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O sonho tem de ser maior do que o medo

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XVII CONGRESSO MUNDIAL UNIAPAC FONTE: http://www.ver.pt/o-sonho-tem-de-ser-maior-do-que-o-medo/?fbclid=IwAR00gXUqiwFmRy9ufhnjV9ZcUqeuK2YRD9cgMqDBIa7ZzMJkmCdLpw1XIv8 Foram 450 líderes, em três preenchidos dias, com uma agenda pesada e milimetricamente cumprida por quase quatro dezenas de oradores, que estiveram reunidos para o Congresso Mundial da UNIAPAC em Lisboa. E foram muitas as provas dadas, por pensadores e fazedores, que atestam que o mundo empresarial pode cumprir os três novos KPIs da gestão: performance, propósito e pessoas. Basta que se tenha a coragem para ultrapassar o medo e perceber que é possível fazer algo que seja útil E ganhar dinheiro ao invés de se fazer alguma coisa só PARA ganhar dinheiro POR  HELENA OLIVEIRA Se Milton Friedman tivesse sido convidado para estar presente no  Congresso Mundial da UNIAPAC  que teve lugar na passada semana na Universidade Católica em Lisboa, muito possivelmente ter-se-ia sentido indisposto e desconfor...

Bem comum

POVO  30.09.16  Amar alguém é querer o seu bem e trabalhar eficazmente pelo mesmo. Ao lado do bem individual existe um bem ligado à vida social das pessoas: o "bem-comum". É o bem daquele "nós todos", formado por indivíduos, famílias e grupos intermédios que se unem em comunidade social. Joseph Ratzinger

António Costa cita Marx para definir sociedade decente?

João Carlos Espada Observador 26/9/2016 Não quero crer que o Primeiro-Ministro tenha querido dizer no Parlamento aquilo que a frase de Marx (que reproduziu quase literalmente) realmente quer dizer. Na semana passada, Portugal experimentou um invulgar e muito saudável sobressalto contra as inacreditáveis declarações autoritárias de Mariana Mortágua contra a liberdade e a propriedade privada — declarações particularmente graves por terem sido proferidas numa iniciativa do Partido Socialista. Entre os inúmeros excelentes artigos que alertaram para a gravidade dessas declarações, não posso deixar de destacar o da historiadora Fátima Bonifácio neste jornal. A autora certeiramente recordou o ódio contra a liberdade que se encontra na raiz do fanatismo igualitário. E certeiramente apontou a origem moderna desse ódio em Rousseau e, a seguir, nos seus discípulos da ala mais extrema da revolução francesa de 1789. Mas, ainda esta saudável polémica estava em curso, ocorreu uma outra...

Esquerda

João Paulo Almeida Fernandes Observador 10/8/2015 Considero aberrante e profundamente chocante a arrogância com que alguns afirmam que a esquerda é a única que se preocupa com os outros, com a infelicidade, o mal-estar e a miséria. Num texto recentemente publicado neste jornal, exprimia a minha angústia acerca da diferença que se tem vindo a acentuar, entre ser de esquerda e ser da esquerda. Esse texto decorreu de uma vida em que sempre foram óbvios para mim os valores da liberdade, individualidade, no mesmo plano, naturalmente, da atenção, da solidariedade e da responsabilidade. Sempre atribuí esses valores ao ambiente em que cresci e que, formal ou informalmente, sempre consideramos como sendo de esquerda. Essa classificação óbvia, começou a ser questionada no meu espírito, quando observei que a prática dos que, oficialmente se assumiam como da esquerda, fosse ela moderada ou não (e sobre esta última não me pronuncio, porque prossegue valores e práticas que a colocam ao ní...

