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#RefugiadosMigrantes. Mãos à obra para mudar de rumo

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Caros amigos,  As notícias que chegam todos os dias da situação na Síria não podem deixar ninguém indiferente. Por isso, o Movimento de Comunhão e Libertação decidiu indicar a campanha de recolha de fundos para a AVSI como proposta das Tendas de Natal no Jardim do Príncipe Real já neste próximo fim-de-semana.  A campanha tem como título  " #RefugiadosMigrantes. Mãos à obra para mudar de rumo " . E o projecto escolhido é:  “ SÍRIA: Hospitais de campanha ”  com o objectivo de  equipar hospitais privados non-profit na Síria e dar formação ao pessoal médico de modo a assegurar cuidados de saúde aos mais pobres .  A meta é angariar 50.000,00€ e para tal, além de se pedir a disponibilidade para  dar livremente algum tempo  para esta iniciativa ( tendasavsi@gmail.com ) , pedimos que considerem  realizar um donativo, passando por lá no fim-de-semana  ou fazendo uma  transferência  para o NIB da Taprobana 00330000000...

MENSAGEM DO PRESIDENTE DA JUNTA DE FREGUESIA DA ESTRELA

A Freguesia da Estrela, em colaboração com o Movimento Apostólico Schoenstatt, vai acolher nos próximos dias uma família síria da cidade de Aleppo. Esta é uma família, como tantas outras da mesma cidade, que sofreu os horrores de um conflito armado que se prolonga há tempo demais.  Num período de incerteza, instabilidade e tragédia, as pessoas unem-se em torno de valores superiores como o da solidariedade, contribuindo para a construção de uma vida melhor e para a criação de esperança no futuro. A Freguesia da Estrela é a nossa Comunidade, a nossa Família!  Apelo assim a todos os membros da nossa Comunidade, especialmente nesta época natalícia, que apoiem e auxiliem no acolhimento e integração desta família.  A esperança deles depende em grande parte de nós, e da nossa família. Esta família de Aleppo junta-se a nós ainda antes do dia de Natal.  Nos próximos dias daremos mais informações como na Estrela podemos todos ajudar e contribuir neste acolhimento ...

Eu recebi pessoas que traziam a morte nos seus rostos

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FAMÍLIA CRISTÃ    17.11.16 O arcebispo de Erbil, no Iraque, D. Bashar Warda, está em Portugal para a apresentação do relatório sobre a Liberdade Religiosa que a Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) promove hoje, na Sociedade de Geografia, em Lisboa. O prelado tem acolhido na sua diocese milhares de famílias iraquianas deslocadas, que fugiram da cidade de Mossul e das planícies de Nínive e agora aguardam pelo fim da guerra para regressarem às suas terras, e falou em entrevista à Família Cristã sobre como tem sido difícil chegar a toda a gente. Como tem sido lidar com tantos deslocados dentro do Iraque? Primeiro foi muito difícil, desafiador, porque havia muito a questão «Porquê a mim, Deus?» Termos, num espaço de 24 horas, 13 mil famílias a fugir na nossa direção é aterrador e faz-nos questionar muito. Mas eu digo sempre que foi um ato de fé acolhê-los, estar lá, trabalhar com o que temos e ao fim do dia poder pensar «fiz tudo o que pude». Os milagres acontec...

Deus nasceu no exílio!

P. Gonçalo Portocarrero de Almada Observador 25/6/2016 Segundo o relatório, para 2015, do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) há, no mundo inteiro, 65,3 milhões de refugiados. “Se fossem um país, seriam o 21º maior do mundo”. Segundo o relatório, relativo ao ano de 2015, do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), divulgado no passado dia 20 de Junho, dia mundial do refugiado, há 65,3 milhões de pessoas vítimas da “perseguição, conflito, violência generalizada ou violação dos direitos humanos”. Segundo uma expressiva, mas dramática, analogia do mesmo relatório, se todos esses refugiados “fossem um país, seriam o 21º maior do mundo”, com seis vezes e meia a população actual de Portugal! São impressionantes os dados registados nesse documento das Nações Unidas, sobretudo se se tiver em consideração que o número de refugiados sofreu, de 2014 para 2015, um incremento de 5, 8 milhões de pessoas, como se, em doze meses, mais de met...

