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Super-homem e mulher-maravilha: par perfeito!

P. Gonçalo Portocarrero de Almada Observador 14/5/2016 Para um cristão, o ‘super-homem’ e a ‘mulher-maravilha’ não são figuras lendárias ou mitológicas, mas sim os santos como os que, sendo casados, foram sempre fiéis ao seu compromisso matrimonial e à fé É nos seguintes termos aeronáuticos que tem sido insistentemente anunciada a nova colecção de super-heróis DC: “Voe até uma banca para não perder Super-homem e mulher-maravilha: par perfeito!”. É curioso que, nestes tempos em que muitos descreem da santidade matrimonial e familiar, que lhes parece uma utopia irrealizável, nos circuitos comerciais não se desista, ao que parece, do ideal do ‘par perfeito’. O do anúncio é apenas um produto da fértil imaginação de Charles Soule, autor do argumento, e de Tony S. Daniel, que assina os desenhos. Mas há um ‘par perfeito’ histórico e verdadeiro: o de José e Maria, a mãe de Jesus. É verdade que esta sagrada família era muito peculiar, não só porque, segundo a fé cristã, Maria foi...

60º aniversário da instituição da festa de S. José Operário

A “festa do trabalho”, criada pela Internacional Socialista em 1889, é celebrada, na Europa, no dia 1 de Maio. A Igreja quis dar-lhe uma dimensão cristã. Por isso, Pio XII, em 1955, instituiu a festa de S. José Operário, colocando-a nesse dia. Ninguém mais do que o humilde trabalhador de Nazaré pode ensinar aos outros trabalhadores a dignidade do trabalho, e protegê-los com a sua intercessão junto de Deus.

Quando São José Dorme

Administração   pessoal São João Maria Vianney Homilia de Bento XVI, quando ainda era cardeal, na Solenidade de São José Queridos irmãs e irmãos: Há pouco tempo vi em casa de uns amigos uma representação de S. José que me fez pensar muito. É um alto-relevo proveniente de um retábulo português da época barroca, em que se mostra a noite da fuga para o Egito. Vê-se uma tenda aberta, e, perto dela, um anjo de pé. Dentro da tenda, José está a dormir, mas vestido com a indumentária própria de um peregrino, calçado com botas altas, necessárias para uma caminhada difícil. Se na primeira impressão parece um pouco ingenuo que o viajante apareça também como adormecido, pensando melhor começamos a perceber o que a imagem nos quer sugerir. Os silêncios José dorme, é verdade, mas está simultaneamente disposto a ouvir a voz do anjo (Mt 2,13ss). Parece depreender-se da cena o que o Cântico dos Cânticos tinha proclamado: eu dormia, mas o meu coração estava vigilante (Cânt 5,2). Os se...