il Giornale 06.06.2008 Giorgio Vittadini * Prossegue, praticamente sem solução de continuidade, a discussão sobre o papel dos católicos na vida política. Depois das avaliações sobre o seu peso no novo governo, destacados representantes da oposição alertaram muitas vezes para o perigo de que a Igreja se apresente como organização de alguma forma ao serviço do poder. Como frequentemente sucede, o problema é outro, não esquematizável nesta tosca e retrógrada contraposição. A quem está preocupado com a presença – escassa ou excessiva, consoante se encare da direita ou da esquerda – dos católicos no poder recorde-se o que respondeu Luigi Guissani numa entrevista de 1996 a Pierluigi Battista no La Stampa . À pergunta: «O senhor sente-se mais seguro com um cristão no governo?», o sacerdote milanês respondeu: «Não. O problema é a dedicação sincera ao bem comum e uma competência real e adequada. Pode haver um cristão imerso nos problemas eclesiásticos cuja honestidade natural e competência pode...