P. Gonçalo Portocarrero de Almada Público 7/2/2015, 0:45 Fazem falta hippies de Deus que, com o testemunho da sua chamativa entrega e desprezo dos bens materiais, recordem a fugacidade do mundo e das suas enganosas seduções. Que diria de um jovem de boas famílias, um pouco afrancesado, que em plena cidade se despe totalmente, se cobre de andrajos, se retira para as ruínas de uma capela e fala com os animais, as plantas e até com os astros como se fossem seus irmãos? Pois bem, embora talvez o sentido comum obrigasse a considerá-lo louco, a Igreja declarou-o santo e pô-lo nos altares. Chama-se Francisco de Assis e milhares de homens e mulheres de todo o mundo o seguiram e seguem, fazendo própria a sua loucura de amar a Deus, os homens e a vida em total pobreza, desprezando as riquezas materiais, os poderes e as honras mundanas e, até, a sabedoria deste mundo. O Papa Francisco, jesuíta, que não em vão optou por ser homónimo do santo de Assis, dedicou o ano 2...