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A mostrar mensagens com a etiqueta Autor: Constança Cunha e Sá

Intolerâncias

Correio da manhã, 2010.04.20 Constança Cunha e Sá Um Estado laico não é um Estado anti-religioso, incapaz de compreender a dimensão pública da fé. Como seria de esperar, a visita do Papa a Portugal já deu origem a uma pequena e comovente polémica sobre a tolerância de ponto decretada pelo Governo. Os fanáticos do costume decretaram que pretendiam trabalhar nesses três dias a bem da separação do Estado e da Igreja e – pasme-se – em prol da produtividade nacional que, na sua douta opinião, não pode ser abalada pela visita de um "líder religioso qualquer" que decida deslocar-se ao nosso país. Até a CIP e as centrais sindicais, esses pilares da nossa economia, se pronunciaram patrioticamente contra a decisão tomada pelo Governo, alertando para a crise em que vivemos e para a necessidade dos funcionários públicos contribuírem, com o seu trabalho, para o aumento da produtividade e para o desenvolvimento da pátria. É evidente que este reconhecimento súbito do estado em que nos enc...

As démarches do poder

PÚBLICO, 25.09.2008, Constança Cunha e Sá Neste momento, só nos ocorre perguntar como é que tudo isto se tornou possível Há uns anos, o actual líder parlamentar do PSD, Paulo Rangel, decidiu comemorar o 25 de Abril brindando a Assembleia da República com um discurso sobre a "claustrofobia democrática" que contaminava o país. Vivia-se ainda sob o signo das grandes reformas, onde um governo, empreendedor e decidido, se lançava com particular zelo contra os inúmeros grupos de privilegiados que batiam o pé à modernidade, entupindo o desenvolvimento da pátria e os grandiosos objectivos que guiavam o primeiro-ministro. Num dos cantos da oposição, o dr. Marques Mendes, desprovido do discurso e das causas do PSD, sem "jeito" para liderar um partido, como assegurava o dr. Júdice, do alto da sua sabedoria, limitava-se a confirmar a ausência de qualquer alternativa "credível" à maioria absoluta dos socialistas. Apesar de tudo, durante algum tempo, a "claustrofob...

Impunidades

Impunidades PÙBLICO 15.05.2008, Constança Cunha e Sá De um momento para o outro, a visita oficial à Venezuela ficou reduzida a um maço de tabaco Três anos depois de o Governo ter tomado posse, o PÚBLICO "descobriu" que o primeiro-ministro fumava nos aviões fretados para as suas viagens oficiais. Numa feliz coincidência, o PÚBLICO "descobriu" também, no mesmo dia, que, nesta sensível matéria, nem o Presidente da República estava isento de responsabilidades: embora não seja um miserável viciado, incapaz de resistir às garras da dependência, o prof. Cavaco Silva parece não se importar com o cigarro alheio, permitindo que este circule impunemente à sua volta, durante os voos oficiais em que participa. Infelizmente, o PÚBLICO não revela o nome nem a actividade dos prevaricadores que poluem esses voos oficiais. Em contrapartida, ao denunciar a permissividade de um Presidente que gosta de se distinguir pelo rigor, deixa no ar a ideia de que este, a bem da integridade das l...

Ainda a separação radical, Constança Cunha e Sá, Público, 080410

Ainda a separação radical Público, 10.04.2008 Constança Cunha e Sá A exigência de alguns temas não se compadece com meia dúzia de frases bombásticas O artigo que escrevi, na semana passada, sobre o papel da religião (e da Igreja Católica, em particular) nas sociedades contemporâneas provocou várias reacções, entre as quais uma "resposta" de Fernanda Câncio, publicada no Diário de Notícias, no dia 4 de Abril. Como penso que o assunto é relevante e merece ser debatido com abertura, sem se cair num diálogo de surdos que não leva a lado nenhum, vou tentar responder a algumas das críticas que o meu texto suscitou. Antes de mais, e centrando-me no artigo de Fernanda Câncio (Constança ou a "separação radical") gostaria de desfazer alguns equívocos. Ao contrário do que me é imputado, não defini (muito menos para efeitos de "propaganda") dois campos opostos onde os "bons" são vítimas dos "maus" e estes se apresentam como "carrascos". C...

Tempos de incerteza, 080403, Constanca Cunha e Sa, Publico, 080403

Sabia que o Povo agora tem um blogue? Vá a Povo ( http://o-povo.blogspot.com/ ) e encontrará as mensagens recentemente enviadas, assim como alguns artigos que, não tendo sido enviados para o Povo ficaram aqui arrumados e catalogados por assuntos (Etiquetas). Nestes tempos em que passam 3 anos sobre a morte do saudoso papa João Paulo II, estou a arquivar aqui: Povo: Papa os artigos que inúmeros comentadores escreveram sobre este grande e santo homem; assim, posso partilhar o carinho que sinto ao voltar a ler alguns deles com todo o Povo. Um abraço amigo Pedro Aguiar Pinto PS: É um trabalho que vou fazendo; para já só lá estão 2 ou 3. Tempos de incerteza 03.04.2008, Constança Cunha e Sá A lógica que coloca a Igreja numa redoma, isolada da sociedade e do homem, ignora a natureza da religião A reeleição do arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, como presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) foi, se se quiser, a gota de água. Usando uma terminologia que se costuma aplicar ao Part...