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A mulher mais poderosa do mundo

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José Maria C. S. André Correio dos Açores, Verdadeiro Olhar, ABC Portuguese Canadian Newspaper, Spe Deus, 28-II-2016 «A mulher mais poderosa do mundo», foi o título de capa da edição americana da «National Geographic» de Dezembro passado. No interior, a revista trata o tema profissionalmente. Documentou-se e convence: mesmo descontando milagres e aparições, o poder da Mãe de Jesus chega a definir a identidade de povos inteiros. Nem sequer a rainha de Inglaterra se compara! Notícia que deixou os leitores norte-americanos impressionados e teve grande eco na imprensa. Na viagem ao México, Francisco brincou com o assunto: até os mexicanos ateus se identificam com a mensagem de Nossa Senhora em Guadalupe. Quanto mais ele, Papa! Na viagem de ida anunciou: «O meu desejo mais íntimo é ficar a olhar para a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe, um mistério que se estuda, estuda, estuda e continua sem explicação... é uma coisa de Deus». O Papa referia-se a algumas características daquela...

À sombra de Putin: o encontro do Papa Francisco com o Patriarca Russo Kiril

Zita Seabra Observador 22/2/2016 Após mais de 60 anos de comunismo, o que sobrou da Igreja Ortodoxa não perdeu os traços de submissão ao poder, herança da era soviética, consentindo e aceitando viver numa espécie de clausura monacal. O reconhecimento da importância do encontro entre o Papa Francisco e o Patriarca Russo Kiril, como um importante passo dado de aproximação de duas igrejas cristãs, suscitou algumas perplexidades e dúvidas, das quais sublinharia três: o local escolhido para o encontro, a atitude face ao conceito russo de proselitismo e o tratamento dado aos cristãos greco-católicos da Ucrânia. O local escolhido para o encontro entre o Papa Francisco e o Patriarca Russo Kiril, uma sala do aeroporto de Havana, é tão estranho e curioso que não pode deixar de suscitar fortes dúvidas. Mais perplexo se fica ainda quando se lê no documento do encontro o elogio ao local e se lhe refere como partindo «desta ilha, símbolo das esperanças do “Novo Mundo”» (como o foi no te...

Um divórcio de mil anos

P. Gonçalo Portocarrero de Almada Observador 20/2/2016 Se no encontro do Papa Francisco com o Patriarca de Moscovo não se ultrapassaram todas as diferenças, criou-se um clima de diálogo e confiança, via para a reunificação das 2 principais igrejas cristãs “Por vontade de Deus  … , nós, Papa Francisco e Kirill, Patriarca de Moscovo e de toda a Rússia, encontramo-nos, hoje, em Havana. Damos graças a Deus, glorificado na Trindade, por este encontro, o primeiro na história”. Não podia ser mais solene o início da declaração conjunta do Papa Francisco e do Patriarca de Moscovo, Kirill, no termo da reunião que ambos travaram, no passado dia 12 de Fevereiro, no aeroporto internacional de Havana, em Cuba. Que se tratou de um encontro histórico, não há qualquer dúvida. Depois de mil anos de separação, o bispo de Roma, que preside à Igreja católica universal, encontra-se com o patriarca de Moscovo e de toda a Rússia. Sendo este um dos principais dignitários da Igreja chamada orto...

Catolicismo e Ortodoxia

No Domingo passado comentei a  Declaração conjunta do Papa Francisco com o Patria...  deste modo: Desde o Grande Cisma do Oriente em 1054 que o Papa, Bispo de Roma e o Patriarca de Constantinopla não se encontravam. Verdadeiramente um passo histórico . Amigo atento chamou-me a atenção para a incorrecção histórica. Não obstante ser um acontecimento histórico não é verdade que se quebram mil anos (ou quase) de desencontros entre o Papa e o Patriarca de Constantinopla e ainda menos entre o Catolicismo e a Ortodoxia. A vantagem dos erros, de que deste peço desculpa, é que nos dão oportunidade de os corrigir e, para os corrigir, ficarmos a saber mais. Quais são então os factos: O Patriarca de Constantinopla actual é sucessor apostólico de Miguel Cerulário, um dos protagonistas dos acontecimentos que deram origem à excomunhão mútua das igreja latina e Bizantina. A 4 de janeiro de 1964,  o papa Paulo VI encontrou-se em Jerusalém com o Patriarca Ecuménico de Constanti...