A lei dos pobres

JOÃO CÉSAR DAS NEVES DN 2013.03.25 Em tempos a lei ocupava-se de culpados e criminosos; agora trata sobretudo de inocentes em actividades pacíficas, subitamente fora da lei. Os motivos dessas proibições e castigos são sempre excelentes; o resultado é perda de liberdade. Exemplo recente são os sacos de plástico, passando de banalidade a multa. De repente, transformou-se em transgressão grave, certamente por razões ponderosas, aliás longamente escalpelizadas na imprensa. É impressionante o esforço legislativo, inspectivo e produtivo envolvido nesta grave questão que, até há semanas, era corrente e vulgar. Nunca o humilde saquinho julgou merecer tanta notoriedade. Antes desta moda eram outros os comportamentos ordinários que mereciam a atenção das autoridades. Elas já nos tinham protegido dos bandidos que nos queriam assassinar com brindes de bolo-rei, gasolina com chumbo ou sabonetes sólidos e toalhas de pano em casas de banho públicas. Se alguém perguntar, por exemplo, o que faziam...

Da universalidade do direito ao circo

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José Luís Nunes Martins, i-online 17 Nov 2012 A cada homem é dado criar a sua própria vida, bem como lhe é exigido que participe na definição de parâmetros gerais da família e da comunidade onde se insere. Vivemos e agimos num e para um mundo partilhado, onde as identidades individuais se relacionam, se condicionam e se criam mutuamente. Importa muito mais o que temos em comum com o outro do que aquilo que nos distingue. Hoje parece ser moda fazer da diversidade riqueza, quando, na verdade, o mais precioso é o semelhante, o que nos permite compreender o outro, criando instituições que da colaboração entre iguais geram satisfação de necessidades e anseios comuns. A diversidade é um facto, mas a igualdade é uma conquista social, um direito. Ao estado cabe atender às necessidades comuns, não às múltiplas esquinas da diversidade individual. Os direitos de voto, educação, saúde, proteção na velhice, etc. são universais. Existem dois modelos de cidadania que nos permitem compreender a...

Maria José

Público 2012-07-03 Paulo Rangel Nestes tempos conturbados, falta-me a opinião de uma portuguesa que via a sua essência como portuguesa 1. Foi algures nos idos de 1998, em vésperas do primeiro referendo sobre o aborto, que conheci pessoalmente a Maria José - Zezinha para os   mais   próximos, Maria José Nogueira Pinto para o público em geral. Para mim é a Maria José, ou não a tivesse chamado sempre e invariavelmente assim - um modo de chamar que anunciava e denunciava a intimidade distante e a distância íntima que acabámos por cultivar nos 13 anos que haviam de seguir-se.   Nessa tarde de sol e de primavera, acompanhados pelos   amigos   comuns que ali nos apresentaram, almoçámos nas margens do Douro, mesmo junto à Ponte da Arrábida. E daí seguimos para uma das sessões preparatórias da campanha do "não", em que supostamente ambos deveríamos falar. Digo supostamente porque, depois de a Maria José ter falado, já quase nada ou mesmo nada havia para dizer. ...

O bem comum em causa

Francisco Sarsfield Cabral RR on-line 2012-07-3 Há tempos, os controladores aéreos anunciaram uma greve, que depois foi cancelada. Mas a simples possibilidade de a greve se concretizar levou a inúmeros cancelamentos de reservas em hotéis feitas por estrangeiros, que desistiram de vir a Portugal. A TAP perdeu 6 milhões de euros. Quem perdeu mais, porém, foi o país, que precisa de turistas estrangeiros como de pão para a boca.   Entretanto, os pilotos da TAP – que também anunciaram duas greves – dizem não ver motivos para cancelarem as paralisações. Mas esses motivos estão à vista: numa altura em que a maioria dos portugueses faz duros sacrifícios por causa do nosso endividamento ao exterior, é chocante que os pilotos da TAP, que não são propriamente dos cidadãos mais desfavorecidos, ponham os seus interesses, decerto respeitáveis, acima dos interesses nacionais.   Os pilotos podem ter justas razões de queixa. Mas também apresentam exigências bizarras, como afastar d...