A guerra de Putin
JORGE ALMEIDA FERNANDES Público 19/02/2015 - 18:40 Valdimir Putin continua a seguir, desde o início do conflito, a mesma linha: fazer da Ucrânia um país inviável e ingovernável. O acordo de cessar-fogo ainda não parou a guerra. Os rebeldes pró-russos ganham posições de importância estratégica. Após a tomada de Debaltseve, vital para ligar Donetsk a Lugansk, bombardeavam ontem a cidade de Mariupol, cuja conquista que lhes daria o acesso terrestre à Crimeia. A curto prazo, a Rússia parece querer "congelar" o conflito, consolidando uma importante área separatista dentro da Ucrânia. Mas permanece sempre o risco de escalada. A queda de Debaltseve, mais do que um revés militar, foi um desastre político para o Presidente ucraniano, Petro Poroshenko, que viu a sua posição enfraquecida. Os acordos de Minsk, assinados há uma semana por Angela Merkel, François Hollande, Vladimir Putin e Poroshenko, eram favoráveis a Moscovo e aos rebeldes. Numa posição de fraquez...