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Vaticano: Papa proclamou Paulo VI e D. Óscar Romero como santos

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Cidade do Vaticano, 14 out 2018 (Ecclesia)  O Papa Francisco proclamou hoje como santos Paulo VI e D. Óscar Romero, no Vaticano,  numa Missa com bispos de todo o mundo, que contou com a canonização de outros cinco fiéis católicos. Perante milhares de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, o prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, cardeal Angelo Becciu, acompanhado pelo postuladores das sete causas, pediu que os beatos fossem inscritos “no álbum dos santos”. “Em honra da Santíssima Trindade, para exaltação da fé católica e incremento da vida cristã, com a autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo e a nossa, após ter longamente refletido, invocado várias vezes o auxílio divino e escutado o parecer dos nossos irmãos no episcopado, declaramos e definimos como Santo os beatos Paulo VI, Óscar Romero, Francesco Spinelli, Vincenzo Romano, Maria Catarina Kasper, Nazária Inácia de Santa Teresa de Jesus e Nunzio Sulprizio; ...

A vocação dos leigos

Eu vos envio como cordeiros para o meio de lobos.  Lc 10, 3 Os leigos, que a sua vocação específica coloca no coração do mundo e à frente das mais variadas tarefas materiais, devem exercer por isso mesmo uma forma especial de evangelização. A sua primeira e mais directa tarefa não é a instituição e o desenvolvimento da comunidade eclesial - esse é o papel específico dos pastores -, mas é accionar todas as possibilidades cristãs e evangélicas escondidas, mas já presentes e activas, nas coisas do mundo. O campo concreto da sua actividade evangelizadora é o vasto e complicado mundo da política, do social, da economia, mas também da cultura, das ciências e das artes, da vida internacional, dos «mass media», assim como algumas outras realidades abertas à evangelização, como o amor, a família, a educação das crianças e dos adolescentes, o trabalho profissional, o sofrimento.  Beato Paulo VI (1897-1978), papa de 1963 a 1978  Evangelii nuntiandi  ---------------...

Liberdade e responsabilidade

POVO  19.1.16  A dimensão política exprime também uma exigência actual do homem: uma maior participação nas responsabilidades e nas decisões. Esta aspiração legítima manifesta-se sobretudo à medida que se eleva o nível cultural, que se desenvolve o sentido da liberdade e que o homem se apercebe melhor de como, num mundo aberto para um futuro incerto, as opções de hoje condicionam já a vida de amanhã. Paulo VI Octogesisma Adveniens, 47

O mundo, visto do trono papal

José Maria C.S. André Correio dos Açores, Verdadeiro Olhar, ABC Portuguese Canadian Newspaper, Spe Deus, 27-IX-2015 Há tempos, ouvi um historiador importante explicar, com eloquência de dados, que o pedido de perdão de João Paulo II durante o Jubileu do ano 2000 não fazia sentido, porque nem ele nem os Papas anteriores tinham a ver com os acontecimentos de que pedia desculpa. Nem sequer a Igreja estava implicada na generalidade daqueles actos, a maior parte passados há muitos séculos. Antes de pedir desculpa, João Paulo II (digo eu) devia ter telefonado para a faculdade: «Está lá? Podia-me passar ao Prof.? Daqui fala o Papa. Não lhe vou tirar muito tempo, é só para me esclarecer...» (evitava-se o tal pedido de perdão inapropriado). Em Junho passado, o Papa Francisco pediu desculpa aos valdenses pelas violências do século XVI. A Assembleia das Igrejas Metodistas e Valdenses respondeu-lhe há pouco, por carta, que não podiam perdoar: eram outros tempos, outras pessoas, nenhum daq...

Aos que sofrem

Neste dia especial, proponho esta última mensagem do Papa Paulo VI no encerramento do Concílio Vaticano II ( aos Pobres, aos Doentes, a todos os que sofrem ) permitindo-me destacar este trecho do qual testemunho uma correspondência estreita: "Mas nós temos algo de mais profundo e de mais precioso para vos dar: a única verdade capaz de responder ao mistério do sofrimento e de vos trazer uma consolação sem ilusões: a fé e a união das dores humanas a Cristo, Filho de Deus, pregado na cruz pelas nossas faltas e para a nossa salvação.  Cristo não suprimiu o sofrimento; não quis sequer desvendar inteiramente o seu mistério: tomou-o sobre si, e isto basta para. nós compreendermos todo o seu preço".  Pedro Aguiar Pinto  

