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23 de Janeiro | 21h | Verdade, Tolerância e Relativismo Moral

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MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA O DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS

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Tema:  « "A verdade vos tornará livres” ( Jo  8, 32).  Fake news  e jornalismo de paz » Queridos irmãos e irmãs! No projeto de Deus, a comunicação humana é uma modalidade essencial para viver a comunhão. Imagem e semelhança do Criador, o ser humano é capaz de expressar e compartilhar o verdadeiro, o bom e o belo. É capaz de narrar a sua própria experiência e o mundo, construindo assim a memória e a compreensão dos acontecimentos. Mas, se orgulhosamente seguir o seu egoísmo, o homem pode usar de modo distorcido a própria faculdade de comunicar, como o atestam, já nos primórdios, os episódios bíblicos dos irmãos Caim e Abel e da Torre de Babel (cf.  Gn  4, 1-16; 11, 1-9). Sintoma típico de tal distorção é a alteração da verdade, tanto no plano individual como no coletivo. Se, pelo contrário, se mantiver fiel ao projeto de Deus, a comunicação torna-se lugar para exprimir a própria responsabilidade na busca da verdade e na construção do bem. Hoje, no c...

Minto, sim

MIGUEL ESTEVES CARDOSO   30.11.16  PÚBLICO É quando se descobre o alívio libertador de dizer a verdade que se deixa de mentir. A mentira protege quem a ouve mas ataca-nos por dentro. A verdade defende-se a si mesma. Por muito chocante que seja, podemos sempre acrescentar “o que é que queres que te diga? É a verdade…” A honestidade, não sei porquê, é apreciada. As pessoas detestam ouvir mentiras. Mesmo quando elas são agradáveis, preferem saber a verdade. Por muito horrível e assustadora que a verdade seja, ela é também um bálsamo que sossega a desconfiança. Por exemplo, a desconfiança de a verdade ser mais terrível ainda. Ou, simplesmente, a desconfiança de que a outra pessoa está a mentir. Há só uma área em que é impossível reduzir o número de mentiras. Como todas as pessoas destituídas de sentido de orientação, provoco em quem se orgulha de tê-lo longas explicações acerca de trajectos. São sequências. Começam pelo trajecto para bons ...

Verdade e mentira

POVO  27.09.16  "Para a mentira ser segura E atingir profundidade Tem de trazer à mistura Qualquer coisa de verdade" António Aleixo poeta popular algarvio(1899-1949) A declaração do sr. primeiro-ministro sobre o que ele entende por uma sociedade decente deu origem a mais uma polémica acerca do caminho que o nosso país está a trilhar. João Carlos Espada  no seu artigo de ontem  desmonta com muita categoria a falácia da enorme generosidade da frase " cada um contribui para o bem comum de acordo com as suas capacidades, e cada um recebe de acordo com as suas necessidades ". Do outro lado e em tom de chacota, apesar de achar que os académicos como ele " devem contribuir para o contexto e a inteligibilidade do discurso na nossa sociedade "  Rui Tavares  entre várias considerações de interesse público mais que duvidoso, atribui a mais antiga autoria daquela frase a Jesus Cristo na parábola dos Talentos. Não está mal para um historiador moralis...

A cada um segundo a sua paranóia

RUI TAVARES Público 26/09/2016 Decididamente por aquelas bandas há gente apostada em replicar a receita que tão bons resultados tem dado ao mundo. Estava eu posto em sossego quando o telemóvel me alertou: “Costa usa definição de comunismo para descrever a sua sociedade ideal”. Alvoroçado, tentei identificar que página das “365 Receitas de Criancinhas para o seu Pequeno-Almoço” teria António Costa mencionado desta vez. Fui ver: José Manuel Fernandes, ex-diretor do Público e agora no Observador, revelava ao mundo que o primeiro-ministro de Portugal dissera num debate parlamentar que “uma sociedade decente é uma sociedade onde cada um contribui para o bem comum de acordo com as suas capacidades, e cada um recebe de acordo com as suas necessidades”. Senti-me espoliado dos três segundos que demorei a perceber que tinha caído numa armadilha para caçar cliques na internet. Passado dois dias, decidi fazer qualquer coisa de útil com o tempo perdido e fui procurar de novo o artigo. Co...

