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A excepção portuguesa: porque não temos uma direita radical?

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JAIME NOGUEIRA PINTO   OBSERVADOR             3.2.2019 O que é que tem impedido o advento em Portugal de um grande movimento nacionalista, populista ou de direita radical (ou, dada a cultura política acomodada e medrosa, “de direita não envergonhada”)? Há muitas interrogações sobre a “excepção portuguesa” em termos de partidos nacionalistas, populistas ou de direita radical. Quer dizer, há muita gente a perguntar por que é ainda não aconteceu aqui. Há os que, com alguma ansiedade, temem que a “excepção” acabe, sobretudo depois dos bons resultados do VOX na Andaluzia; os que têm pena que não haja o tal partido e esperam que alguém o faça; e os que, não tendo sentimentos muito definidos nem opinião formada sobre o assunto, gostavam de saber mais. O que é que, até aqui, impediu o advento em Portugal de um grande movimento nacionalista, populista ou de direita radical (ou, dada a cultura política acomodada e medrosa, até basta...

Responsabilidade política

VITAL MOREIRA          17.10.2017 A primeira e prioritária obrigação do Estado constitucional na garantia dos direitos fundamentais é assegurar o direito à vida e à propriedade dos cidadãos contra agressões de terceiros ou de fenómenos naturais. Quando o Estado falha rotundamente essa obrigação em duas situações idênticas próximas no tempo, como a perda de muitas vidas humanas e de um incalculável património às mãos dos fogos florestais, algo correu muito mal e alguém tem de assumir responsabilidades. A responsabilidade do poder político e dos seus titulares não se resume à indemnização pública aos lesados pelos danos sofridos ("responsabilidade civil" do Estado), estendendo-se naturalmente à responsabilidade política - que em última instância se traduz na perda do cargo -, quer diretamente pelos atos próprios, quer pelas falhas dos serviços sob sua direção ou tutela, por culpa na escolha dos subordinados (culpa in eligendo) ou na sua direção ou superinte...

Incêndios: País não pode esquecer fogos quando chegar o inverno -- António Costa

TSF.PT       11.08.2017 O primeiro-ministro, António Costa, disse hoje que o país não pode esquecer os incêndios florestais quando chegar o inverno e tem de fazer o que é necessário para os prevenir depois do verão. Intervindo na sessão de consignação da empreitada de desassoreamento do rio Mondego, em Coimbra - obra que, segundo António Costa, tornará o rio "mais resistente aos riscos de cheia" - o primeiro-ministro considerou-a uma inspiração para a prevenção dos incêndios florestais.  "Tal como estamos aqui hoje a tomar as medidas necessárias para prevenir o risco das cheias, temos mesmo de fazer a seguir ao verão aquilo que é necessário para prevenir os incêndios florestais", afirmou.  A esse propósito, o governante considerou "muito importante" a aprovação, pelo parlamento, do pacote legislativo da reforma florestal apresentado pelo Governo e que essa reforma florestal tenha sido promulgada pelo Presidente da República "esta semana...

O regresso ao tempo de Sá Carneiro

ANDRÉ ABRANTES AMARAL   OINSURGENTE.ORG    05.10.17 Lemos as biografias de Sá Carneiro, de Maria João Avillez e de Miguel Pinheiro, e ficamos com uma ideia de como foi, mas não sabemos nada. É preciso viver para perceber. É preciso viver para saber o que é a solidão política de quem trilha um caminho que considera o correto. Há quem compare o fim da assistência financeira de 2014 com a de 1985. E, com base nessa comparação, conclua que Costa governará dez anos como Cavaco, pois os dois beneficiaram do esforço feitos por outros. Sucede que a realidade não é comparável porque, além de a dívida pública em 1985 estar nos 52% do PIB, e em 2017 nos 130%, a UE também não é igual à dos anos 80. A vida política de Costa não vai ser fácil. Assim, e à medida que se forem apercebendo disso, muitos irão pressionar o PSD e o CDS para ajudarem o PS e contraporem a influência do PCP e do BE no governo – a ideia da direita como muleta do PS, tal como já foi desejado nos anos 70, qu...

O que se decide nas autárquicas

ANTÓNIO MARIA PINHEIRO TORRES        27.09.17 A  Rádio Renascença  fez este trabalho muito bom sobre  o que é que afinal nós vamos votar   no dia 1 de Outubro e o que é o poder local. Rezar pelos políticos  é uma obrigação que temos como explica o  Papa Francisco . “ Se do amor ninguém foge, da politica todos fogem ” é o titulo de um artigo sobre um encontro com políticos que teve lugar na última edição do  Meeting de Lisboa e que pode ser lido aqui . Curiosamente o encontro foi moderado pela Raquel Abecasis que depois trocou o jornalismo pela política (está candidata em Lisboa nas Avenidas Novas) e tem outros dois candidatos a estas eleições: Hélder Silva (Câmara de Mafra) e Filipe Anacoreta Correia (em Alcântara, Lisboa). Por fim envio este  artigo sobre Lisboa  do José Maria Seabra Duque (também ele agora candidato em Lisboa, na Estrela).  Um abraço e vão votar no Domingo (seja qual for a vossa p...

Isabel Galriça Neto :: Discurso Sessão Solene 25 de Abril 2017

  Discurso 25 Abril 2017 by papinto on Scribd