Diplomacia
02 | 03 | 2011 23.58H João César das Neves | naohaalmocosgratis@fcee.ucp.pt A história não se repete, mas a epidemia de revoltas de 2011 é paralela à de 1848. Na altura poucos países europeus foram poupados; muitos sofreram mudanças históricas. Desta vez a turbulência sente-se de Marrocos ao Iémen. Tunísia e Egipto já transformaram o regime, a trágica Líbia caiu em guerra civil e prometem-se continuações. Até na Arábia Saudita, onde a 23 de Fevereiro, com o velho rei Abdullah a regressar de tratamentos em Nova Iorque, o Governo anunciou perdão de dívidas, hipotecas sem juros e apoios a desempregados. Não deu explicações mas sentiram-se as barbas de molho. O que isto realmente significa, ainda ninguém sabe. Pode ser excelente ou horrível. Mas enquanto o mundo árabe vive momentos históricos, que faz a Europa democrática? Além de análises moralistas e sanções tardias, pune ministros por ligações aos regimes depostos. A França já perdeu alguns. Não se sabe se isto é tolice ou hipocri...