Como se constrói uma "narrativa"

Na sequência do post de hoje de manhã , reparei nas notícias de hoje, sem grande preocupação de exaustão, para perceber como se constrói uma “narrativa” impermeável à realidade, uma “narrativa” que dependa apenas do ... capricho; esta conversa da treta permite... sobreviver publicamente num mundo que não consegue perceber ou que não quer perceber. A sua “narrativa” é indiferente a factos empíricos demonstráveis, rebatíveis ou confirmáveis por toda a gente; ele vive numa bolha “narrativa” que partilha com a sua tribo . [ Henrique Raposo ] 1. Com alguma habilidade, mas também com bastante desaforo e contando com a falta de memória dos leitores constrói-se uma ideia de que agora é que é: Ao lado de Tiago Brandão Rodrigues, naquela que foi a sua antiga escola, António Costa aproveitou para parabenizar o ministro da Educação, “pelo grande sucesso da abertura tranquila e normal deste ano escolar.  Não devia ser uma novidade, mas, infelizmente, os últimos anos tornaram a normal...

Verdade e mentira

POVO  14.09.16  Chamo hoje a atenção especialmente para o hábito que se enraíza no discurso público de dizer mentiras. Não são apenas imprecisões, diferentes interpretações possíveis, promessas imprudentes que acabam por não ser cumpridas, mas mentiras mesmo. Não são inverdades, são mentiras. Porque temos que estar preparados para distinguir a mentira da verdade e quem mente de quem não mente, vale a pena ler três artigos recentes que analisam esta tendência.  Em  António Costa no país do cinismo  Rui Ramos atribui isto à "teoria da narrativa" que já vem do tempo do Eng.º José Sócrates:  O princípio da teoria é expedito: não há factos partilháveis entre adversários políticos, não há informação independente dos interesses de cada um; cada partido pode e deve construir a sua própria "realidade", sob pena de viver na realidade imposta pelo seu adversário. Henrique Monteiro em  Momentos 'ministro da Defesa do Iraque'  atribui ao discurso mentir...

A “bullshit” de António Costa

Henrique Raposo Expresso 13 de Setembro de 2016  O filósofo moral Harry Frankfurt escreveu um livro que descreve bem o estado atual do PS ainda controlado pelo fanatismo socrático - “On Bullshit”. A “bullshit” ou conversa da treta não é apenas uma mentira, porque um “bullshiter” profissional como António Costa não é um simples mentiroso. Tal como o homem que diz a verdade, o mentiroso conhece os factos, conhece a verdade, sabe que está a mentir; uma boa mentira, como sabemos, necessita de uma dose de verdade, visto que é necessário esconder aquela falsidade específica no meio da verdade. O “bullshiter” é um animal diferente, já não tem qualquer adesão à realidade, a diferença entre verdade e mentira é aqui indiferente, porque ele não sabe se está a dizer a verdade ou a mentira, nem pretende esconder uma mentira específica no meio da verdade. O “bullshiter” deseja outra coisa: criar uma “narrativa” impermeável à realidade, uma “narrativa” que dependa apenas do seu capricho; e...

Verdade e sofrimento

Num mundo em que a mentira é poderosa, a verdade paga-se com sofrimento. Quem quer esquivar-se ao sofrimento, tê-lo longe de si, afasta a própria vida e a sua grandeza; não pode ser servidor da verdade e desse modo servidor da fé. Não há amor sem sofrimento, sem o sofrimento da renúncia de si próprio, da transformação e purificação do eu pela verdadeira liberdade. Lá onde não existe nada que valha que por isso se sofra, até a própria vida perde o seu valor.  Bento XVI _____________

Verdadeira liberdade

Uma liberdade da qual se extirpou a verdade, é uma mentira Joseph Ratzinger

“Sobre falar merda”

