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Fernando Rocha Andrade: um académico apanhado por dois jogos de futebol

Vítor Rainho | SOL | 20160809 Anda na política há muitos anos, mas sempre teve a paixão pelo ensino superior. Aos 18 anos filiou-se no PS e fez um longo caminho ao lado de António Costa. Agora caiu nas  bocas do mundo por ter ido ver a Seleção a França a convite da Galp Estávamos em dezembro do ano passado e Fernando Rocha Andrade já era secretário de Estado dos Assuntos Fiscais quando foi defender a tese de doutoramento “em Direito (pré-Bolonha), na especialidade de Ciências Jurídico-Económicas, tendo obtido a classificação de Aprovado com Distinção e Louvor”. segundo se lê no site da Universidade de Coimbra. Fernando Rocha Andrade, apesar de ser um desconhecido para a maioria da população, é um homem que fez a sua carreira académica sempre com boas notas, e também sempre teve um gosto especial pela política. Há quem diga que entrou no PSaos 14 anos, mas os registos dão-no como militante a partir dos 18. Próximo de António Costa, foi seu subsecretário de Estado da ...

As ameaças dos fanáticos amigos dos animais

Vítor Rainho ionline 20160718 Isto a ter em conta a quantidade de ameaças que recebi por ter escrito há dias sobre a “cegueira dos amigos dos animais”. Houve mesmo quem tivesse defendido que merecia uma morte lenta e dolorosa. O PAN - Pessoas-Animais-Natureza decidiu, e bem, fazer marcha-atrás na patética medida de querer proibir a circulação de charretes e carroças na via pública. A proposta do partido do deputado único revela um desconhecimento profundo do país em que vivemos. É certo que o deputado é inexperiente e que a sua boa vontade é, algumas vezes, traída por essa falta de conhecimento. Mas saltava à vista que não fazia qualquer sentido a proposta do PAN. Agora vão tentar que exista uma fiscalização sobre as condições em que os animais vivem e “trabalham”. Tudo certo e legítimo. Mas em Portugal estamos a viver um fundamentalismo em tudo o que diz respeito aos animais. Muitos dos defensores destes, e não estamos a falar dos domésticos, usam uma linguagem próxima do E...

O fim dos exames do 4.º ano. Pior é impossível

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Dizem os aliados desta medida que para escolas diferentes, leia-se situações sociais diferentes, devem existir programas diferentes. Alegam que as crianças mais desfavorecidas não têm de saber o mesmo que as que são ricas Vítor Rainho, online, 2015.11.28 Não gosto de ser fatalista, nem tão -pouco derrotista. Acredito que por mais governos que passem, sejam de esquerda sejam de direita, a vida continua, melhor ou pior. Esquecendo o óbvio, faz-me imensa confusão ver pessoas supostamente habilitadas defenderem o indefensável. Como é possível que um dos primeiros projectos-lei aprovados pelo actual Executivo tenha sido o fim dos exames de Português e Matemática do 4.o ano? Defendem os responsáveis por tal projecto que desta forma se acaba com a angústia das crianças e que só aos seus professores compete avaliar a competência dos alunos. Mas existe outro argumento que acho verdadeiramente inacreditável. Dizem os aliados desta medida que para escolas diferentes, leia-se situaçõ...