Francisco e o Papa da Humanae vitae

P. Gonçalo Portocarrero de Almada | 25/10/2014 Francisco, como Paulo VI, são homens de Deus para todos os tempos. Como ele disse, "O Papa não é o senhor supremo, mas sim um supremo servidor – o 'servus servorum Dei' [o servo dos servos de Deus]". No domingo passado, por ocasião da conclusão do Sínodo extraordinário sobre a família, o Papa Francisco beatificou um seu antecessor na sede petrina, Giovanni Battista Montini, mais conhecido pelo nome que assumiu ao ser eleito papa: Paulo VI. A homenagem assim prestada ao pontífice romano a quem coube a difícil tarefa de continuar e concluir o Concílio Vaticano II, sublinha a notável intervenção de Paulo VI no mais importante acontecimento eclesial do século XX. Coube também a Montini a ingrata gestão do pós-concílio, talvez um dos tempos de maior turbulência na história contemporânea da Igreja. Apesar dos excelentes decretos conciliares, o ambiente católico manteve-se agitado durante alguns anos: o experimentali...

Visita do Papa Paulo VI a Portugal em 13 de Maio de1967

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Beatificação do Papa Paulo VI

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Talvez o Senhor me tenha chamado e me mantenha neste serviço não tanto por qualquer aptidão que eu possua ou para que eu governe e salve a Igreja das suas dificuldades actuais, mas para que eu sofra algo pela Igreja e fique claro que Ele, e mais ninguém, a guia e salva. Beato Paulo VI

Homilia do Papa Francisco na missa de beatificação do Papa Paulo VI

SANTA MISSA  DE ENCERRAMENTO DO SÍNODO EXTRAORDINÁRIO SOBRE A FAMÍLIA  E  BEATIFICAÇÃO DO SERVO DE DEUS PAPA PAULO VI HOMILIA DO PAPA FRANCISCO Praça de São Pedro Domingo, 19 de Outubro de 2014 Vídeo Acabámos de ouvir uma das frases mais célebres de todo o Evangelho: «Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus» (Mt 22, 21). À provocação dos fariseus, que queriam, por assim dizer, fazer-Lhe o exame de religião e induzi-Lo em erro, Jesus responde com esta frase irónica e genial. É uma resposta útil que o Senhor dá a todos aqueles que sentem problemas de consciência, sobretudo quando estão em jogo as suas conveniências, as suas riquezas, o seu prestígio, o seu poder e a sua fama. E isto acontece em todos os tempos e desde sempre. A acentuação de Jesus recai certamente sobre a segunda parte da frase: «E [dai] a Deus o que é de Deus». Isto significa reconhecer e professar – diante de qualquer tipo de poder – que só Deus é o Senhor do home...

Um homem absolutamente normal

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José Maria C. S. André Na mesma altura em que o Papa Francisco decidiu canonizar os Papas João XXIII e João Paulo II, decidiu a beatificação de D. Álvaro del Portillo, o anterior Prelado do Opus Dei. A beatificação ficou marcada para ontem, sábado 27 de Setembro. No momento em que escrevo, centenas de milhares de pessoas, de muitos países, anunciaram a sua participação e esperam-se ainda mais, que vão aparecer – como é normal nestas ocasiões – sem prevenir ninguém. Álvaro del Portillo foi uma pessoa absolutamente normal, que viveu em circunstâncias únicas, como cada ser humano, com qualidades e traços de personalidade únicos, como todos os seres humanos, mas absolutamente normal. Cada um de nós tem umas impressões digitais irrepetíveis e hoje sabemos que as marcas dos olhos são ainda mais identificativas e que o DNA das células não deixa quaisquer dúvidas. Mas, antes disso, já sabíamos que, da ponta dos cabelos às manias do carácter, não há dois ser...

Pensamento sobre a morte

"Pensiero alla morte" [Pensamento sobre a morte] Papa Paulo VI Aproxima-se a hora da minha partida (" Tempus resolutonis meae instat " 2 Tim 4,6) Sei que em breve deixarei a minha tenda ("Certus quod velox leste depositio tabernaculi mei" 2 Ped 1, 14) O fim aproxima-se; aproxima-se o fim ("Finis venit, venit finis" Ez 2,7) Impõe-se-nos esta óbvia consideração sobre a precariedade da vida temporal, e sobre a aproximação inevitável e cada vez mais próxima do seu fim. Não é sábia a cegueira perante um tão inevitável destino, perante a desastrosa ruína que traz consigo, perante a misteriosa metamorfose que está prestes a dar-se no meu ser, perante o que está para vir. Vejo que a consideração prevalente se torna extremamente pessoal : eu, quem sou? o que resta de mim? para onde vou? E portanto extremamente moral: o que devo fazer? quais são as minhas responsabilidades? Vejo também que é vão ter esper...