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A utilidade do Supernanny

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FERNANDA CÂNCIO  DN   22.01.2018 Um reality show que visa exibir crianças "mal comportadas" no seio da família, as suas birras e as reações dos pais e a forma como uma suposta especialista -- a "super ama" -- as disciplina e ensina a comportarem-se estreou há uma semana em Portugal. O programa foi criado em 2004, no Reino Unido, e desde então teve versões em mais de 20 países. Em nenhum terá havido tão imediatas reações de repúdio como as verificadas cá: várias instituições de defesa dos direitos das crianças, com a estatal Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens à cabeça, tomaram posição pública, declarando que o programa viola direitos dos menores em causa, exigindo a retirada, de todas as plataformas, das imagens da menina retratada no primeiro episódio (este está disponível on line, no site da estação, assim como vários "teasers") e apelando à suspensão do mesmo. E a presidente da CNPDPCJ, Rosário Farmhouse,...

SuperNanny perde patrocinador principal

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OBSERVADOR         22.01.2018 Marca Corine de Farme desiste de apoiar programa da SIC por não ser "compatível" com a imagem da empresa. Episódio deste domingo foi líder de audiências. O polémico programa da SIC SuperNanny, que provocou recomendações da Comissão Nacional de Proteção de Direitos das Crianças e Jovens (CNPDCJ), da Unicef e do Instituto de Apoio à Criança para que não voltasse a ser exibido, teve novo episódio este domingo. Mas a Corine de Farme, seu patrocinador principal, não voltou a apoiar o formato. O tumulto social em torno do mesmo não é compatível nem com a imagem da nossa empresa, nem com os nossos objetivos comerciais”, tinha dito na semana passada Sara McLeod, gestora de produto e comunicação da marca, à Visão, explicando que a empresa estava a ponderar retirar o seu patrocínio, mas mantendo-se disponível para colaborar com a SIC noutros programas. Esta segunda-feira, depois de a marca já não ter surgido associada ao ep...

Quem não deve não teme? Snowden discorda

Graça Canto Moniz ionline 20160927 “Snowden”, de Oliver Stone, não é sobre um banal whistleblower. É um filme sobre um patriota, um admirador de Ayn Rand, um homem dedicado ao seu país que, com o passar do tempo, se apercebe da profundidade dessa sua ilusão. A fórmula usada neste filme não é inovadora, já a encontrámos de forma vincada no clássico sobre o Vietname “Born on the Fourth of July” (1989). “Snowden” tem informação, dados. Computadores e vigilância. É esse o tema principal do filme (e o maior contributo de Snowden): a forma como as agências securitárias norte americanas, abençoadas por Obama, estão autorizadas, de forma discricionária e não sujeita ao controlo democrático, a monitorizar e violar a privacidade de quem entendam, sem terem sequer de justificar os critérios adotados na sua ação vigilante. Aos que pelos dias de hoje defendem a filosofia simplista do “quem não deve não teme”, recomendo que vejam o filme com atenção, em particular o diálogo em que Snowd...

indigência mental

Blasfémias 19 SETEMBRO, 2016 by   rui a. Uma das frases mais reveladoras da indigência mental a que chegou boa parte da sociedade portuguesa é essa coisa de que  «quem não deve não teme» . Repetida até à exaustão, como se de um mantra se tratasse, tem-nos enchido particularmente os ouvidos desde que o governo PS apresentou, irresponsavelmente, a intenção de permitir a devassa das contas bancárias com depósitos superiores a 50 mil euros. Logo uma turba de camelos apareceu por aí a repetir,  ad nauseam , que  «quem não deve não teme» . A questão é, obviamente, outra. Não está em dever ou deixar de dever, em temer ou deixar de temer, mas em que nada legitima que seja quem for, um funcionário das Finanças ou um agente da Pide, possa mexer no que não lhe pertence sem ter uma boa razão para isso. A razão é a suspeita de fuga ao fisco? Então, já existe uma lei para resolver essa dúvida. De acordo com ela, o sigilo fiscal cairá se houver essa suspeita em relação a...