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A mostrar mensagens com a etiqueta Morte

"Não há acasos na vida nem na morte"

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VANESSA MACHADO     FACEBOOK   30.05.2018 Tive o singular privilégio de cuidar de pessoas em fim de vida. Sim, privilégio, porque é uma honra entrar nas suas vidas, nos seus corações abertos de par em par. Tive o privilégio de diminuir as suas dores físicas com medicação e as suas dores espirituais com carinho, presença, escuta activa e promovendo o contacto com os familiares, vencendo as barreiras da conspiração do silêncio. Sofrimento extremo? Sim, vi muito sofrimento, mas nunca me pediram para acabar com a vida...  Cada momento até ao fim tão carregado de importância. O Pai que espera o filho sair do hospital para partir... A Mãe que espera o filho de Angola e morre quando ele chega. O Marido que viveu mais umas horas para dizer à esposa aquilo que nunca tinha dito... Não há acasos na vida nem na morte. Há quem me ache optimista, há quem me ache ingénua ou ridícula. Não importa. Os meus doentes viveram plenamente até ao fim. Sempre com dignidade....

Cinzas

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JOSÉ MARIA ANDRÉ    5.11.2017 Correio dos Açores,  Verdadeiro Olhar,  ABC Portuguese Canadian Newspaper,  Spe Deus, Clarim, O Alcoa, Notícias da Covilhã Fui rezar a um cemitério. Demorei-me junto do lugar onde estão sepultados alguns amigos e recordei muitos outros. Percorrendo aqueles caminhos, reparei nos jazigos, alinhados como numa cidade, pequenos ou grandes, piedosos ou indiferentes, e rezei por uma imensa multidão que só Deus conhece. Quanto sofrimento, quanto amor generoso, quanta alegria, quantos sonhos, quantos fracassos, quantas surpresas... assim é a vida humana. Há cemitérios curiosos. Recordo ter visitado um cemitério em Edimburgo (os autóctones pronunciam «Edimbôrao») com apelidos invulgares que passaram para os personagens do «Harry Potter»: lá está a origem do Prof. Aberforth Dumbledore e de um cortejo de outros. Curiosidades!... Ontem mesmo, num cemitério de Lisboa, li inscrições profundas e frases superficiais. Por exemplo, un...

Parlamento aprova por unanimidade voto de pesar por D. António Francisco dos Santos

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RR ONLINE        20.09.19 Deputados manifestam “grande consternação” por morte “súbita e precoce” de um bispo que dedicava à sua diocese “toda a sua inteligência, sabedoria e generosidade”. O parlamento aprovou esta quarta-feira por unanimidade um voto de pesar pela morte do bispo do Porto, D. António Francisco dos Santos, evocando o seu "sentido da solidariedade e a capacidade de se fazer ouvir junto dos jovens" e dos mais desfavorecidos. "A Assembleia da República manifesta o pesar pelo desaparecimento de D. António Francisco dos Santos, transmitindo à sua família e à sua diocese o mais profundo pesar", lê-se no voto aprovado pelos deputados, que respeitaram um minuto de silêncio. No voto aprovado, o parlamento assinala a "grande consternação" com que tomou conhecimento do falecimento do bispo do Porto, de forma "subida e precoce" num momento em que dedicava à sua diocese "toda a sua inteligência, sabedoria e generosidad...

Sou mãe de um forcado. E agora?

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MARTA CALADO       19.09.17 Sábado, 16 de Setembro São 9 horas, levantei-me para ir trabalhar no C.Saúde da Lapa (sou enfermeira), quando dou de caras com o meu filho mais velho.  - "Mãe, ontem a corrida correu mal o Fernando Quintela foi colhido, não resistiu e morreu". - "O quê? Como? Morreu?!" A minha reação foi de horror e de escândalo... Podia ter sido o meu filho, pensei. Fui trabalhar e as lágrimas não paravam de me correr. Como é que é possível? Que faço agora? Obrigo-o a desistir?  Como não tinha respostas para estas questões que me perseguiam entreguei-me ao trabalho até às seis da tarde juntamente com uma colega (com quem já não trabalhava há uns anos) e as duas cuidámos 44 doentes. Foi mesmo bom esse turno! Fico sempre a ganhar quando me coloco ao serviço dos que sofrem e vim bem mais calma para casa.  Decidimos, eu e o meu marido, acompanhar o nosso filho nesta dor de ter perdido um amigo e não falar de mais nada. Domin...