Entre dois terrorismos

P. Vasco Pinto de Magalhães Observador 14/5/2016 Esta esquerda doente, que não tem os pés na terra nem a atenção nos mais frágeis, ergue a bandeira de um modernismo burguês, pseudo-intelectual, mas de cultura rápida e sem história nem dialética. A Europa está entalada entre dois terrorismos. Está entre dois fogos, que parecem de sinal contrário mas que se excitam um ao outro. Ciclicamente, na história do Ocidente, esses ataques marcam tempos de crise sociocultural e política. Que ataques são esses? Há um terrorismo que vem de fora e actualmente aparece sob a bandeira do “Estado Islâmico”. Surge como força ideológica (“religiosa”) violenta pretendendo dominar (e eliminar) uma europa que acusa de estar doente, vendida à democracia, sem valores, opressora e imoral, tradicionalmente seguidora de uma cultura religiosa adulterada, a cristã. O Ocidente é um mundo de infiéis – mas ricos! – que os puros, os verdadeiros islâmicos, não podem suportar, em nome da sua crença num islão or...

Integração e multiculturalismo

António Barreto DN 20160403 Não é aconselhável confundir refugiado com imigrante, mas a verdade é que não se tem feito outra coisa. Só na Europa, o número de candidatos a refugiado é tal que quase estamos a falar de vagas de imigração. Como sempre, a difícil questão continua a ser: qual a política de acolhimento de imigrantes? Há duas maneiras de organizar a recepção de imigrantes. Uma tem a designação genérica de integração. A outra de multiculturalismo. Sem contar os compromissos e as variedades possíveis, são estas as duas políticas essenciais. Pela integração, são feitos esforços para assimilar e incluir os imigrantes nas sociedades onde vivem. São-lhes facultadas as condições necessárias à aprendizagem da língua, ao acatamento das leis vigentes, ao respeito pelos costumes, ao benefício dos direitos existentes e ao cumprimento dos deveres cívicos. Haverá certamente áreas de privacidade, incluindo religiosas, que os imigrantes poderão preservar, desde que não sejam incomp...

Entre o lava pés e a hipocrisia

Esquerda.net 27 de Março, 2016 José Manuel Pureza Nesta quinta feira de Páscoa, Francisco, o Papa, lavou os pés a quatro nigerianos, três eritreias, um sírio, um paquistanês, um maliano e um indiano, todos requerentes de proteção internacional no espaço europeu. O gesto é tudo. O Papa lançou o desafio, desta forma simples, a uma atitude no avesso da que marca a atual política europeia para com os refugiados. De forma diferente da de Francisco, mas coincidente com ele no essencial, várias organizações humanitárias – do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados ao International Rescue Committee, passando pelo Conselho Norueguês para os Refugiados ou pelos Médicos sem Fronteiras – decidiram nos últimos dias boicotar essa política europeia, recusando-se a enviar requerentes de proteção internacional para os centros de detenção em que se tornaram os hotspots, de que serão depois recambiados para os países de origem. Estes centros são o elemento fundamental do acordo ...

Os refugiados e a fé cristã

Pe. Duarte da Cunha Voz da Verdade, 2016.02.14 A Guerra, e sobretudo quando a esta estão associadas perseguições por motivos religiosos ou étnicos, e a pobreza, especialmente quando acontece em países onde a vida política é muito instável, fazem sempre crescer o número de pessoas que devem fugir e procurar um lugar para sobreviver e dar alguma esperança às suas famílias. O número de refugiados é hoje, de facto, enorme em todo o mundo. Só no Médio Oriente: Jordânia, Líbano e Turquia acolhem milhões em campos, onde, com a ajuda internacional, tentam dar um mínimo, mas geralmente em condições terríveis. E se há muitos a sofrer, os cristãos sãos dos que sofrem ainda mais. Não podemos esquecer que as minorias religiosas ou étnicas, que desde sempre viveram nas cidades de onde agora são expulsos por causa da religião, têm muita dificuldade em ser acolhidos nesses campos. Perseguidos pelos perseguidores e pelos outros perseguidos, estes nossos irmãos são dos que mais sofrem. E não po...

Refugiados e imigrantes: Portugal

António Barreto DN2016.02.21 Perante uma das mais graves crises da história recente da Europa, as autoridades portuguesas (Presidente, Parlamento e governo, assim como partidos políticos) já deveriam ter tomado uma posição comum. Sozinho, Portugal pouco poderá fazer. Na União e com a Europa, muito pode e deve ser feito. Ora, as instâncias internacionais só fazem o que os seus mandantes querem. No fim da decisão, estão sempre serviços, empresas, funcionários, médicos e polícias. Todos estes pertencem a países, não à União. Esta tem feito pouco, porque os seus membros não se entendem. Eis por que Portugal deverá estar mais empenhado a propor o que a União deve fazer. Portugal tem fraca tradição no acolhimento de refugiados. Umas tantas cabeças coroadas dos séculos XIX e XX. Um ou outro ditador. Alguns milionários. Uns tantos judeus no século XX. Uns jovens austríacos logo a seguir à guerra. Uns oriundos dos países comunistas. Coisa pouca. É pena, dado que o acolhimento de refugi...