Paulo Tunhas Observador 25/2/2016 O contributo intelectual de Isabel do Carmo para a relação entre neoliberalismo e obesidade lembrou-me "On Bullshit", um livrinho onde se debate “uma compreensão teórica do que significa falar merda”. Como muita gente, também eu fiquei surpreendido com o notável alcance teórico do artigo que Isabel do Carmo publicou esta quarta-feira no Público (“Impostos e gordura”). Depois de levar a cabo uma defesa do Orçamento de António Costa e de designar os inimigos internos e externos do povo português, Isabel do Carmo estabelece uma importante relação entre dois aspectos aparentemente díspares da nossa actualidade: o “neoliberalismo” e a obesidade. “O neoliberalismo tem-se relacionado com o aumento da obesidade”, escreve, para quase logo a seguir acrescentar: “O neoliberalismo faz mal à saúde”. A conclusão é magistral, digna de um pré-socrático: “Isto anda tudo ligado”. Não é aqui o lugar para expor a série de reflexões que este signific...

Transcrição da intervenção do deputado Paulo Rangel

Parlamento Europeu em 3 de fevereiro de 2016 "Senhor Presidente, antes de ir ao assunto que considero principal, que é justamente a questão do Reino Unido, não queria deixar de dizer à Sra. Deputada Maria João Rodrigues que eu não sei se o Governo português é assim tão europeísta, porque ele depende do Partido Comunista, que aqui hoje fez uma declaração totalmente antieuropeia, e depende do Bloco de Esquerda, que também está contra uma visão da economia social de mercado, e portanto o seu europeísmo é duvidoso. Aliás, quando o principal conselheiro do Primeiro-Ministro ontem comparou a União Europeia à União Soviética, está tudo dito sobre as convicções europeias deste Governo. Foi Porfírio Silva, deputado do PS, principal conselheiro de António Costa, que comparou a União Europeia à União Soviética. É lamentável que não se tenha isto em conta. Quando depende da esquerda radical, que é totalmente antieuropeia, é evidente que depois, o Governo, mesmo que tenha boa vontade, não...

Ai custa, custa, Dr. Costa!

PAULO RANGEL Público 24/02/2016 Verão como Costa, na veste de Primeiro-Ministro, manipulou e abusou. E fê-lo para diabolizar um deputado da oposição. Respeito António Costa como homem, como político, como Primeiro-ministro do meu país. Respeito-o, mas não tolero e não admito, nem por uma fracção de segundo, que ponha em causa o meu patriotismo, o meu sentido nacional. Repito: não tolero, não admito e não recebo nem lições nem remoques de António Costa. Lamentavelmente, é a segunda vez que o faz, num curto espaço de dias, primeiro num debate quinzenal, depois no debate do orçamento. E que o faz, não num qualquer comício partidário, no calor excitado das sessões de propaganda em que agora quase diariamente se desmultiplica, mas antes na Assembleia da República e na qualidade estrita de Primeiro-Ministro.  Não vou aqui puxar galões nem pergaminhos de apego a Portugal, ao espírito nacional e ao sentido patriótico. Seria ridículo e redundante. E acabaria por dar a António Costa o...

A verdade sobre nós próprios

A verdade sobre nós próprios Qualquer criança intui que está neste mundo por algum motivo. Diante da clássica pergunta: «Que queres ser quando fores grande?», não lhe passa pela cabeça responder: «Nada». Se o fizer, como diz H. Azevedo, é conveniente pôr-lhe o termómetro. O mais natural é que a criança pressinta que está chamada a representar o seu papel no teatro desta vida. Um cristão sabe que não há nenhum papel mais maravilhoso para “representar” do que aquele que Deus tem previsto para ele. A este “papel” chamamos vocação. A vocação não é outra coisa que o encontro com a verdade sobre nós próprios. É uma verdade que dá sentido à nossa vida. É uma verdade que responde à pergunta mais radical: porque é que eu existo? A vocação, além disso, é uma verdade que interpela directamente o sentido que possui a liberdade. Sou livre para quê? Tanto faz escolher uma coisa como outra? Será que sou livre apenas para escolher a pasta de dentes num supermercado? Se a liberda...

