. Entrevista realizada por Paulo Rocha Agência Ecclesia – O Natal de Jesus aconteceu no escondimento. Hoje, o escondimento do facto religioso, desde logo do acontecimento de Belém, é um problema para a Igreja Católica? D. Manuel Clemente – Creio que é uma caraterística constante das coisas que realmente acontecem. Isto é: nós ficamos geralmente apanhados e deslumbrados pelas coisas que têm impacto e são facilmente mediatizadas. Mas, aquilo que realmente acontece e determina profundamente as nossas vidas em geral não é assim tão patente, mas mais profundo e às vezes só com o tempo se manifesta e se re...

Aconteceu!

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NATAL 2018 "Aconteceu quando a gente não esperava  Aconteceu sem um sino pra tocar  Aconteceu diferente das histórias  Que os romances e a memória  Têm costume de contar  Aconteceu sem que o chão tivesse estrelas  Aconteceu sem um raio de luar  O nosso amor foi chegando de mansinho  Se espalhou devagarinho  Foi ficando até ficar  Aconteceu sem que o mundo agradecesse  Sem que rosas florescessem  Sem um canto de louvor  Aconteceu sem que houvesse nenhum drama  Só o tempo fez a cama  Como em todo grande amor" Adriana Calcanhoto

Rainha de Inglaterra: O seu 1º discurso televisivo de Natal fez 60 anos

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Cinema: A Estrela de Natal

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BERNARDO GOMES DE CASTRO         02.01.2018 Fomos os 5, esta tarde, ao cinema ver a animação de Natal da Sony deste ano: a Estrela de Natal. Todos, miúdos e graúdos, saímos da sala comovidos. O filme conta a Historia do grande acontecimento do Natal na perspetiva do burro “Bô” que acompanhou Maria e José na viagem de Nazaré a Belém (tal como o no Conto de Natal de D. João da Câmara, “A burrinha do Presépio”). A estória do animal está imbuída na História do Natal e, por esse motivo, ensina-nos alguma coisa: a) No momento em que o burro Bo consegue finalmente ver a caravana real – onde se encontram os cavalos importantes, bonitos e arranjados que foram escolhidos para transportar o Rei –, que é o seu grande desejo e aquilo que o move desde o início, dá-se conta de que o que ele verdadeiramente quer é voltar para junto de Maria, que para ele, na sua vida, é mais importante do que qualquer Rei, o que mais tarde o levará a transportar no seu dorso o maior...

História de um Natal diferente

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 P. GONÇALO PORTOCARRERO DE ALMDA      OBSERVADOR        23.12.2017 O Natal, na sua versão comercial, é uma história muito sentimental, cheia de paz, de amor e de anjinhos rechonchudos, tocando harpa e cantando hossanas. Mas não foi assim há 2017 anos… Quando ouvimos falar do Natal, é-nos sempre contada a mesma história romântica. Fala-se de Jesus bebé e do casal maravilha, Maria e José. Referem-se a vaquinha e o burrinho, com diminutivos que fazem ainda mais ternurenta a cena. Os misteriosos magos, vindos do Oriente, dão uma nota de fantasia, digna de uma megaprodução da Disney, enquanto a adoração dos pastores introduz uma nota ecológica, muito politicamente correcta, pois funde no mesmo amor o culto ao Deus-menino e a devoção pela natureza. Esta é, por assim dizer, a versão comercial do Natal: uma história sentimental, cheia de paz, de amor e de anjinhos rechonchudos, tocando harpa e cantando hossanas. Mas esta não é toda a história do ...

A Bolha do Natal

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INÊS TEOTÓNIO PEREIRA             DN             23.12.2017 Chega o Natal e chega a altura de idolatrar as criancinhas. Eu, inclusive. É uma estupidez sem limites. Ando há semanas a comprar presentes para o meu filho mais novo, não comprei um presente e pronto, comprei uma série de porcarias e sorri quando paguei cada uma delas só de imaginar o sorriso e a felicidade da criança ao abrir os embrulhos. Os meus outros filhos olham para mim com alguma comiseração e abanam a cabeça cada vez que apareço com mais um dos membros da Guarda do Leão ou mais um cão da Patrulha Pata. Mas é assim, hoje em dia o Natal serve quase exclusivamente para acabar de estragar as criancinhas que ainda não estragadas.  Torná-las verdadeiramente insuportáveis e mimadas, caprichosas e irritantes. É o que se espera de alguém que começa uma carta com "quero" - nem a Autoridade Tributária se atreve a tanto. Mas as criancinhas p...

Conto de Natal

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JOÃO CÉSAR DAS NEVES                  DN              2017.12.23 Maria estava muito desanimada: passaria a noite de Natal a trabalhar. Lembrava-se com triste saudade das ceias da infância, em que toda a família se reunia para comer, rezar, conversar, cantar e trocar presentes. Alegria, beleza, sabor, amizade, fé, tudo o que a maravilhava em menina e jovem mulher estava agora muito longe. Emigrada por necessidade, vivia em terra estranha, longe da família e amigos. As notícias de casa só falavam de miséria e destruição. A viagem e a adaptação não tinham sido fáceis. Fora acolhida na Igreja. Na paróquia, apesar da dificuldade da língua, já pertencia à comunidade. Mas neste dia tão importante faltaria à Missa do Galo, para fazer as limpezas na "boutique financeira". O que acrescentava degradação à circunstância: a instituição onde trabalhava era um bando de agiotas, pior do que estrebaria. A comparação ...