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Fernando Rocha Andrade: um académico apanhado por dois jogos de futebol

Vítor Rainho | SOL | 20160809 Anda na política há muitos anos, mas sempre teve a paixão pelo ensino superior. Aos 18 anos filiou-se no PS e fez um longo caminho ao lado de António Costa. Agora caiu nas  bocas do mundo por ter ido ver a Seleção a França a convite da Galp Estávamos em dezembro do ano passado e Fernando Rocha Andrade já era secretário de Estado dos Assuntos Fiscais quando foi defender a tese de doutoramento “em Direito (pré-Bolonha), na especialidade de Ciências Jurídico-Económicas, tendo obtido a classificação de Aprovado com Distinção e Louvor”. segundo se lê no site da Universidade de Coimbra. Fernando Rocha Andrade, apesar de ser um desconhecido para a maioria da população, é um homem que fez a sua carreira académica sempre com boas notas, e também sempre teve um gosto especial pela política. Há quem diga que entrou no PSaos 14 anos, mas os registos dão-no como militante a partir dos 18. Próximo de António Costa, foi seu subsecretário de Estado da ...

Todos por um e um por todos!”

Imagens de Marca , 2016.07.27 Nuno Pinto de Magalhães, Presidente do ICAP A vitória de Portugal no Campeonato da Europa de Futebol e a visibilidade que a mesma traz sobre o País por esse mundo fora vai aumentar certamente o impacto positivo na percepção e na curiosidade que temos vindo a despertar já em muitos e agora também noutros que melhor nos quererão conhecer, ajudando à consolidação que se tem vindo a assistir em termos de notoriedade e que se tem traduzido quer ao nível de atração de turismo como potenciando negócios e ajudando a nossa economia nacional, que tanto precisamos! Esta vitória a que se seguiram outras que trouxeram medalhas para Portugal, quer no campeonato europeu de atletismo, no campeonato europeu de hóquei em patins e ainda no campeonato europeu de surf em juniores, vem traduzir antes de mais um trabalho coerente, dedicado e consistente de todas as entidades relacionados com o desporto, ao longo dos últimos anos e vem sobretudo confirmar um dado relevan...

O narcisismo de Ronaldo, a “cobardia” de Santos

Enrique Pinto-Coelho Observador 24 Julho 2016 A dependência de Ronaldo tem inconvenientes e virtudes. No fim, é o capitão que ganha - e um comentador de sucesso não é necessariamente bom treinador. A análise de Enrique Pinto-Coelho. A estas alturas do campeonato, já quase ninguém se lembra – e, na verdade, pouco importa, porque entretanto Portugal foi, é e será, durante os próximos quatro anos, campeão da Europa. Mas o Euro 2016 começou mal para a seleção, em particular para Cristiano Ronaldo. Depois do empate contra a modesta Islândia, quando ainda ninguém suspeitava (nem sequer os islandeses) que ia ser uma das revelações do torneio, o tablóide alemão Bild acusou o craque português de ser “o vaidoso mais arrogante do mundo” e de um pecado supostamente maior: recusar-se a trocar de camisola com Gunnarsson, capitão do pequeno país insular e herói instantâneo de todos os que, com mais ou menos frequência e agressividade, adoram criticar CR. Um vídeo demonstra que Ronaldo tinh...

As cabeças do Quaresma

João Taborda da Gama DN 20160725  Duas imagens. Numa, o Quaresma com a cabeça do francês debaixo do braço esquerdo. O francês de cabeça baixa, sem perceber porque é que o português não o larga, porque lhe faz festas com a mão, para onde estão a ir, quando aquilo vai parar, o mundo inteiro a ver. Noutra, o Quaresma de cabeça baixa, braços apoiados sobre os lados da pia, enquanto um homem mais velho lhe despeja água na cabeça, inclinado, o mundo inteiro a ver. Tenho com a cabeça de Quaresma uma grande afinidade, partilhamos o mesmo barbeiro (Domingos Moska, hoje ao Parque das Nações, antes ao Lumiar), mas não é sobre isso. Uma semana separa a final do batizado, mas não é só uma semana que separa a final do batizado. O que terá levado Quaresma a batizar-se? Não faltarão especulações, conjeturas, racionalizações. O cumprimento de uma promessa pela vitória na final? Superstição? Um casamento pela igreja para breve? Talvez tenha sido um pouco de tudo isso, mas não apenas isso. Nã...

