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A mostrar mensagens com a etiqueta Autor: Pe. Duarte da Cunha

O desejo de paz

Pe DUARTE DA CUNHA              11.11.2018      VOZ DA VERDADE Asia Bibi, uma cristã paquistanesa, foi acusada de blasfémia em 2009 e condenada à morte por enforcamento. Depois de muitos recursos e de grande pressão internacional, o caso foi revisto pelo supremo tribunal do Paquistão e, no passado dia 31, foi declarada inocente, por falta de provas contra ela. É um caso que tem feito muita gente perceber como no nosso tempo ainda há perseguições por causa da fé. Especialmente contra cristãos! Esta jovem mulher foi acusada por algumas colegas de trabalho – que parece terem contra ela algumas questões de tipo laboral – de ter dito coisas ofensivas contra Maomé e sem piedade pedem que seja condenada à morte. Ficamos contentes que o tribunal tenha retirado a pena injusta. Mas ficamos preocupados que, mesmo depois de o tribunal a considerar inocente, ela não possa ainda sair da prisão, porque se teme que seja linchada e morta pelas ...

Auto-determinação, Liberdade e Amor

Pe. DUARTE DA CUNHA        VOZ DA VERDADE   11.09.17 Há tempos alguém pedia ajuda a fazer algo que não era bom para ela. Diante de um pedido destes ficamos sempre na dúvida do que fazer. Sobretudo quando nos é claro que o que nos pede está errado. Se nos pede para lhe partir o braço, ou para lhe dar veneno, é evidente que não vamos ajudar, mas se nos pede para beber mais um copo de vinho e já está bêbado?  E  se nos pede para ajudar a roubar  nos impostos? Somos amigos e queremos ajudar, mas ajudar a fazer mal a uma pessoa de quem gostamos parece uma coisa estranha. Será mesmo em certo sentido, inconcebível, a não ser que uma pessoa não se interesse realmente pelo bem da outra. Se gostamos do outro, ajudar tem sempre em vista o bem dele. São João Paulo II propunha constantemente a cultura da vida e do amor, o Papa Francisco luta contra a generalização da indiferença: não será porque ambos querem o bem das pessoas e nos dizem que amar é o co...

Pluralismo, pluralidade e unidade

Pe. DUARTE DA CUNHA    VOZ DA VERDADE    09.07.17 São Tomás de Aquino dizia que a existência de tanta variedade na natureza criada é sinal de que Deus é infinito. Ainda que a natureza criada seja incapaz de revelar toda a realidade de Deus, o facto de haver tantos seres e de cada um deles mostrar algo da verdade do Criador dá a entender que há sempre algum aspeto de Deus que ainda não foi mostrado. Isto vale para a natureza no seu todo, mas é especialmente importante recordar quando pensamos na humanidade. Apesar de todos os seres humanos terem a mesma natureza, é impressionante o facto de não haver dois iguais. Cada um é único! E desde a história da humanidade são tantos e tantos! E todos são, a seu modo, imagem e semelhança do Criador. O mais espantoso, porém, não é só que a criação é muito variegada, mas que existe harmonia. A lógica impressa pelo Criador na criação junta variedade e unidade. A humanidade não é só a soma de seres diferentes, mas é chamada a...

O maior dos milagres

Pe. DUARTE DA CUNHA     VOZ DA VERDADE    19.06.17 É normal que as fotografias, os presentes recebidos, ou algo que herdámos nos tragam à memória os amigos e episódios vividos juntos. Quando queremos recordar Jesus Cristo algo de semelhante acontece, mas de outra ordem. Não é só lembrança. Quando lemos os Evangelhos, a Palavra que chega a nós é mais do que a recordação do que Jesus disse ou uma mensagem genérica de Deus. O Espírito Santo que inspirou os evangelistas para saberem o que escrever também nos ilumina para nos levar a compreender o significado dessa Palavra. Não lemos o Evangelho como se fosse uma carta de um avô. Não temos só bons conselhos que nos chegam do passado, mas Deus fala-nos mesmo! Passa-se algo de semelhante, mas a um nível ainda mais impressionante, quando celebramos a Missa. Não é só uma recordação simbólica, como uma lembrança, ou um rito que se repete para recordar algo que aconteceu no passado: a morte e a ressurreição de Jesus...

Amoris Laetitia é um "documento orientador de um estilo pastoral"

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FAMÍLIA CRISTÃ   19.04.17 Um ano depois da publicação da Amoris Laetitia, a exortação apostólica pós-sinodal sobre a família, o Pe. Duarte da Cunha, secretário do Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE) e especialista em assuntos da pastoral da família, considera que este documento é «apenas uma etapa neste caminho que continua e que tem como pretensão acompanhar as famílias, discernir e enfrentar o objetivo de compreender o que é que Deus nos pede para fazer». «A certa altura do Sínodo, houve um pedido ao Papa para que escrevesse um documento conclusivo de todos os debates doutrinais que estavam em jogo, mas não era esse o objetivo do Papa Francisco, e por isso fez um documento orientador de um estilo pastoral», considera o sacerdote português. Antes do lançamento da sua nova obra,  Pensar e decidir em Família , onde faz uma leitura da exortação apostólica do Papa, o Pe. Duarte esteve à conversa com a Família Cristã sobre a exortação que deixou «muita...

