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A mostrar mensagens de Abril, 2001

"Um católico não pode viver a não ser com os olhos postos no céu"

DN, 20010430 João Miguel Tavares Mesmo durante os quatro anos em que foi assessor económico de Cavaco Silva, no início da década de 90, nunca deixou de dar aulas na Católica. Privilegia a profissão de professor acima de todas as coisas? Manter-me a dar aulas foi uma das condições que combinei, desde logo, com o professor Cavaco Silva. Na altura, lembro-me de lhe ter dito: "Não vai ter um assessor que dá aulas, vai ter um professor que é seu assessor". Fiz outras coisas na vida, mas aquilo que eu sou é professor. O meu avô dizia-me isto muitas vezes: há muitas profissões no mundo mas há apenas três vocações: padre, médico e professor. Foi sempre assim que vi esta minha tarefa. Ser professor não é um emprego, é um estilo de vida, uma vocação que tem de ser vivida por dentro. Não é uma coisa que eu também faço - é aquilo que eu sou. E a que é que se deve esse fascínio pela profissão? Ser professor universitário é uma tarefa ex

Crise de Sociedade. Crise de Civilização

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Crise de sociedade, crise de civilização

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Todos devem ter prémios?

João Carlos Espada Expresso 2001.04.21 «No lugar antes ocupado pelo mérito ou merecimento do desempenho individual, independentemente do berço, instalou-se hoje a igualdade de resultados. Em vez de mais oportunidades leais para todos, instalou-se o dogma dos prémios para todos - se possível, prémios iguais para todos. A consequência é óbvia: se todos devem ter prémios, o valor do prémio desaparece. Este igualitarismo foi reforçado por um individualismo sem entrave. Antes, a liberdade do indivíduo era entendida como condição da busca do bem e da verdade.»  NA EDIÇÃO da semana passada, a revista britânica «The Economist» dedicou a crónica norte-americana Lexington ao nosso amigo Harvey C. Mansfield, professor em Harvard desde 1962 e membro do Conselho Editorial da revista luso-brasileira «Nova Cidadania». O facto é interessante a mais do que um título. Em Harvard, Mansfield é conhecido pela alcunha de «Harvey C-minus Mansfield» - uma referência ao seu rigor na avaliação dos

Jornal das Boas Notícias, 4

JBN04