«Evangelho do Dia» determinou a estratégia para final do Euro 2016

Agência Ecclesia 22 de Julho de 2016, às 18:00 Fernando Santos recorda a frase da Bíblia «simples como as pombas e prudentes como as serpentes» e distancia «fé» de «fezada» Lisboa, 22 jul (Ecclesia) - Fernando Santos disse à Agência ECCLESIA que se inspirou no 'Evangelho do Dia' para falar aos jogadores sobre a final do Euro 2016 e pediu-lhes para serem “simples como as pombas e prudentes como as serpentes”. “Nesse dia, o Evangelho era esse. E de manhã, quando me levantei aquilo ‘bateu em mim’. Era isso que a equipa precisava para esse jogo”, referiu o selecionador nacional de futebol. No dia 8 de julho, o Evangelho da Eucaristia é de São Mateus, no capítulo 10, onde Jesus diz, no versículo 16, “sede simples como as pombas e prudentes como as serpentes”. “Quando estava a ler o Evangelho, e ia ter palestra passado uma hora ou duas, pensei: ‘isto é o que a minha equipa precisa para este jogo’. No jogo com a França temos de ser isso: ser simples, humildes, percebe...

Um homem livre

Aura Miguel Passos  22-07-2016 - Aquele inesquecível serão transformou-se, afinal, num portentoso testemunho de amor e liberdade.   Ainda a quente, mal acabou o jogo que lhe deu a vitória, Fernando Santos prestou declarações, como sempre fazem no final dos desafios de futebol. A primeira coisa que o novo campeão da Europa fez, diante dos media, foi agradecer a Deus, Senhor da vida, em seguida, falou da sua família e só depois do futebol. Feliz com o resultado tão surpreendente e consolador - ainda por cima alcançado em casa do adversário - quando ouvi aquelas breves mas essenciais declarações do Mister, o meu triunfalismo desorientou-se. Foi uma espécie de choque eléctrico; naquele momento, o treinador vitorioso estava a recordar-me, com uma naturalidade desarmante, qual é a coisa mais essencial de todas: Deus. Grata com o que tinha acabado de ver e ouvir - e como não gosto muito de futebol - preparava-me para desligar a TV, quando anunciam a conferência de impren...

A RAZÃO E O CORAÇÃO A PAR E PASSO

Meios & Publicidade a 19 de Julho de 2016 Teresa Posser de Andrade Nos últimos dias o treinador da selecção portuguesa – Fernando Santos – mostrou a 11 milhões de pessoas que era possível ganhar o Euro 2016. Fernando Santos começou por demonstrar, de forma pública e inequívoca, a sua confiança, desmesurada para muitos, em que iria trazer a taça do Euro 2016 para Portugal. Com uma calma que não era fingida, ele falava do que sabia. Fernando Santos conhecia a equipa que treinava. Compreendia os jogadores, as suas principais qualidades e com quem podia contar. Sabia que o “patinho feio” podia um dia virar cisne e que ninguém era insubstituível, mesmo se estivéssemos a falar do melhor do mundo. Esta confiança foi ganhando terreno entre os jogadores e entre nós, adeptos da selecção, que a pouco e pouco, jogo a jogo, nos fomos juntando ao grupo que acreditava que era possível. Fernando Santos, ao seu estilo, foi-nos mostrando até ao derradeiro dia que nada se faz sem muito e...

O episódio arrepiante que marcou a vida de Fernando Santos

Mariana Albuquerque Buzztimes 15-07-2016 Há quase 20 anos, o selecionador nacional viveu um momento que viria a mudar, para sempre, a sua forma de encarar o dia a dia. Portugal observou-o atentamente durante o Campeonato Europeu de Futebol. De poucos sorrisos e com a típica racionalidade de um engenheiro, liderou a equipa portuguesa batalha após batalha, revelando, por diversas vezes, uma fé inabalável na vitória. Muitos foram os que questionaram a razão de tamanha crença. Como é que Fernando Santos conseguia afirmar, com tanta certeza, que só voltaria para casa com a taça na mão? Onde terá ele ido buscar esta coragem? Pois bem, há um episódio, vivido há anos pelo treinador, que o ensinou a jamais duvidar daquilo em que acredita. No dia em que realizou o exame da 4.ª classe, o pai do selecionador ofereceu-lhe uma prenda especial: um conjunto de canetas Parker, em aço inoxidável, pretas, com o seu nome gravado a branco. Por azar, pouco tempo depois, Fernando viria a perder ...

