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A mostrar mensagens com a etiqueta Autor: Pedro Aguiar Pinto

Inquérito sobre a eutanásia

POVO  4.10.16  Ontem fui avisado por um amigo do inquérito em curso na TSF sobre a legalização da eutanásia. Será o próximo tema fracturante que se preveja seja levado à Assembleia da República a seguir à aprovação do orçamento de 2017. Nem por imediatamente antes desta notícia a frase do dia de Chesterton avisava que um machado só pode ser parado enquanto ainda vai no ar. A adesão do Povo ao inquérito contribuiu para inverter o sentido dos resultados do inquérito pelo que vos estou imensamente grato ,mas é preciso chamar mais gente a participar Portugal deve legalizar a morte assistida? 37% Sim 62% Não 1% Sem opinião (Resultados às 18:50 de 4 de Outubro de 2016) 46% Sim 53% Não 1% Sem opinião (Resultados às 10:11 de 4 de Outubro de 2016) 75% Sim 25% Não  (Resultados às 11:22 de 3 de Outubro de 2016) Dê a sua opinião  aqui Vigilância  Um golpe de machado só pode ser parado enquanto ainda vai no ar.  Participe Preciso ta...

Porque se vai a pé a Fátima?

POVO  20.09.16  Porque se vai a pé a Fátima? Em primeiro lugar para responder ao pedido de Nossa Senhora: " Quero dizer-te que façam aqui uma capela em minha honra, que sou a Senhora do Rosário, que continuem sempre a rezar o Terço todos os dias ". Por isso vamos e rezamos. Depois, por muitas razões que nem nós sabemos.  Julgamos que vamos com um objectivo e o que acontece no caminho mostra-nos que afinal era de outra coisa que nós precisávamos. O tempo, o silêncio, a oração, o sacrifício, a partilha de cinco dias de caminho, logo no início do ano, ajudam a vivê-lo melhor. Porque se a peregrinação é uma parábola da vida, fazê-la, faz-nos querer oferecer o que acontece na vida com a mesma disponibilidade com que o peregrino oferece cada dia.  É uma verdadeira experiência, porque nela descobrimos a inteligência do sentido das coisas. Vamos mais uma vez de 8 a 13 de Outubro. Não quer vir connosco? Leia a  carta-convite  e inscreva-se Receba ...

Como se constrói uma "narrativa"

Na sequência do post de hoje de manhã , reparei nas notícias de hoje, sem grande preocupação de exaustão, para perceber como se constrói uma “narrativa” impermeável à realidade, uma “narrativa” que dependa apenas do ... capricho; esta conversa da treta permite... sobreviver publicamente num mundo que não consegue perceber ou que não quer perceber. A sua “narrativa” é indiferente a factos empíricos demonstráveis, rebatíveis ou confirmáveis por toda a gente; ele vive numa bolha “narrativa” que partilha com a sua tribo . [ Henrique Raposo ] 1. Com alguma habilidade, mas também com bastante desaforo e contando com a falta de memória dos leitores constrói-se uma ideia de que agora é que é: Ao lado de Tiago Brandão Rodrigues, naquela que foi a sua antiga escola, António Costa aproveitou para parabenizar o ministro da Educação, “pelo grande sucesso da abertura tranquila e normal deste ano escolar.  Não devia ser uma novidade, mas, infelizmente, os últimos anos tornaram a normal...

Verdade e mentira

POVO  14.09.16  Chamo hoje a atenção especialmente para o hábito que se enraíza no discurso público de dizer mentiras. Não são apenas imprecisões, diferentes interpretações possíveis, promessas imprudentes que acabam por não ser cumpridas, mas mentiras mesmo. Não são inverdades, são mentiras. Porque temos que estar preparados para distinguir a mentira da verdade e quem mente de quem não mente, vale a pena ler três artigos recentes que analisam esta tendência.  Em  António Costa no país do cinismo  Rui Ramos atribui isto à "teoria da narrativa" que já vem do tempo do Eng.º José Sócrates:  O princípio da teoria é expedito: não há factos partilháveis entre adversários políticos, não há informação independente dos interesses de cada um; cada partido pode e deve construir a sua própria "realidade", sob pena de viver na realidade imposta pelo seu adversário. Henrique Monteiro em  Momentos 'ministro da Defesa do Iraque'  atribui ao discurso mentir...

