Zineb, dois anos depois do Charlie Hebdo
CÉSAR AVÔ OBSERVADOR 16.01.17 Escapou ao atentado contra o Charlie Hebdo e é das mulheres mais protegidas de França. Zineb El Rhazoui falou ao Observador da sua luta contra o que chama de "fascismo islâmico". Para os crentes, foi graças a Deus que a jornalista franco-marroquina Zineb El Rhazoui se salvou da matança de uma dúzia de companheiros e polícias no dia 7 de Janeiro de 2015 nas instalações do semanário satírico Charlie Hebdo. Para Zineb, uma ateia, foi simplesmente pelo facto de estar em Marrocos, de férias. Militante dos direitos humanos, dos direitos da mulher e defensora da laicidade, esta jornalista de 35 anos saiu entretanto do semanário, e, com uma renovada força, escreveu o livro Détruire le Fascisme Islamique (Destruir o Fascismo Islâmico). Um texto tão curto (70 páginas de uma edição de bolso) quanto frontal, no qual desmonta os argumentos de quem, perante a mínima crítica em relação ao islão...