Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta Autor: Eduardo Sá

Divórcio não, obrigado

Eduardo Sá, Pais&Filhos, 3-07.2014 A separação exige sempre melhores pais. São muitos os momentos de mágoa. Esperar que seja um tribunal a mediar cada um desses momentos é judicializar a parentalidade. 1. Tenho dito que talvez haja três tipos de relações de casal. As mais frequentes serão amizades coloridas. As outras, 'contas de poupança-reforma'. E haverá, ainda, uma esmagadora minoria de uniões de facto (por dentro) que, entre todas, serão aquelas que melhor se aproximam da ideia de casamento. Se a complexidade de uma relação amorosa se torna, tantas vezes, tão difícil de gerir, os descuidos e os desamparos cumulativos que pode gerar tornam-na dolorosa. Será em consequência dessas dores (que se enovelam) que as pessoas se vão afastando, por dentro, devagarinho. E quando uma delas o assume (em função de um período de sofrimento pessoal que a interpela, ou em consequência da comparação entre os pequenos gestos que alguém lhe disponibiliza no local de trabalho, p...

ABAIXO OS AVÓS !!!!

Eduardo Sá Pais e filhos, 2013.02.27 Os avós fazem mal ao crescimento das crianças. Porque são o melhor piquete de greve contra a sopa. Frases como: "Vá lá, deixa que o menino não coma a sopa!... Só hoje..." - contrariando o ar zangado que tinham, noutros tempos, como pais - são bem a prova que eles acreditam que as crianças só por motivos ponderosos é que se impedem de saborear os caldos e os cremes... de que tanto gostam. E atestam que há um conluio entre os avós e os netos que, quando uns fazem caretas e capricham nas "fitas", os outros justificam que, embora as crianças compreendam que "a sopa faz bem..." elas reagem assim - contra a sua vontade!... - porque há dias em que o stress das aulas casa melhor com a gelatina ou com a mousse de chocolate... Os avós fazem mal ao crescimento das crianças. Porque, por mais que repitam que as crianças devem comer de tudo, sempre que as têm ao seu cuidado perdem horas a fazer empadões e coisas caprichosas p...

Dentro ou fora do útero um bebé não se dá, aluga ou vende

Entrevista a Eduardo Sá DESTAK | 19 | 01 | 2012 17.22H Eduardo Sá - Investiga a gravidez e o feto, e garante que não é indiferente o útero em que se cresce. Nem para a mãe ter um filho dentro de si.Em entrevista ao Destak, explica porque é contra “barrigas de aluguer”. Isabel Stilwell | editorial@destak.pt O feto tem uma vida emocional e mental? O feto tem uma vida emocional desde muito cedo e, em consequência disso, tem uma vida mental. Não podemos dizer que o nascimento psíquico de um bebé se dê ao fim dos nove meses de uma gestação. Ele é, substancialmente, mais precoce. Tem uma individualidade e uma identidade próprias, a que não é estranha a relação privilegiada com a mãe. Para o feto não há como não distinguir um útero da mulher com quem comunica 24 horas por dia. O mesmo embrião será um bebé diferente conforme o útero em que cresceu? Os inúmeros estímulos que chegam ao bebé de forma bioquímica e sensorial ajudam a formatar um embrião de forma singular, dependend...