A guerra das escolas em África
José Maria C.S. André Correio dos Açores, Verdadeiro Olhar, ABC Portuguese Canadian Newspaper, Spe Deus, Clarim 11-IX-2016 Como as antigas colónias inglesas de África não seguem o calendário escolar da Europa, pude aproveitar o mês de Agosto para visitar várias escolas em funcionamento. Ao entrar numa escola do Uganda, a primeira impressão é ter chegado ao império britânico. Cada estabelecimento de ensino tem uma farda própria, que geralmente inclui saia para as raparigas e gravata para os rapazes. Crianças ou «teenagers», ninguém escapa. O espaço abunda e, no Uganda, a mais de mil metros de altura, os relvados são verdejantes: de repente, a pessoa imagina-se em Inglaterra. Em contraste, os edifícios são muitas vezes rudimentares, as paredes têm um acabamento mínimo, o chão é térreo ou com uma camada singela de cimento. Melhor que visitar escolas, foi falar com o Prof. Charles Sotz. Tive a sorte de o apanhar de férias no Uganda e aproveitei...