A casa do Mohammed : um porto seguro para crianças com doenças terminais

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http://en.newsner.com In these dark times that we find ourselves in, there are still a lot of people across the world who inspire hope and faith in humanity. These people are like brilliant stars on a dark night – and one of the stars who shines brightest is Mohamed Bzeek. Some people have such big hearts that it seems almost unbelievable. One of these folks is a man with a big bushy beard named Mohamed Bzeek. He's taken on a very special task in life: he's a foster father to terminally ill children who have been abandoned by their parents. Normally, these children would end their lives in a hospital, alone and abandoned. But thanks to Mohamed, they get the love, strength, warmth, and joy they deserve in their final months and days. A great deal of Mohamed's empathy for these children stems from when he was 62 years old and was diagnosed with cancer. His wife had already passed away and his son is handicapped, so had to go to the hospital and face surge...

Missa em sufrágio das vítimas de Pedrogão Grande

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Há uma semana, a paróquia de Alcântara em união com a Junta de Freguesia, organizou uma missa em sufrágio pelas vítimas do incêndio de Pedrogão Grande.  Esta fotografia espelha bem a beleza dessa celebração. 

O padre Júlio perdeu 30 paroquianos. “Vão ter de vir mais padres ajudar aos funerais”

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JOÃO FRANCISCO GOMES   OBSERVADOR    20.06.17 A voz treme ao padre Júlio Santos durante a missa diária que se continua a celebrar na igreja de Nossa Senhora da Assunção, no centro da vila de Pedrógão Grande. A emoção obriga-o a fazer pausas mais longas do que as que o ritual exige, mas o silêncio é de imediato interrompido pelos voos rasantes dos aviões Canadair que continuam a combater as chamas em torno da povoação. Nas caras das duas dezenas de pessoas presentes na missa, que se realiza todos os dias às 10h00, lágrimas e desconsolo.  Na homilia, há lugar a uma recordação das vítimas, pela voz embargada do padre Júlio. O padre Júlio Santos é o pároco responsável pelas aldeias mais afetadas pelo fogo, como Nodeirinho e Pobrais “Há uma carga emocional maior. A mim vieram-me as lágrimas aos olhos várias vezes durante esta missa”, conta o sacerdote ao Observador, na sacristia da igreja paroquial, entre telefonemas constantes. “Esta noite até sonhei com te...

Os lutos

MIGUEL ESTEVES CARDODO    PÚBLICO    18.06.17 É a altura de ouvirmos quem precisa, de ouvirmos quem não consegue falar, de ouvirmos a angústia de quem só é capaz de chorar. A tragédia de Pedrógão Grande é avassaladora. Humilha-nos com imensidão. A dor cala-nos. Não é altura de tirar conclusões. Não é a altura de pensar em voz alta. É a altura de ouvir, de querer ajudar, de respeitar quem morreu, quem luta pela vida, quem está a sofrer. O luto é nacional por ser sentido por todos mas, como todos os lutos, só quem sabe quem perdeu é que o pode compreender. É a altura de ouvirmos quem precisa, de ouvirmos quem não consegue falar, de ouvirmos a angústia de quem só é capaz de chorar. Cada pessoa que morreu era o centro de várias vidas que nunca mais serão as mesmas. Custa pensar nestas perdas, uma a uma e vez após vez, porque somos incapazes de imaginar tal desespero. Mas é em todas estas perdas que temos de pensar: quem era, quem eras, quem eram e a ...

Morre-se depressa demais

Consumimos as alegrias e os desgostos à velocidade da luz. Depois perguntamo-nos de onde vem a ansiedade e a depressão.  ISABEL STILWELL   IONLINE   30.05.17 Vivemos tão depressa que damos por nós a entrar num centro comercial e a não saber em que estação do ano estamos. Com os saldos de Verão a começarem antes do Verão vir sequer marcado no calendário, ficamos com a ideia de que já não vale a pena comprar um fato-de-banho porque o Outono está mesmo a chegar. Confusos, rebuscamos na memória os dias longos de praia, os jantares na varanda, as férias, e concluímos que o nosso cérebro se desgastou de tanto uso, porque as recordações que temos parecem antigas e, no entanto, a avaliar pela colecção Outono/Inverno que enche as páginas das revistas, só pode ter sido ontem.  Não entendíamos quando, em pequenos, nos diziam que o Natal não demorava nada e os dias rolavam penosamente, ou que tarda nada fazíamos anos, e o “tarda nada” era mesmo tarde e parecia-nos nunc...

Morreu o Professor António Martins da Cruz

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JOÃO PEREIRA DE FARIA    FACEBOOK Professor António Martins da Cruz 1918—2017 Fundador da Universidade Lusíada. Ajudou à criação da ASUL, que ainda hoje possibilita aos rapazes e raparigas da Universidade Lusíada poder por em prática o lema " tudo o que não se dá, perde—se".

