Segurança máxima
Público 2012-10-11 Pedro Lomba Informam-me do Departamento do Cartão do Cidadão (um nome que, por si só, parece o de um programa de vigilância) que para alterar uma morada pessoal é preciso pagar uma taxa (três euros); receber uma declaração na nova morada que se destina a confirmar a veracidade do pedido; apresentar a referida declaração outra vez no mesmo departamento, acompanhada do papelinho com os códigos secretos do cartão que devemos zelosamente guardar até ao fim dos tempos; pedir a associação da morada ao chip do cartão. Não sei se isto resume todo o processo. Depois, e só depois de concluídas todas estas etapas, o cidadão da República pode oficialmente, em segurança, mudar-se para a residência que decidiu escolher, recebendo ali toda a correspondência (presumivelmente fiscal) que o Estado português se dignar enviar-lhe. Qual é a principal razão para a tão famigerada burocracia portuguesa? Durante muito tempo achei que a explicação se devia à ineficiência, à complicação...