Senhor Primeiro-Ministro:

POVO  13.09.16  Senhor Primeiro-Ministro: Li no Público de ontem que o senhor, dirigindo-se à Juventude do seu partido e referindo-se a um tema que lhes é caro - o acesso ao Ensino Superior - frisou  que o aumento de colocações no ensino superior registado este ano representa "a morte do modelo de desenvolvimento sem direitos, salário e Estado Social" que "a direita quis impor" e constitui um sinal de confiança . (Público de 2016.09.12) Já ontem tinha sido alertado  aqui  para a sua conclusão sobre o aumento do nº de alunos colocados:  haver mais matrículas no Ensino Superior demonstra bem que a grande quebra não era demográfica, mas sim devida às dificuldades financeiras" que as pessoas sofriam e que, garante, "agora estão um pouco minoradas" . Como o senhor certamente saberá para concluir sobre relações de causa e efeito é preciso testá-las. Como a imprensa não está a cumprir a sua missão  Mas e os jornalistas, Senhor?  procurei fazer i...

Não gosto de ser tomado por parvo

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Pedro Aguiar Pinto Povo, 20160912 A ausência de investigação jornalística sobre a validade da afirmação do senhor primeiro-ministro sobre as razões do maior número de matrículas no ensino superior e a sugestão de um fiel leitor do Povo levaram-me a gastar algum tempo e fazer a minha própria investigação sobre o assunto. Hoje é possível fazer isto sentado a um computador com internet e verificar a consistência de tantas afirmações demagógicas que são feitas. É claro que se gasta tempo, mas nem sequer foi muito… 1º passo:  se as matrículas aumentaram é melhor saber quantas foram agora e nos anos anteriores. O senhor primeiro ministro não foi muito preciso ao falar de matrículas, já que (a) o processo de acesso a ensino superior decorre em fases e a 1ª fase de colocações terminou no domingo passado (b) as matrículas só acontecem ao longo desta semana, sendo, para isso, necessário que o aluno que ficou colocado numa dada faculdade aceite essa colocação e se vá inscrever. Por...

Início do ano lectivo

POVO  12.09.16  Hoje começam as aulas. Um marco importante para mim, porque marca o retomar de uma normalidade, interrompida pelas férias escolares. É sempre um frenesim o dia em que se conhecem as colocações do ensino superior. Nunca, porém, tinha ouvido um primeiro ministro dizer que um aumento de 2% nas " matrículas no Ensino Superior demonstra bem que a grande quebra não era demográfica, mas sim devida às dificuldades financeiras " que as pessoas sofriam e que, garante, " agora estão um pouco minoradas ", sobretudo quando esse aumento se verifica, pelo menos há três anos e ainda mais quando o seu governo tem apenas 10 meses. O mais grave é a total ausência de contraditório  como diz aqui  Henrique Pereira dos Santos. A urgência da questão da liberalização da eutanásia, compele-me a pedir-vos todo o vosso empenho na  Petição "Toda a Vida tem Dignidade" Pedro Aguiar Pinto

Sobre a forma da democracia

POVO  22.07.16  Na  mensagem do Povo de ontem  dava conta da minha desilusão pela aprovação da lei das barrigas de aluguer.  O processo nesta quarta-feira teve dois tempos: a apresentação de um requerimento que a ser aprovado teria adiado a votação e permitido uma discussão mais alargada; caso o requerimento não fosse aprovado, o que, de facto, aconteceu, passar-se-ia à votação da proposta de lei com as alterações introduzidas pelo Bloco de Esquerda após o veto do Presidente da República.  Acrescentava que o requerimento tinha sido perdido por um voto e adicionava que a ausência na votação da presidente de CDS teria feito diferença. De facto, não fez, porque como me observou um amigo que comentou comigo o Povo de ontem, a votação foi por "bancada". O que é que isto quer dizer? Fui ver o  Regimento da Assembleia da República  e no artº 94 sobre a forma das votações aparece a votação por levantados e sentados em que " a Mesa apura os resu...