Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta narrativa

Meryl Streep te emocionou? Você foi enganado pela melhor atriz do mundo

JONES ROSSI   09/01/2017   GAZETA DO POVO Meryl Streep foi indicada 19 vezes ao Oscar de melhor atriz, seja no papel principal ou como coadjuvante. Venceu três vezes. Das trinta vezes que foi indicada ao Globo de Ouro, levou o prêmio oito vezes para casa. Já encarnou papéis tão distintos quanto a editora de moda com pendores tirânicos Miranda Priestly em “O Diabo Veste Prada”, a ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher e uma mãe desesperada em “A Escolha de Sofia”. Neste domingo (08), no Globo de Ouro, ao receber o prêmio Cecil B. DeMille pelo conjunto de sua obra, mais uma vez entrou no personagem: no de vítima.     Com a classe, carisma e inteligência de quem é a melhor atriz do mundo, Meryl Streep fez um discurso que certamente entrará para a história dos Globo de Ouro. Subiu ao centro do palco e quase sem voz iniciou seu discurso, de uma eloquência de fazer inveja a qualquer político profissional. E, a poucos dias da po...

A melhor qualidade de um político é ter muita lata

 JOSÉ MANUEL FERNANDES   OBSERVADOR    21.12.16 Custa a crer.  No principal salão da residência oficial do primeiro-ministro, com enorme pompa e circunstância, o anfitrião, os presidentes do Banco de Portugal e da CMVM, essa figura esquiva que dá pelo nome de Diogo Lacerda Machado e tem como principal atributo ser o “melhor amigo” do anfitrião, mais o representante dos “lesados do BES”, brindaram a um acordo que este último classificou como uma “bênção de Natal”. Quanto ao primeiro-ministro, este preferiu a metáfora – “ não endireitámos a vara nem a sombra ” – e a auto-congratulação – falando de “dever cumprido”. Não houve brindes com champanhe, mas podia ter havido. Também não houve direito a perguntas, nem podia ter havido: as respostas, se as houvesse e houvesse franqueza, seriam duras de ouvir. No essencial o que António Costa anunciou é que um conjunto de pequenos e grandes (alguns mesmo muito grandes) aforradores do BES, daqueles que acreditaram...

Não será bem assim

  HENRIQUE PEREIRA DOS SANTOS   24.11.16    corta-fitas.blog.sapo.pt " Sim, nós jornalistas poderíamos ter investigado todas as consequências daquela mudança da lei. Era o que se teria feito num tempo em que os cidadãos em geral estavam dispostos a pagar pela informação. Este é um exemplo de como a falta de dinheiro e, por causa dele, a falta de tempo no jornalismo deixa que algumas notícias só cheguem à luz do dia pela voz de quem não é jornalista o que está longe de garantir a defesa dos cidadãos" Esta parágrafo de Helena Garrido é muito interessante por ilustrar bem o corporativismo de grande parte do jornalismo. Aparentemente, Helena Garrido entende que o facto dos jornalistas não terem feito o seu trabalho numa matéria sensível não é uma responsabilidade dos jornalistas, mas uma responsabilidade dos leitores que não querem pagar para ter melhor jornalismo. E no entanto... 1) Se os recursos são escassos nas redacções (tal como são escassos...