A Virgem Maria para além da metáfora
ISAÍAS HIPÓLITO 26.12.2018 OBSERVADOR O Credo é para os cristãos o mínimo denominador comum que todos devem comungar. Retirar-lhe qualquer peça, por aparentemente descredibilizar a pretensão cristã, implica minar todo o edifício da fé. “Como pode Jesus ser filho de uma virgem?”, foi a pergunta que o Observador endereçou ao bispo Manuel Linda e ao padre-filósofo Anselmo Borges. Das respostas que deram, salientam-se afirmações controversas que vou transcrever. Embora reconhecendo que o texto da Anunciação se refere explicitamente a Maria como “uma virgem” , frisa D. Manuel que (1) “nunca devemos referir a virgindade física de [sic] Virgem Maria” , (2) pois o que na virgindade de Maria importa é “a plena doação”, “um coração indiviso”, a sua “devoção plena”, condição essa – diz –indispensável para “ser mãe de Deus”. Sob algumas condições, mesmo uma mulher que tenha perdido a integridade genita...