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FÁTIMA: visões ou aparições?

CÓNEGO JOSÉ MANUEL DOS SANTOS FERREIRA  OBSERVADOR  09.05.17   Pode haver visões ou aparições? Como se distinguem? E que aconteceu em Fátima? Foram aparições ou simplesmente visões? O filósofo francês Jean Guitton (1901-1999), num livro intitulado  Os misteriosos poderes da fé , escrito em diálogo com o jornalista e escritor Jean-Jacques Antier, (edição francesa de 1997 e tradução portuguesa de 2000), observa que as pessoas com fé tendem a admitir que as visões ou aparições são possíveis e que até já aconteceram muitas vezes, ao passo que os descrentes ou céticos dirão que não têm qualquer consistência ou realidade, nem sequer podem existir. Para estes, aquilo a que chamamos visão ou aparição não é mais do que um estado doentio em que o protagonista se apercebe de uma sensação sem que esta tenha nenhuma causa real na sua origem. Para os crentes, porém, a aparição ou visão é uma experiência real (p. 283 da edição portuguesa). Admitindo que possam exis...

Chamados a um celibato não escolhido - Aaron Taylor

Ad te levavi Pe. José Manuel Ferreira / Aaron Taylor 2013-09-25 A crise na vida familiar que tem convulsionado o Ocidente desde os anos 60 do século passado fez com que a Igreja, nos últimos tempos, se tenha, em grande medida, dedicado a apresentar uma visão coerente e convincente do matrimónio cristão, o que se justifica totalmente.  Mas isso não deve levar os cristãos a minimizar a nobreza da vida celibatária, que a tradição cristã sempre teve na mais alta consideração. É particularmente importante ter isto presente, no momento em que a Igreja se esforça por encontrar a melhor forma de ajudar as pessoas homossexuais a serem santas. Além do óbvio exemplo do próprio Jesus, S. Paulo foi o primeiro a promover o celibato como uma forma de "dedicação indivisa ao Senhor" [1] . S. Paulo escreveu numa época muito anterior à existência de monges ou mosteiros, e dirige-se tanto a homens como a mulheres. E não se refere ao celibato sacerdotal ou à «vida consagrada»....

Como a fé atrai o futuro para dentro do presente

Pe. José Manuel Ferreira, in Ad te levavi , 2013-08-11 No XIX Domingo do tempo Comum, no «Ano C»,  lê-se, na 2ª leitura, uma passagem do Capítulo 11 da Epístola aos Hebreus, que começa assim, segundo a versão do Leccionário em uso em Portugal: " Irmãos: A fé é a garantia dos bens que se esperam e a certeza das realidades que não se vêem " (v. 1). É de notar que se lê a seguir o v. 2, e depois se passa logo para o v. 8, que fala de Abraão.  Ao omitir esses  5 versículos em falta, perdem-se afirmações importantes, como esta: " Ora, sem fé é impossível agradar a Deus; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que Ele existe, e que recompensa os que O procuram " (v. 6). Este versículo, bem como os restantes versículos que foram omitidos na versão litúrgica (talvez para não alongar a leitura) são citados e brevemente comentados pelo Papa Francisco, na Encíclica Lumen Fidei : "A Carta aos Hebreus fala-nos do testemunho dos justos qu...