Com a Fé não se brinca

MANUEL SERRÃO  Jornal de Notícias 13 Julho 2016 às 00:29   1. Com a Fé não se brinca em serviço. Com a Fé não se brinca. Muito menos em serviço. Acreditar em Deus é fácil. Levar essa Fé a sério é que já é mais difícil. Afirmar o catolicismo, num país católico como o nosso, é o pão nosso de cada dia. Ser um católico praticante sem concessões são outros "quinhentos". Um apóstolo da Fé é alguém que teve essa felicidade de acreditar e tem a capacidade de contagiar os outros com a sua Fé. Que não precisa de fazer da sua Fé um espetáculo, mas que tem uma vida espetacular por causa dela. Ter Fé é uma vivência íntima, que preenche totalmente o interior, mas que só alguns privilegiados conseguem transformar em força exterior sem caírem em demonstrações ridículas. Viver a Fé não é uma experiência pontual que se possa esgotar aos domingos e dias santos, ou invocar quando dá jeito ter um ombro piedoso ou uma "mãozinha" por baixo. Por isso, a Fé não se ...

CHAMPANHE MORNO

Ricardo Araújo Pereira  Visão BOCA DO INFERNO 14.07.2016 às 7h50  O que é que estes rapazes fizeram ao meu país? Como é que o Éder se atreveu a chutar dali, de onde era evidente que seria impossível? Não ouviu o que disseram dele os colunistas e as redes sociais? Portugal Vou contar-te uma coisa que nunca contei a ninguém Sabes Estou loucamente apaixonado por ti Pergunto a mim mesmo Como me pude apaixonar por um velho decrépito e idiota como tu mas que tem o coração doce ainda mais doce que os pastéis de Tentúgal Jorge de Sousa Braga Não sei se estou preparado para isto. Quando, depois de levantarem a taça, os jogadores da selecção começaram a cantar aquela linda canção (cito a letra: “E esta merda é toda nossa, olé”), percebi finalmente. Naquele momento, eu, que sou um português antigo, ainda estava a trabalhar na lista das desculpas para justificar a derrota. Jogaram sujo, lesionaram-nos o Ronaldo, é sempre difícil jogar contra a equipa da casa, o livre do Rapha...

A nova parábola dos talentos

Laurinda Alves Observador 12/7/2016 Mesmo os cépticos militantes e os cínicos mais incorrigíveis sabem que nestes momentos há uma matemática infalível: a da confiança que gera sempre mais confiança. Foi essa a lição de Fernando Santos. E agora, que já todos conseguimos dormir umas horas seguidas, e os 23 rapazes mais o seu Mister também já voltaram a pousar a cabeça nas suas almofadas, depois de tocarem o céu e atravessarem oceanos de multidões dentro e fora dos estádios, agora sim, estamos em condições de retomar certas rotinas com mais alegria e confiança. A vitória da Selecção não resolve nenhum dos nossos problemas, é certo, mas ajuda-nos a viver. Nem sabemos exactamente de que forma nos ajuda a enfrentar a vida, só sabemos que esta grande vitória nos resgata para o dia-a-dia tantas vezes previsível e chato. Faz-nos mais leves e torna-nos mais unidos, mesmo que a união seja efémera, e ao fim do dia cada um vá para seu lado. Acredito que hoje todos voltamos a ser quem é...

A VITÓRIA DE UM POVO!

Fiquei a pensar no facto de ser um português nascido em Bissau, que meteu o golo que levou Portugal a ser Campeão Europeu e assim nos deu uma imensa alegria e encheu de orgulho. Pensei de imediato em todos os portugueses guineenses, que serviram nas Forças Armadas Portuguesas, durante a guerra do Ultramar, (os quais tive a honra e o orgulho de comandar na Guiné), e que foram miseravelmente abandonados à sua “sorte”, após o 25 de Abril. E pensei, claro, que este golo, deste nosso Éder, foi uma homenagem sublime a todos eles, nos quais pulsava e pulsa uma alma portuguesa. Guardo-os no coração, com um misto de orgulho e profunda vergonha por nada ter feito ou ter conseguido fazer por eles. Depois vi as manifestações de alegria em Timor, na Guiné, em Angola, no Brasil, e com certeza também em todos os lugares do mundo por onde os Portugueses passaram e estão ainda. «Ditosa Pátria que tais filhos tem.» Que não venham os governantes de hoje ou de ontem c...