18 de Abril :: Pensar e decidir em Família :: Apresentação do Livro do Padre Duarte da Cunha

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Descansar: ascese e caridade

Pe. DUARTE DA CUNHA   VOZ DA VERDADE  11.12.216 Quando encontramos um amigo e lhe perguntamos como está, é comum ouvirmos, para lá do habitual “bem muito obrigado”, o outro dizer que está “cansado”. E de facto a vida moderna é cansativa. Há sempre mil coisas a fazer; o trabalho, a vida familiar, os amigos e a família alargada exigem todos grande dedicação; a distância entre o trabalho e a casa para tanta gente obriga a viagens cansativas em transportes públicos cheios ou no pára e arranca do trânsito. O cansaço sempre acompanhou os seres humanos, e os animais. Porém, a vida moderna parece ter levado o cansaço a todos os campos da vida! A multiplicação dos tipos de cansaço é disso testemunho: um é físico, outro psicológico, outro afetivo e, depois, chegamos mesmo ao cansaço espiritual. A pergunta que se deve fazer é se com a ganância moderna de querer chegar a todo o lado não estaremos a andar por um caminho errado. Daí a questão: o que fazer para que o cansaço não nos dom...

Pedro, um contemplativo decidido

PADRE DUARTE DA CUNHA    VOZ DA VERDADE   13.11.16 Ao longo da vida podemos conhecer muitas pessoas e, graças a Deus, muitas tornam-se amigas. Mas não há dúvida que algumas têm algo de especial e conseguem transmitir uma outra dimensão da vida, e essas são raras. São como as pedras mais preciosas, mais raras. O Pedro Aguiar Pinto era uma dessas pessoas. Muitos dos seus amigos não têm medo de dizer que era um santo. E, por isso, não têm medo de chorar a sua falta e de pedir a sua ajuda agora ainda mais do que antes. No sentido mais autêntico deste termo, o santo é aquele que está marcado e é determinado no seu agir pela presença de Deus. Um santo vê melhor que um não santo a vida como Deus a vê, mas também vê melhor Deus na vida. Mesmo quando peca, um santo é diferente. Percebe que ofende a Deus e pede perdão. O Pedro, através do muito que a sua vida abraçou, deu sinais claros desta sua capacidade contemplativa. Um contemplativo no mundo não é o mesmo que u...

Liberdade religiosa e presença pública

P. DUARTE DA CUNHA  voz da verdade 09-10-2016 Acreditar que Deus existe ou acreditar que Deus não existe não são normalmente questões relacionadas com a vida política, tal como a entendemos hoje em dia na Europa. E, no entanto, esta é hoje uma questão que afecta a vida social e política. A doutrina laicista – professada por aqueles que acreditam que Deus não existe ou que, se existe, não tem nada a ver com a nossa vida – vigora nos ambientes políticos modernos, especialmente na Europa e considera a religião como um assunto privado, a par de outras convicções filosóficas. No laicismo puro a religião é assunto do indivíduo e não só não tem nada a ver com a sociedade como deve ser escondida e afastada da vida pública.  Vale a pena recordar que a Declaração Universal dos Direitos Humanos afirma que “toda a pessoa tem direito à liberdade de pensamento, de consciência e de religião; este direito implica a liberdade de mudar de religião ou de convicção, assim como a liber...

Autodeterminação, Liberdade e amor 

P. DUARTE DA CUNHA Voz da Verdade 11.09.2016 Há tempos alguém pedia ajuda a fazer algo que não era bom para ela. Diante de um pedido destes ficamos sempre na dúvida do que fazer. Sobretudo quando nos é claro que o que nos pede está errado. Se nos pede para lhe partir o braço, ou para lhe dar veneno, é evidente que não vamos ajudar, mas se nos pede para beber mais um copo de vinho e já está bêbado? E se nos pede para ajudar a roubar nos impostos? Somos amigos e queremos ajudar, mas ajudar a fazer mal a uma pessoa de quem gostamos parece uma coisa estranha. Será mesmo em certo sentido, inconcebível, a não ser que uma pessoa não se interesse realmente pelo bem da outra. Se gostamos do outro, ajudar tem sempre em vista o bem dele. São João Paulo II propunha constantemente a cultura da vida e do amor, o Papa Francisco luta contra a generalização da indiferença: não será porque ambos querem o bem das pessoas e nos dizem que amar é o contrário de ser indiferente? Há quem argumente ...

