O Céu no andar de cima
A minha recordação do aniversário do meu pai trouxe como resposta de um amigo - a quem muito agradeço - esta belíssima meditação do Père Antonin Sertillanges que traduzi (em primeira aproximação do francês). Impressiona-me a certeza de fé que também vi no meu neto Gonçalo Maria. De facto, há dois dias, conversando sobre o futuro académico da mana mais nova que daqui a 20 anos iria para Agronomia, o Gonçalo Maria disse, "Oh avô, mas nessa altura, o avô já está lá em cima!". É esta mesma familiaridade com o céu do Gonçalo de sete anos - que faz do Céu o andar de cima - que encontram aqui: Pela morte, a família não se destrói, ela transforma-se, uma parte dela passa a invisível. Cremos que a morte é uma ausência, quando ela é uma presença discreta. Cremos que ela cria uma distância infinita, quando ela suprime todas as distâncias, trazendo ao espírito o que se localizava na carne. Que laços ela renova, que barreiras ela quebra que muros derruba, que nevoeiro dissipa, s...