Where Death Died

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Num projecto do Fuller Studios , uma produtora evangélica americana, vale a pena ver estas meditações sobre os salmos, do Bono dos U2, ele católico e estrela de rock à escala global.  Escolhi esta sobre a morte e o espaço que deixa no coração para que Deus entre, e como o medo da morte pode terminar onde 'a morte morreu'. 

Lições sobre amor, salvação e morte

MARIA LIMA CUNHA   EXPRESSO      27.12.18 Há uma música muito pouco conhecida de Elvis Presley, chamada “Black Star”, em que ele nos explica a morte: “When a man sees his black star, he knows his time has come”. Quase um ano depois da morte de David Bowie, as análises ao seu último álbum continuam a lembrar que essa “estrela negra” que batiza o álbum “Blackstar” pode ter sido uma referência encapotada à letra de Elvis Presley (dizia Bowie à “Q” em 1997: “[Elvis] era um grande herói meu. Provavelmente fui estúpido o suficiente para acreditar que fazer anos no mesmo dia que ele teria algum significado”).  Não é só o título de “Blackstar” que funciona como o prenúncio de uma partida inesperada e sentida por qualquer pessoa que tenha um coração – não é possível não lamentar a partida de Bowie, num mundo que continua a precisar de heróis (mesmo que apenas “por um dia”, como cantava ele). O álbum, lançado apenas dois dias antes da morte anunciada de Bowie, est...

“Cristo está esperándote”

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ALETEIA    30.11.16 “Cristo está esperándote”, a ultima mensagem do piloto do avião acidentado.  O piloto paraguaio Gustavo Encina fazia parte da delegação que viajava no vôo que transportava a equipa de futebol brasileiro Chapecoense até Medellín (Colômbia) e que acabou na tragédia que comoveu o mundo inteiro. Gustavo foi um dos falecidos no acidente, e a mensagem que postou na redes sociais antes do acidente gerou a maior consternação e um convite à reflexão. “Para onde olhas na vida. Para trás ou para a frente? Que o Senhor te dê a graça de largar as coisas, mesmo aqueles que consideras preciosos nesta vida, e permita-te olhar para a frente, onde Cristo está à tua espera para um encontro glorioso que te abrirá as portas da eternidade ", escreveu ele.

So Long, Margarida

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Maria José Morgado Expresso 19.08.2016 às 16h32 A magistrada Maria José Morgado escreve, “com atraso de seis anos”, uma carta a Margarida de Sousa Uva, que morreu quinta-feira, vítima de cancro. “Talvez agora alguém por ti receba este meu longo adeus de saudade e amizade eterna” Há coisas que só se fazem uma vez na vida, como escrever uma carta com atraso de seis anos, depois de ter sabido da tua morte. Conheci-te nas lutas estudantis maoístas, éramos duas estudantes radicalizadas pelo desejo fanático de um mundo melhor e eu gostava muito de ti. Acreditávamos no impossível, éramos ridículas, felizes e ninguém ia morrer. Os nossos sonhos eram eternos. A vida separou-nos, nunca mais falámos, embora eu adivinhasse pelo teu sorriso público que continuavas a mesma. Tive essa confirmação numa longa carta que me escreveste quando o Zé Luís morreu. Uma carta à antiga, daquelas em papel branco com muitas folhas, onde falavas dos tempos antigos. Terminavas a dizer-me que não era p...

In memoriam

P. Gonçalo Portocarrero de Almada | Observador 7/5/2016 Ninguém pode ter a desumanidade de acusar de falta de valor quem, ante a iminência de uma morte muito dolorosa, deseja antecipá-la. Mas maior é a coragem de quem resiste até ao fim. Três vultos maiores da cultura portuguesa desapareceram nestes últimos dias: Querubim Lapa, Carlos de Pontes Leça e Paulo Varela Gomes. Do primeiro, já muito se disse e escreveu: resta-me referir a obra multifacetada de quem preenche, segundo os especialistas, uma posição central na história da cerâmica moderna portuguesa e a quem tanto deve a cidade de Lisboa. Descanse em paz! O segundo foi um conhecido musicólogo e programador musical, sobretudo como director-adjunto e consultor do serviço de música da Fundação Calouste Gulbenkian, director-adjunto da revista Colóquio-Artes, editada pela mesma Fundação, e ainda como director artístico do Festival “Música em Leiria”. Carlos de Pontes Leça especializou-se no “estudo e divulgação da ópera d...