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Santo António não era ‘santinho’ nenhum…

Pe. GONÇALO PORTOCARRERO DE ALMADA       OBSERVADOR     17.06.17 Santo António de Lisboa, de Pádua e do mundo inteiro, foi um grande santo e um grande sábio, que de ‘santinho’ não tinha nada, pois foi um dos homens mais cultos do seu tempo. Uma coisa são os santos populares, outra muito diferente é o que os populares acham dos santos… Expressões quase homónimas podem ter, na verdade, significados muito diferentes: por exemplo, não convém confundir as obras-primas do mestre, com as primas do mestre-de-obras! Os santos populares – como o nosso Santo António – são grandes vultos da história universal, cuja memória a Igreja liturgicamente celebra; mas a sua versão popular por vezes não vai muito além do bailarico, das sardinhas, das fogueiras, da sangria, das quadras brejeiras e dos manjericos. Embora sejam louváveis os festejos populares, os santos são para tomar a sério e bom seria que assim fossem também as respectivas comemorações que, por vezes...

«Exulta Lusitania Felix»

Guilherme d’Oliveira Martins Voz da Verdade, 2016.06.19 Assinalam-se os setenta anos da proclamação de Santo António de Lisboa como Doutor da Igreja Universal, através da Carta Apostólica do Papa Pio XII - «Exulta Lusitania Felix». É a personalidade que levou mais longe a cultura portuguesa. Infelizmente, a cultura erudita ignorou a figura do Santo durante muitos séculos, esquecendo a riqueza do seu pensamento e o papel fundamental que desempenhou no franciscanismo. O ano de 1946 com a proclamação do Doutor da Igreja foi um marco fundamental para lançar luz sobre a sua figura. Contudo, não foram portugueses os pioneiros nessa descoberta. Foram Cantini, Scaramuzzi e Heerinkx que começaram a dar atenção à obra deste português que se tornou elemento crucial na organização da Ordem dos Frades Menores, por indicação expressa de S. Francisco de Assis. De facto, estamos perante o prenúncio do papel que irá ser desempenhado na Ordem dos Frades Menores por S. Boaventura – o grande teólog...