Declaração conjunta do Papa Francisco com o Patriarca Ortodoxo de Moscovo Kirill

VIAGEM APOSTÓLICA DO PAPA FRANCISCO AO MÉXICO   (12-18 DE FEVEREIRO DE 2016) ENCONTRO DO PAPA FRANCISCO COM S.S. KIRILL, PATRIARCA DE MOSCOU E DE TODAS AS RÚSSIAS   ASSINATURA DA DECLARAÇÃO CONJUNTA Aeroporto Internacional "José Martí" de Havana - Cuba Sexta-feira, 12 de Fevereiro de 2016 [ Multimídia ] Declaração comum do Papa Francisco e do Patriarca Kirill de Moscovo e de toda a Rússia « A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós » ( 2 Cor  13, 13). 1. Por vontade de Deus Pai de quem provém todo o dom, no nome do Senhor nosso Jesus Cristo e com a ajuda do Espírito Santo Consolador, nós, Papa Francisco e Kirill, Patriarca de Moscovo e de toda a Rússia, encontramo-nos, hoje, em Havana. Damos graças a Deus, glorificado na Trindade, por este encontro, o primeiro na história. Com alegria, encontramo-nos como irmãos na fé cristã que se reúnem para «falar de viva voz» ( 2 Jo  12), co...

Primeira visita de um papa à Terra Santa e o abraço de Paulo VI ao patriarca Atenágoras aconteceram há 50 anos

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snpc 2014.01.04 Há 50 anos, a 4 de janeiro de 1964, começava a visita de Paulo VI à Terra Santa, que se concluiu na tarde de 6 de janeiro, dia da Epifania, com o abraço e as luzes do acolhimento entusiasta e comovedor de um milhão de romanos ao seu bispo.  A peregrinação tem origem no início do pontificado de Paulo VI, em junho de 1963, no silêncio do primeiro verão passado na residência estival da Santa Sé, em Castel Gandolfo, próximo de Roma.  Para a preparar, partem em segredo para o Próximo Oriente dois colaboradores estreitos do papa. Os emissários vão também a Damasco, mas verificam a impossibilidade de ali realizar uma etapa, como Paulo VI tinha desejado para honrar a memória do apóstolo do qual tinha escolhido o nome. Quem, de surpresa, anuncia a viagem é o próprio pontífice, a 4 de dezembro de 1963, aos bispos reunidos para a conclusão dos trabalhos da segunda fase do Concílio Vaticano II: «Veremos aquele solo abençoado, de onde Pedro partiu e onde nenh...

Carta aberta de George Weigel para Hans Kung

Resposta de George Weigel a Hans Kung

Declaração conjunta do Papa Paulo VI e do Patriarca Atenágoras

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Ecclesia «Declaração conjunta do Papa Paulo VI e o Patriarca Atenágoras de Constantinopla» 7 de Dezembro de 1965 A declaração conjunta do S. S. Paulo VI e do S. S. o Patriarca Atenágoras I foi lida em francês na sessão pública conciliar de 7 de dezembro e ao mesmo tempo no Fanar do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla. DECLARAÇÃO CONJUNTA  7 de dezembro de 1965 heios de agradecimento a Deus pela graça que, em sua misericórdia lhes outorgou de encontrar-se fraternalmente nos sagrados lugares nos que, pela morte e a ressurreição de Cristo, consumou-se o mistério de nossa salvação e pela efusão do Espírito Santo, nasceu a Igreja, o Papa Paulo VI e o Patriarca Atenágoras I, não esqueceram o projeto que cada um por sua parte concebeu naquela ocasião de não omitir em adiante, gesto algum dos que inspira a caridade e que sejam capazes de facilitar o desenvolvimento das relações fraternais entre a Igreja Católica Romana e a Igreja Ortodoxa de Constantinopla, inauguradas ...