Portugal, Portugal
João Duque Expresso, 2016.02.20 Dr. Passos Coelho esqueça o Portugal liberal. Não pense que estas palavras são escritas no intuito de o frustrar na persecução de retomar o poder executivo. A sua recente vitória eleitoral até lhe pode dar esse ânimo, essa ilusão, mas a questão não é essa. A questão é saber qual o uso a dar ao exercício desse poder. O senhor apresentou-se aos portugueses como uma pessoa que ia executar o programa negociado entre o seu partido, o PSD, o PS e a troika. Nele tinham inscrito uma visão que ia muito além do mero equilíbrio das contas públicas. No desenho inicial do programa, previa-se a abertura da economia portuguesa à Europa e ao mundo com a entrada (quase a troco da nossa sobrevivência) de capital estrangeiro e de uma intervenção desse novo capital na governança das nossas empresas. Nesse memorando forçava-se a abertura da economia portuguesa à influência externa. Obrigava-se a abertura de portas à concorrência, a...