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A minha herança: os meus irmãos

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VASCO MINA    24.05.2018      JN   A minha mãe partiu recentemente e o mesmo aconteceu com o meu pai há cerca de dez anos. Sou agora confrontado com a tarefa de desmontar a casa onde vivi desde que nasci até me casar. Por outras palavras, tratar da herança que recebi. No meio de tantos e variados assuntos aos quais tenho de ocupar o tempo, fica, no ecoar dos dias que passam, a seguinte pergunta: qual a verdadeira herança que recebi? Qual o valor que os meus pais me acrescentaram? Faço parte de uma geração intermédia que não pertence "ao outro tempo", mas que não acompanha no pleno os tempos que correm. Em 1974, tinha 12 anos e era o mais velho de três irmãos; os meus pais não foram militantes antifascistas e o 25 de Abril foi um grande dia: não tive aulas! Crescemos como qualquer outra família da pequena burguesia (terminologia que só bem posteriormente entendi), educados para sermos bons alunos, a respeitar os mais velhos, a cumprimentar as pesso...

Irmãos e cuidadores

PAULO BALDAIA     DN     31.05.17 Num mundo perfeito, a humanidade funciona como uma família onde todos são irmãos. As religiões gostam, aliás, de tratar assim os que comungam da mesma fé. Agnóstico, amo religiosamente os irmãos que tenho. Tenho sorte por pertencer a uma família de nove filhos em que todos estão dispostos a ajudar cada um. Hoje é o Dia dos Irmãos. Como há o Dia do Pai e o Dia da Mãe, a Confederação Europeia das Famílias Numerosas aprovou, em 2014, a celebração deste dia. Primeiro em Portugal, depois no resto da Europa. Escrevo este texto a pedido de José Ribeiro e Castro, um dos promotores desta iniciativa. Faço-o com gosto, para homenagear uma irmã entre nove. Em famílias grandes, como a minha, há a fase de crescimento em que os mais velhos fazem de pai e de mãe, dando o exemplo. Há, depois, a fase de consolidação das vidas de cada um, em que solidariamente multiplicamos a felicidade do sucesso de alguém e dividimos tristezas pelos tropeç...

31 de Maio :: Dia dos irmãos

Mensagem da APFN Este é já o quarto ano consecutivo que celebramos, em Portugal, o  Dia dos Irmãos  a 31 de maio, depois de, em 2014, as famílias numerosas europeias terem instituído nessa data a celebração anual da efeméride. Ninguém tem dúvidas da importância que os irmãos podem ter na nossa vida. São quem nos acompanha na infância, estão presentes na maior parte das nossas memórias, foram os primeiros companheiros de aventura, os primeiros amigos. Ninguém se conhece como irmãos, niguém se zanga como os irmãos, ninguém se aceita como os irmãos. Esta cumplicidade que vem da partilha e do amor merece ser celebrada! Os irmãos são parte de nós, parte da nossa história. O que acontece entre irmãos molda-nos para toda a vida. Desafia-nos a crescer e a lidar com as frustrações, a partilhar espaço, coisas e atenção com outros, ensina-nos a lição da amizade, do perdão. Se a soubermos preservar, esta relação fica, mesmo quando os nossos p...

Uma revolução de ternura

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Retomo um acontecimento do tempo da quaresma que queria aprofundar, do início do mês de Março.  O famoso Dia da Mulher.   Esse dia do calendário internacional que tem vindo a ter maior atenção nesta sociedade obcecada com a igualdade de género. Sinto que é dado ao dia mais atenção do que a mim, mulher. Este sintoma da maneira comercial de celebrar, em que a agenda vale mais que a pessoa. Porque não me revejo nos direitos que estão na agenda para as mulheres. Há no ar uma tensão revolucionária, a que todas têm que aderir por fidelidade ao género. Eu sou claramente uma dissidente dessa revolução e explico porquê. No passado dia 8 de Março, foi instalada em frente ao conhecido touro de Wall Street uma estatua de uma rapariga reivindicativa, a quem chamaram 'Fearless Girl',  "Rapariga sem medo", na placa aos seus pés lê-se "Know the power of women in leadership", "Conheça o poder das mulheres na liderança". Três dias depois, fez an...

