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Quem pede melhor desculpas?

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ANTÓNIO COSTA  OU TRUMP?

Desconfiar das instituições

ALEXANDRE HOMEM CRISTO  OBSERVADOR     03.07.17 É alarmante que, na hierarquia do Estado, todos fujam às suas responsabilidades. É o que mais corrói a confiança dos cidadãos: a impotência perante os poderes instalados, inimputáveis e inatingíveis. O que aconteceu em Tancos – o maior assalto a armamento militar neste século na Europa – é inaceitável e incompreensível num Estado moderno. Não vale a pena meter água na fervura: esta situação põe em causa a segurança nacional e a dos aliados europeus. E se algum do armamento roubado for utilizado num ataque terrorista, esta falha de segurança terá custado vidas. Sendo este um sector de soberania e de exclusiva responsabilidade do Estado, não se percebe o que mantém no lugar o ministro da Defesa Nacional (MDN) e o chefe de Estado-Maior do Exército (CEME). Sim, suspendeu cinco comandantes, para não prejudicar as investigações, mas esqueceu-se de si próprio. Se há casos em que a responsabilização política é directa e in...

A responsabilidade do Estado em Pedrógão Grande

JOAQUIM PEDRO CARDOSO DA COSTA            OBSERVADOR           03.07.17 Em Pedrógão Grande, o Estado não cumpriu o seu dever de protecção e segurança das populações, e deve assim chamar a si a responsabilidade pela indemnização das vítimas e respectivos familiares. 1.  Perante uma tragédia tão devastadora como a de Pedrógão Grande (e Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos), exige-se ao Estado que actue com o sentido de urgência e de emergência que as circunstâncias em absoluto reclamam. Além de tudo o resto, que é muito, um dos planos (e é só deste aspecto específico que aqui se trata) em que o Estado deve agir, e depressa, é na assunção da sua responsabilidade, enquanto Estado. É que, tendo em conta tudo o que já se sabe, parece haver dados suficientes, e por demais evidentes (ver adiante ponto 10), para se poder concluir – independentemente de todos os inquéritos em curso e de todos os que irão decorrer – que...

Sanção e Dalila

P. Gonçalo Portocarrero de Almada Observador 3/9/2016 Em Portugal, há uma ancestral cultura de irresponsabilidade política, talvez porque se pensa que as eleições são suficientes para punir quem não merece ser reeleito. Não, não é gralha: eu sei que o nome da lendária figura bíblica, seduzida e derrotada por Dalila, é Sansão e que sanção, segundo o dicionário da Academia das Ciências de Lisboa, não é nenhum nome próprio, mas uma “medida repressiva infligida por uma autoridade para condenar um acto”. Mas também sei que Portugal, quando esteve na iminência de ser exemplarmente castigado pelas autoridades europeias, viveu uma das mais trágicas comédias da sua história contemporânea. A tempestade já passou e, felizmente, tudo não foi além de um grande susto, mas o espectro dessa ameaça perdura na lembrança de todos, bem como nos cartazes que ainda expressam a indignação patriótica pela eventualidade do castigo, que só in extremis a diplomacia portuguesa conseguiu evitar. Ultra...

Liberdade e responsabilidade

POVO  19.1.16  A dimensão política exprime também uma exigência actual do homem: uma maior participação nas responsabilidades e nas decisões. Esta aspiração legítima manifesta-se sobretudo à medida que se eleva o nível cultural, que se desenvolve o sentido da liberdade e que o homem se apercebe melhor de como, num mundo aberto para um futuro incerto, as opções de hoje condicionam já a vida de amanhã. Paulo VI Octogesisma Adveniens, 47

Todos somos responsáveis

Vasco Pulido Valente começa assim a sua  crónica de sábado passado : "Em 2015 não devemos esperar muito do futuro, porque nós próprios somos responsáveis pelo nosso destino e a nossa responsabilidade, talvez não por nossa exclusiva culpa, não é muita". Pode ser que tenha razão, mas pelo meu lado, não me conformo em prescindir da responsabilidade pelo meu destino. Assim, desde há algum tempo tenho vindo a reunir na página do blog Povo  Razões da política ou políticas com razão , artigos e documentos que fundamentam um argumentário dos temas da vida em sociedade e que correspondem ao modo como percebo a minha responsabilidade perante o bem comum. À medida que o tempo for passando a página ir-se-á enchendo; desde já agradeço a participação do povo que lê este Povo. Deste modo de arrumar ideias e informação, surgiu a ideia de também dedicar uma página ao recém iniciado  Jubileu da Misericórdia  e que estará disponível e irá sendo actualizada durante este ano jubil...

Liberdade de imprensa ou impunidade de imprensa?

RR online 19-01-2015 14:53 por Raquel Abecasis Ser Charlie está na moda, mas temos que ter espaço para quem "não é Charlie", no sentido em que não se revê naquele tipo de jornalismo, não concorda, não gosta e acha mesmo que devia ser limitado. Ao sair para as bancas na última quarta-feira, o "Charlie Hebdo" voltou ao terreno e, portanto, voltou a poder ser criticado. No momento em que a Europa vive em estado de alerta procurando atalhar novas tentativas de atentado e em que Bruxelas discute medidas de segurança, nas nossas democracias ocidentais mantem-se o debate sobre a liberdade. É um debate essencial e que deve decorrer sem tabus. O pior que podemos fazer neste momento é meter a cabeça na areia e impedir que se possa discutir tudo e tudo inclui o uso que estamos a fazer da nossa liberdade. Os fins não justificam os meios e só selvagens usam o meio do terrorismo para fazer valer o seu ponto de vista, por isso, como selvagens que são devem ser post...