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Help the people of Benfeita

Wildfires Portugal: help the people of Benfeita! from Human Nature Videos on Vimeo . One of the biggest wildfires in the history of Portugal on October 15th made 45 victims and left hundreds homeless. This year's massive drought combined with thousands of hectares of eucalyptus and pine monocultures formed a highly inflammable cocktail that burned down an area of 400.000 hectares in just one night. This video was made for the people of Benfeita, a valley in Central Portugal where 22 families lost their home and land. Their spirit however remained untouched. They are not thinking of leaving but are more determined and positive then ever to rebuild their homes, restore their lands and reforest the whole area into a green, biodiverse and vibrant community! The good news is that you can help them by supporting one of their many crowdfundings! chuffed.org/project/portugalfires justgiving.com/crowdfunding/quintadovale doneeractie.nl/rebuilding-our-beautiful-home-that-was-dest...

O engenheiro florestal que conhece (mesmo) o fogo por dentro

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EXPRESSO    01.11.2017 Tiago Oliveira é o especialista a quem António Costa confiou a missão de mudar o sistema Domingo, 3 de agosto de 2003 ficará para sempre na memória de Tiago Martins Oliveira. Nesse dia, ele próprio sobreviveu às chamas. “Dois camaradas chilenos morreram, enquanto outros oito, entre os quais eu, escaparam da morte certa. Éramos e somos profissionais de prevenção e combate aos incêndios, mas seremos sempre sobreviventes”, fez questão de lembrar o homem que tem em mãos montar a nova Estrutura de Missão para a Gestão Integrada de Fogos Rurais, no dia em que tomou posse. Nesse trágico verão, Tiago Oliveira tinha 34 anos e vestia a farda amarela e verde de sapador florestal da Afocelca (estrutura de proteção contra incêndios criada pela indústria da celulose). Acompanhava uma equipa de dez peritos chilenos que ajudava a apagar fogos numa propriedade na Chamusca quando foram apanhados numa “emboscada de fogo”. Cinco fogos juntaram-se num e as temperatura...

Não interessa quem ficou mais chocado. “Chocado ficou o país” diz Marcelo

LEONETE BOTELHO   PUBLICO    26.10.2017 O chefe de Estado respondeu à manchete do PÚBLICO afirmando que o mais importante são as pessoas. Ao lado de Marcelo, ministro da Defesa foi questionado sobre o discurso do Presidente: “Estava a ver que não perguntava, não fiquei nada chocado”, disse Azeredo Lopes. O Presidente da República afirmou nesta quinta-feira que “chocado ficou o país com a tragédia vivida” com os incêndios de Outubro.  Foi a resposta directa à manchete do PÚBLICO sobre o facto de o Governo ter ficado “chocado” com a declaração ao país que Marcelo Rebelo de Sousa fez na passada semana . “Há duas maneiras de encarar a realidade: uma é o diz que disse especulativo de saber quem ficou mais chocado, se foi A com o discurso de B, se foi B com o discurso de A. E depois há outra maneira que é perceber que chocado ficou o país com a tragédia vivida pelos milhares de pessoas atingidas”, disse Marcelo Rebelo de Sousa na Praia da Vitória, Aç...

Temos futuro

RITA FONTOURA     OBSERVADOR    25.10.2017 Os políticos passam, graças a Deus, mas o povo fica e é feito de gente que sente e sofre. Gente que se entrega sem querer receber louros. Gente verdadeira que faz o que tem que ser feito, sem alaridos Nesta última semana participei em duas manifestações apartidárias, convocadas para dar a conhecer a tristeza e a revolta dos portugueses face aos mais de 100 mortos vítimas dos fogos. Infelizmente estávamos poucos. Os portugueses sentem, sofrem mas não se manifestam em massa excepto se levados a isso por organizações partidárias ou por sindicatos que põem em acção a sua máquina de fazer manifestações. Vale a pena pensar porquê. Estou convencida que é por uma razão simples: não acreditam que sirva para alguma coisa. A grande maioria dos deputados da nossa Assembleia da República parece aos portugueses, ter como primeira vocação manter o lugar, o chamado poleiro. Até aqueles partidos cuja máquina de marketing leva muitos ...

Somos úteis se temos o coração disponível para a conversão

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PAULO REBELO    23.10.2017 Este fim de semana um grupo de amigos foi a Oliveira do Hospital respondendo simplesmente à proposta da Marta Calado e do Colégio de São Tomas para ir “fazer companhia e levar alguns bens essenciais”. Acompanhei o grupo que partiu Domingo de manhã para participar na missa das 10h30 na Igreja Matriz de Oliveira do Hospital. Pedi para desejar sempre um coração disponível pois não sabia o que ia encontrar nem o que me iriam pedir para fazer. Esta disponibilidade de coração foi-se tornando cada vez mais concreta dando pequenos passos de consciência que se tornaram concretos no impacto com a realidade que encontrei. Ouvir as pessoas as suas dores físicas e espirituais, (algumas ainda com queimaduras nos rostos ou no corpo), ou percorrer em silencio os longos Km de estrada de aldeia em aldeia onde tudo à nossa volta está reduzido a cinzas fez-se entender que eu nada tinha para dar mas que Ele veio para nos salvar. ...

Aproveitamento político?

