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A família tornou-se uma “incorrecção política”?

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ANTÓNIO  BAGÃO FÉLIX Três exemplos que ilustram a forma como se amesquinha a família enquanto primeira e decisiva instituição referencial. Hoje é o dia dos Finados, tornado banal pela escassez de espiritualidade e pela rarefacção de memória que a sociedade presentista vai gerando aceleradamente. Hoje, continuamos entre Tancos e tantos (casos judiciários). Nesta apoplexia da repetição e da vulgarização, a indiferença tornou-se demolidora. É aí que medram circunstâncias insólitas, como três situações recentes, que aqui sumario. A primeira, a de um professor de uma universidade pública, “dinamizador do poliamor (!) em Portugal”, que num programa televisivo afirmou que “quando a avozinha ou o avozinho vai lá a casa e a criança é obrigada a dar o beijinho à avozinha ou ao avozinho, estamos a educar para a violência sobre o corpo do outro ou da outra, desde crianças”. A segunda, a de um inquérito abjecto numa escola pública em que alunos do 5.º ano (nove, dez anos de idade) foram qu...

Ora dá cá um

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JOÃO TABORDA DA GAMA   21.10.2018   DN Depois do grande holocausto do beijinho, iniciado na década de oitenta pelo jet seis lisboeta, e depois copiado por todos aqueles que almejavam lá chegar, aterrando de copo na mão e pernas entrelaçadas nas páginas da Olá Semanário, quiçá numa festa em tafetá no T-Clube, ou bronzeados no Ancão, temos agora o professor poliamor do Prós e Contras a querer cortar no grande maná de beijinhos que é repenico entre avós e netos. Mas, antes dos netos, vamos aos betos, porque foram eles que começaram com isto tudo de acabar com o beijo. Talvez por quererem criar um traço identitário, talvez para não estragar a maquilhagem, talvez por medida de eficiência de quem frequentava muitos (imeeeensos) eventos sociais com muita gente, perdia-se muito tempo no chuac duplo, talvez porque um se enganou e depois os outros começaram todos a imitar, porque são muito disto de se imitarem uns aos outros. Talvez por isto, talvez por outras c...

"É UMA DESCOBERTA TODOS OS DIAS" diz família numerosa europeia do ano

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https://lifestyle.sapo.pt/familia/noticias-familia/artigos/saudinha-e-mesmo-o-que-e-preciso-testemunho-da-familia-numerosa-europeia-do-ano?preview=true&preview_id=1061305&preview_nonce=38526bd855 A Família Numerosa Europeia do Ano é portuguesa. Inês e Gonçalo Dias da Silva são pais de quatro crianças, uma delas com uma doença genética rara. No Dia Internacional da Família, a mãe dá-nos o seu testemunho: fala das suas emoções e do crescimento a que a todos obrigou o nascimento do Pedro. Os pais Inês e Gonçalo com os filhos   Francisco , Leonor, Pedro e   Gonçalo. Um casamento de sonho, dois filhos perfeitos, uma casa e emprego. Quem pode desejar mais? O sonho de uma vida a dois estava a realizar-se e era tudo o que desejávamos e mais. Mas o desejo de mais um filho apanhou-nos de assalto. Diz o povo: “Em equipa que ganha não se mexe”, mas povo diz muita coisa… e nós queríamos mexer! - “É menino ou menina? O que é preciso é que venha com saúde!” Pe...

Por mim, ninguém envelhecia fora de casa

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LAURINDA ALVES   OBSERVADOR   15.05.2018 Tê-los à nossa guarda, velar pelo seu sono, cuidar da sua saúde e bem estar, acompanhá-los às consultas e tratamentos, viver com eles novas experiências e recordar velhas memórias é uma benção. Há pelo menos duas gerações que a decisão de acolher os pais em casa foi tomada pela minha família. A minha avó Laurinda morreu no seu quarto, em nossa casa, e a memória dos seus últimos dias, bem como das fases em que morou connosco, ficou gravada para sempre. Uma memória indelével, tatuada no coração de todos os que a amámos e continuamos a amar. E a admirar. Teve 12 filhos e todos os que permaneciam vivos a queriam ter em suas casas, mas fomos nós que tivemos a felicidade de a ter connosco no seu derradeiro tempo de vida. Recordo-me da noite em que se percebeu que seria a última. A avó estava quase sempre de olhos fechados, quieta e tranquila. Ficou cega muito cedo. Enterrou 4 filhos e chorou-os ao longo da sua vida, ma...

“Vivemos uma espécie de Big Brother familiar, todos a vigiarem-se uns aos outros”

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OBSERVADOR     22.05.2018 Pornografia, sexo, álcool, saídas à noite. As maiores preocupações dos pais estão no livro de Daniel Sampaio, no qual pede aos adultos que repensem a forma de comunicar com os filhos adolescentes. “Uma criança com um telemóvel antiquado vai ser alvo de piadas” “Quando os filhos sabem mais do que os pais, o poder na família é abalado” “É utópico pensar que um rapaz de 16 anos não vai beber” “A confiança nas famílias é mais importante do que o diálogo” “Os adolescentes sempre viram pornografia, agora o acesso é mais fácil” “Deixe-me contar-lhe uma história curiosa…” Daniel Sampaio, que já a seguir nos vai falar sobre  O homem que matou Liberty Valance , abriu-nos a porta de sua casa para conversarmos sobre o seu mais recente livro, “Do telemóvel para o mundo: pais e adolescentes no tempo da internet”. O título, como se vê, é auto-explicativo. Ao longo da conversa, vai partilhando vários episódios do seu dia a dia, embora diz...