Retrato de Sócrates pelo próprio

JOÃO MIGUEL TAVARES 17/12/2015  Não é só o mundo inteiro que está contra Sócrates. É o mundo inteiro, a lógica e a matemática. Palavra a José Sócrates (TVI): “Quando fui estudar para Paris, a primeira decisão que tomei foi pedir um empréstimo à Caixa Geral de Depósitos de 120 mil euros. Em 2012, a minha mãe vendeu o seu apartamento  no prédio Heron Castilho , deu-me a parte que me devia dar  NR: 75% de 600.000 euros, o que totaliza 450.000 euros  e isso deu-me para viver até ao final de 2012. Entre o momento que saí do governo até ao final de 2012, quais foram as minhas fontes de rendimento? Basicamente, a doação da casa da minha mãe.” Palavra a José Sócrates (Expresso, 19 de Outubro de 2013): “Quando perdi as eleições  em Junho de 2011 , telefonei à minha gerente de conta e pedi um empréstimo ao banco de 120 mil euros. Um ano sem nenhuma responsabilidade e levando um filho comigo. Gastei o dinheiro todo. Assim fui para Paris, em vez de, mais uma vez,...

Uma visita ao cinismo

Paulo Tunhas Observador 22/10/2015 O principal trunfo do cinismo é deixar-nos espantados e desarmados. A vida em sociedade exige algo como um princípio de credulidade, uma confiança, mais ou menos espontânea, nos outros. Os tempos andam malsãos. Parece que vivemos num daqueles poemas terríveis de Sá de Miranda, onde tudo é suspeita, logro, perigo, espanto, dissimulação, e nada é nítido. A atmosfera não é de banal má-fé. É uma atmosfera de cinismo, de cinismo puro e duro. São coisas muito diferentes. O homem de má-fé mente-se a si mesmo e acredita na verdade da sua mentira, o cínico não. O cínico mente com a perfeita consciência de que está a mentir e nem por um instante acredita no que diz. Se a má-fé pode proteger da argumentação racional e da persuasão comum, o cinismo é, no capítulo, mil vezes mais eficaz. Cria uma espécie de invulnerabilidade por relação a uma e outra. O principal trunfo do cinismo é deixar-nos espantados e desarmados. Por razões que têm provavelmente a ...

A ratazana

JOSÉ MIGUEL PINTO DOS SANTOS Público 23/07/2015 Sempre houve quem considerasse as suas ideias mais importantes que a realidade. Sempre houve quem considerasse as suas ideias mais importantes que a realidade. E a piada que hoje achamos às tentativas que fizeram para adaptar a realidade aos seus modelos seria mais gozosa não fosse a notícia que temos do sofrimento humano que essas tentativas geralmente causaram. A esta falta de correspondência entre o pensamento e a realidade chamou-se, desde há muito, erro ou insanidade. É-lhe atribuída como causa o uso deficiente da razão. Também sempre houve quem pensasse que o discurso não tem de corresponder ao pensamento. Embora seja um erro, desde a mais alta antiguidade que políticos e sofistas aplicam com entusiamo este princípio. À falta de correspondência entre palavra e pensamento, chama-se, com toda a simplicidade, mentira. Daí a fama que os políticos têm de serem sofistas, não no sentido de seguirem uma determinada corrente d...

Mentira e Verdade

Enquanto somos nós que temos que suportar a mentira, a verdade suporta-nos a nós Pe. Nuno Tavares Sacerdote católico (1974-…)

Temos pena!

Helena Matos |  Observador | 31/5/2015 Vão chorar a oportunidade perdida, a falta de coragem. E, claro, vão dizer que não houve estadistas à altura do problema. Falo obviamente da Segurança Social. Sentados nos estúdios de televisão vão dizer que foi falta de visão, que não houve coragem. Pior, que em Portugal as coisas nunca se discutem a tempo. Alguns mais expeditos nestas artes de passar por entre os pingos da chuva vão afivelar um ar compungido para em seguida colocarem a génese do problema num tempo qualquer ideologicamente útil; o Estado Novo, por exemplo. Mas o PREC e “esta austeridade” (como será “aquela austeridade”?) também podem dar jeito. Nos jornais, rádios, nas justiceiras redes sociais o exercício vai repetir-se. No fim vão chorar a oportunidade perdida, a falta de coragem. E, claro, vão dizer que não houve estadistas à altura do problema. E vão dizê-lo com aquele ar de quem naturalmente se considera à altura de tudo. E claro que têm pena, aliás sentem uma p...