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INÊS TEOTÓNIO PEREIRA   DN   21.10.2017 Não consegui ver a entrevista de Nádia Piazza. Nada me custa mais do que ver mães a sofrer; não há sofrimento maior, acredito. Ela, Nádia, tinha um filho que morreu vítima da tragédia de Pedrógão ao colo do pai que também morreu, contou-lhe quem lhe deu a notícia da tragédia. Foi esta a parangona que li da entrevista que Nádia deu a Vítor Gonçalves e que passei a noite a evitar por fraqueza. Mas vi um vídeo, vários até, de pessoas a atravessarem autoestradas ladeadas por chamas no meio do fumo, ouvi a aflição de cada uma delas dentro dos carros que ferveram em segundos e ouvi quando decidiram não parar porque sabiam desde Pedrógão que pode ser assim que se morre. Ouvi a aflição dos bombeiros a pedirem reforços e a aflição dos que repetiam "negativo". Negativo é mais forte do que não, pensei, é lapidar, desesperante. Mas quando as lágrimas finalmente me saltaram foi quando vi uma senhora, velhinha, em pranto, a atirar-...

Em Oliveira do Hospital

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Um grupo de amigos, sentindo-se implicado no drama dos fogos foi ter com aqueles que perderam tudo na zona da Oliveira do Hospital. Isto foi o que por lá aconteceu este fim-de-semana. Agradeço o envio das fotografias e a gratuidade neste pôr-se ao serviço dos outros. Estas são as imagens depois do fogo, que não são suficientemente divulgadas nos meios de comunicação social.

Silêncio que se vai manifestar o facho

JOSÉ DIOGO QUINTELA      WWW.CMJORNAL.PT      21.10.2017 Pessoas na rua indignadas com segunda leva de mortos em incêndios mal combatidos pelo Estado? Tresanda a fascismo. Estas ‘Manifestações Silenciosas’ topam-se à légua. Já os estou a ver logo à tarde, naquela solidariedade para com os mortos, tão típica dos nazis, a limparem as lágrimas nas fraldas das camisas castanhas. Quem é que se move em silêncio? Os perigosos ninjas! À traição. Como a PIDE. Tão reaccionários, manifestam-se calados, para não serem interrompidos por uma democrática grandolada. É que as boas manifestações têm um propósito. Por exemplo, em 2012 houve a ‘Que se lixe a troika! Queremos as nossas vidas!’ Isso, sim, é um objectivo legítimo. Desta feita, a não ser que se acredite em zombies, é impossível recuperar quaisquer vidas. Para quê sair à rua? Uma coisa é uma manifestação que declara ‘A Merkel não manda aqui!’. Outra, é uma que questiona ‘O Costa não manda aqui?’ Mero bo...

Galiza indemniza famílias de vítimas dos fogos como "vítimas de terrorismo"

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SIC NOTÍCIAS  19.10.2017 O governo regional galego decidiu aumentar as indemnizações às famílias das quatro pessoas que morreram na Galiza nos incêndios florestais do passado fim-de-semana, indica um decreto aprovado esta quinta-feira que as considera vítimas de "terrorismo incendiário".  "São a face mais amarga do terrorismo incendiário" e "vítimas de uma intencionalidade delituosa", considerou o presidente da Xunta [Governo regional], Alberto Núñez Feijóo, que reiterou esta quinta-feira a sua solidariedade e condolências às famílias das duas mulheres que morreram em Nigrán (Pontevedra) e dos dois homens mortos em Vigo e Carballeda de Avia (Ourense). "Foi o que conseguiram os terroristas que puseram em risco centenas de milhares de vidas de galegos na madrugada de segunda-feira", afirmou. O decreto, cuja regulamentação será publicada nos próximos dias, inclui também ajudas destinadas às pessoas que perderam as suas casas ou ficaram ...

¿Por qué los incendios en Portugal son tan letales?

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Ver fotogalería EL PAÍS    20.10.2017 43 personas han fallecido en los fuegos desde el domingo, en un país donde la extinción está descoordinada entre ministerios y queda en manos de bomberos voluntarios. Armando y sus cuatro hermanos han heredado 55.000 hectáreas de monte. “Fuimos a pedir permisos para construir una casa. Nos dijeron que podíamos hacer lo que quisiéramos, pero registrarla no”. Lo habitual en Portugal es construir como sea en medio del bosque, sin observancia de las muchas leyes forestales que rigen el país —sobre franjas de cortafuegos o perímetros de seguridad alrededor de núcleos urbanos— y sin dejar huella en registros oficiales. Poco a poco, durante cuatro días, Portugal ha ido contando, hasta llegar a 43, los cadáveres localizados bajo la escoria de  más de 500 incendios  que convirtieron el país en una caldera. Cuatro meses antes  habían muerto otras 64 en Pedrógão . Desde junio, los políticos preguntan a expertos fores...

Uma tragédia escolhida por nós

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HELENA GARRIDO     OBSERVADOR     19.10.2017 António Costa é responsável por políticas que queremos e por isso a tragédia dos incêndios é também um peso para a nossa consciência. Fomos nós que escolhemos abandonar aquelas pessoas. A realidade é violenta, dolorosa, indisfarçável. Mais de cem portugueses morreram porque não conseguimos ser exigentes com os nossos governantes. Deixamo-nos levar pela propaganda e pelo eleitoralismo, pelo mais dinheiro no bolso sem nos perguntarmos como está isso a ser possível. Aquelas pessoas que vimos entregues a si próprias porque, como já muitos disseram, o Estado falhou na sua função mais básica deviam ser uma vergonha para todos nós. Sim, há uns que têm mais responsabilidade do que outros. Sem dúvida que o Governo de António Costa é o primeiro e mais importante responsável. O primeiro-ministro fez-nos pagar este preço pela sua estratégia política de conquista de eleitorado e mais de cem pessoas pagaram-no com a ...