Talvez seja isto que os jovens mais desejem

Pe. Duarte da Cunha Voz da Verdade, 201600612 A educação e a atenção que se dá aos jovens não visa só o ensino de regras de vida ou o desenvolvimento das habilidades necessárias para se ter um bom emprego. Ficar por isso leva ao aumento da superficialidade, que, hoje em dia, domina a vida de tantos jovens e de graúdos. É isso também que promove o consumismo como a “religião” que mais facilmente as pessoas seguem. Contudo, a quem basta ter ou comprar coisas? Mais roupas ou mais coisas não resolvem os problemas existenciais! A verdadeira educação não pode ter como meta apenas o consumismo! Isso levaria os jovens a desistir de crescer e levaria à tristeza. Aquilo que atrai um jovem de hoje, e que já atraía no passado, são duas coisas que se ligam entre si e que abraçam toda a vida: um ideal que seja uma visão da vida capaz de entusiasmar e pelo qual vale a pena lutar; uma companhia – amizade – segura que leve o jovem a sentir-se amado e a aprender a dar-se. Sem ideal e sem amor...

Os refugiados e a fé cristã

Pe. Duarte da Cunha Voz da Verdade, 2016.02.14 A Guerra, e sobretudo quando a esta estão associadas perseguições por motivos religiosos ou étnicos, e a pobreza, especialmente quando acontece em países onde a vida política é muito instável, fazem sempre crescer o número de pessoas que devem fugir e procurar um lugar para sobreviver e dar alguma esperança às suas famílias. O número de refugiados é hoje, de facto, enorme em todo o mundo. Só no Médio Oriente: Jordânia, Líbano e Turquia acolhem milhões em campos, onde, com a ajuda internacional, tentam dar um mínimo, mas geralmente em condições terríveis. E se há muitos a sofrer, os cristãos sãos dos que sofrem ainda mais. Não podemos esquecer que as minorias religiosas ou étnicas, que desde sempre viveram nas cidades de onde agora são expulsos por causa da religião, têm muita dificuldade em ser acolhidos nesses campos. Perseguidos pelos perseguidores e pelos outros perseguidos, estes nossos irmãos são dos que mais sofrem. E não po...

Humanizar os humanos

Pe. Duarte da Cunha Voz da Verdade, 2015.12.13 O tempo de Advento e o aproximar-se das festas de Natal levam-nos sempre a pensar no significado profundo da Encarnação: Deus Criador que Se faz homem. Deus criara o homem à Sua imagem e semelhança, e esse facto desde logo confere ao ser humano uma dignidade incomparavelmente maior do que a de qualquer outra criatura existente nesta terra. E porque estavam revestidos desta dignidade, ao contrário dos dinossauros, os seres humanos, mesmo depois de se terem rebelado, continuaram a ser amados e não foram extintos. Porque somos imagem de Deus, somos inteligentes, capazes não só de, à maneira dos animais, reconhecer um objecto pelos sentidos e advertir se é bom para comer, se é perigoso ou se é amigo, como também e, sobretudo, somos capazes de procurar o sentido das coisas que encontramos e, mais ainda, de nós mesmos. Ser inteligente é, por isso, muito mais do que acumular conhecimentos como pode fazer uma memória de computador: é pode...

Padre português explica documento final do sínodo em que participou como perito

RR-online 26 Out, 2015 - 07:25 • Aura Miguel, em Roma, e Filipe d’Avillez Duarte da Cunha foi escolhido pelo Papa para participar no sínodo dos bispos sobre a família na qualidade de perito em pastoral familiar e sublinha os principais pontos a reter do documento final. O padre Duarte da Cunha, que é secretário da Confederação das Conferências Episcopais Europeias, com sede na Suíça, foi um dos escolhidos pelo Papa Francisco para participar no sínodo dos bispos sobre a família na qualidade de perito, tendo marcado presença em todo o processo. À Renascença, o sacerdote destaca aquilo que entende serem os pontos principais do documento final, que se encontra dividido em três secções. Que leitura é que faz deste documento? Eu sublinharia, do primeiro capítulo, uma grande crítica ao individualismo, num momento em que o mundo todo tende para o individualismo, a família  surge  como antídoto e, ao mesmo tempo, ameaçada por este individualismo. No segundo capítulo, foc...

Padre português chamado como perito para o Sínodo da Família

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17 Set, 2015 - 19:31 •   Filipe d'Avillez O padre Duarte da Cunha explica, em entrevista à Renascença, que é natural que haja discussão e polémica no sínodo, uma vez que o Papa pediu um debate livre e aberto. O padre Duarte da Cunha participa no sínodo da Família, na qualidade de perito. Foto: DR Duarte da Cunha, padre português a trabalhar actualmente na Suíça, como secretário do Conselho das Conferências Episcopais da Europa, foi nomeado para participar no sínodo da família, na qualidade de perito. O sínodo, que terminará os trabalhos iniciados no de 2014, começa no dia 4 de Outubro. São vários os temas em discussão, mas os mais polémicos têm a ver com questões como o acesso aos sacramentos por parte de pessoas em uniões irregulares ou como acolher os homossexuais na Igreja. Nesta entrevista, o padre Duarte da Cunha diz que a polémica e a discussão são inevitáveis, mas esclarece que não estará no sínodo para defender uma ou outra posição. Estava à espera desta no...