Os miúdos estão mais inteligentes mas menos espertos
ROGÉRIO JÚNIOR DIÁRIO ECONOMICO 01.07.17 Já não há sapatos esfolados de subir o escorrega ao contrário ou roupa com cor de relva do último trambolhão. A tecnologia mais evoluída do mundo cabe no bolso das calças e não nos proibimos de a utilizar sempre que precisamos. Habituámo-nos a precisar sempre. Se não sabemos o caminho ligamos o GPS, se temos dúvidas sobre as cores do arco-íris ou o nome do rio que passa em Lisboa vamos ao Google. Está tudo à distância de um clique ou de um swipe. Cansámo-nos de ter de memorizar as coisas mais simples do universo. Desde que haja rede no smartphone sentimo-nos as pessoas mais inteligentes do mundo. E os miúdos, como grandes esponjas de conhecimento que são, aprendem por inerência. Se os pais procuram tudo online, eles também o fazem, quais macacos de imitação. Com tenras idades já sabem como desbloquear o smartphone, jogar e procurar coisas na Internet, acordam antes dos pais e ligam...