O dia dos meus irmãos

POVO  31.5.16  Há um grupo de cidadãos que quer que hoje se comemore o dia dos irmãos. Se quiser apoiar esta pretensão pode assinar  aqui a petição . Não sou grande fã de dias disto e daquilo, mas havendo dias para tudo, faz falta o dia dos irmãos. Porém, o que verdadeiramente faz falta são os irmãos. Vejo isto nos meus netos que se cuidam um do outro e se tratam carinhosamente por mano, estabelecendo uma cumplicidade única que reconheço ter também vivido nas memórias da minha infância. Vejo isto sempre que me re-encontro com um dos meus irmãos (somos nove como se pode ver na  fotografia ) e tomo consciência de que vivi toda a minha vida adulta longe deles e da falta que um convívio mais próximo nos fez uns aos outros. Apesar de sermos muitos e diferentes há muitas formas de mantermos e fortalecermos esta relação tão especialmente cúmplice que é a de ser irmão.  Uma saudação muito especial aos meus irmãos no dia dos irmãos Pedro Aguiar Pinto

Os meus irmãos

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Gosto desta fotografia.  Podia ter escolhido uma mais recente, mas daqui para a frente (Verão de 1985) a confusão aumentou. Estamos os nove irmãos, a mãe e já três tínhamos casado, razão pela qual há 3 cônjuges alguns filhos e sobrinhos Atrás: Zé, Bugui, Carlos, Mãe Alice, Fernando, Nininha, António (cunhado) Em pé, à frente: Gonçalo (sobrinho), Minhoca (mulher), Pedro (com a Leonor ao colo) Sentados, à frente: Vanda (cunhada) com o Filipe (sobrinho) ao colo, Diogo(sobrinho), Jão, Paulo (com a Inês - nossa filha- ao colo) e Xinho

Um dia igual, um dia diferente

JOSÉ RIBEIRO E CASTRO Público  31/05/2016 É lema conhecido: todos iguais, todos diferentes. O mesmo pode dizer-se dos dias: têm 24 horas, mas todos são diferentes – pelo tempo que faz, pela hora a que o sol nasce ou se põe, pelo calendário. Repetem-se, todos os anos; e, repetidos, podem ser diferentes. O traço distintivo é a memória que assinalam ou o valor que celebram: um aniversário; ou a referência social que lhe associamos. O dia de hoje distingue-se por ser Dia dos Irmãos – festejamos os irmãos e a sua relação. Foi em 18 de Setembro de 2014 que a assembleia geral da Confederação Europeia de Famílias Numerosas (ELFAC) resolveu instituir o Dia dos Irmãos, fixando-o a 31 de Maio a nível europeu, e iniciou a sua celebração anual, na sequência de uma primeira experiência estreada em Portugal nesse ano. Já havia dias para tudo, não ainda para celebrarmos irmãs e irmãos. E, todavia, termos irmãos, sermos irmãos, é a relação mais forte, mais próxima, mais duradoura na nossa ...

31 de Maio, Dia dos Irmãos

Margarida Gonçalves Neto DN 20160531  Esta ideia simples já caminha há três anos. Convoca quem quer vir connosco celebrar a relação de irmãos. Queremos chegar às instâncias internacionais. Devagar se vai ao longe. Uma ideia que não fractura, uma ideia feliz. Não havia este dia - há muitos outros, mas faltava este. Vemos muita gente a aderir. As famílias sobretudo. Muitos outros, desde o comércio aos media. Em Lisboa, a CP fará um desconto de 25% a quem se apresentar no dia 31 de Maio com um irmão ou uma irmã. Gosto de ver os pacotes de açúcar da Delta, que, neste ano, circulam com o símbolo do Dia dos Irmãos - adoçamos o café, adoçamos com a ideia. A frase sugere um sorriso e uma conversa: "Se queres ver uma criança feliz, dá-lhe um irmão. Se queres ver uma criança muito feliz, dá-lhe muitos irmãos." Porque é simples? Porque nos adoça a alma? Porque a relação de irmãos é a mais próxima: acompanha-nos desde que nascemos até ao final da vida. Ficará depois da morte do...