Homem sábio, homem bom
RUI TAVARES PÚBLICO 5.12.2018 Quando penso em Fernando Belo, lembro-me da tríade que compunha a crença dos zoroastras. Essa tríade era simplesmente: bons pensamentos - bons gestos - boas palavras. Como se nada mais fosse preciso. Conheci Fernando Belo pela primeira vez num debate organizado pela minha prima Irina numa escola secundária de Olivais/ Moscavide. Creio que o ano era 1993. O tema era o Maio de 68, nos seus 25 anos. Na mesa estava ele, que viveu em Paris durante o maio de 68, e era à altura padre católico; o historiador e escritor Paulo Varela Gomes; e eu (só sobrevivo eu; é a primeira vez que me acontece). Lembro-me que os estudantes queriam falar do passado. Paulo Varela Gomes queria falar do presente. E Fernando Belo falou do futuro. De inteligência artificial, do futuro do trabalho, de ecologia e de genética e de muitas outras coisas — temas que hoje estão na moda; em 1993 ainda não era bem assim. Foi a primeira vez, se não e...