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Introdução ao ecopopulismo

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PAULO TUNHAS   OBSERVADOR   05.12.2019 O populismo caracteriza-se por amalgamar realidades distintas, fornecendo ao mesmo tempo a aparência de uma explicação única que tudo engloba. O ecopopulismo não é excepção a esta regra geral. Este artigo é conteúdo PREMIUM no Observador. Leia mais aqui:  https://observador.pt/opiniao/introducao-ao-ecopopulismo/

Mas e os jornalistas, Senhor?

henrique pereira dos santos,  corta-fitas , 12.09.16 "para o secretário-geral do PS e primeiro-ministro, “haver mais matrículas no Ensino Superior demonstra bem que a grande quebra não era demográfica, mas sim devida às dificuldades financeiras” que as pessoas sofriam e que, garante, “agora estão um pouco minoradas”. Mais, para Costa o registo que se verificou este ano, depois de terem saído as primeiras colocações no Ensino Superior, é também “um sinal de confiança no futuro“". As declarações, em si, são de uma indigência que brada aos Céus, mas o que gostava mesmo de perceber é como é possível alguém fazer uma afirmação destas, ser público, notório e verificável que esse aumento de matrículas existe pelo terceiro ano seguido, e a generalidade dos jornalistas acharem que não faz parte da sua função informarem os seus leitores disso. Aparentemente a generalidade dos jornalistas acham que a sua função consiste em reproduzir declarações de terceiros, e não relatar fact...

E depois de Marcelo?

Helena Matos Observador 13/7/2016 Quer Marcelo vencer o populismo pragmático-arruaceiro de Costa com o seu populismo católico-afectivo? Talvez. Vai nesse momento o povo dos "afectos" apoiar Marcelo ou liga a televisão e muda de canal? Para se perceber o que vai ser depois de Marcelo temos de ir ao antes. A Cavaco. Para já é como se a Terra o tivesse tragado: não se lhe ouve uma palavra. Não se sabe o que pensa sobre o actual momento do país ou que o que pensa sobre o seu sucessor. Quatro meses depois de Cavaco ter deixado a Presidência da República a relação entre Belém e São Bento mudou. E não mudou para melhor. À superfície temos o folclore das quebras do protocolo, da hiperactividade e esse mistério politico-mediático que dá pelo nome de “afectos”. Todos os dias os jornais nos brindam com títulos como estes: “Banho de multidão no Porto recebe ‘presidente dos afetos’”; “Presidente hiperativo a promover afetos”; “Visita do Presidente com afetos na via sacra da...

A destruição de um país

António Barreto DN 20160522 Ninguém poderá dizer o que será a Venezuela dentro de um par de anos. Tudo pode acontecer. Assiste-se a uma destruição sistemática das instituições de um país e dos seus equilíbrios básicos. Mais de 75% da população vive em estado de pobreza e destituição. O produto nacional reduziu-se mais de 5% no ano passado e vai diminuir 8% em 2016. A inflação está a quase 200% e será de 400% até Dezembro. As organizações internacionais prevêem que atinja os 700% já para o ano. Os funcionários públicos são obrigados a trabalhar apenas dois dias por semana. Sem medicamentos, os hospitais fecham e os equipamentos degradam-se. As autoridades alteraram a hora legal a fim de não gastar energia. Sem gestão competente, as barragens, entre as quais uma das maiores do mundo, estão secas ou próximas dos níveis de catástrofe. No país que possui uma das grandes reservas de petróleo do mundo, a energia está racionada. Como racionados estão quase todos os produtos alimentare...

O espirro Trump

João César das Neves DN 2016.04.14  Donald Trump não é uma doença; é um sintoma. O vício desse fenómeno, como de Lenine, Mussolini, Hitler, Fidel ou Berlusconi, não está tanto na maldade da personagem. Vilões sempre houve, mas só têm efeitos na sociedade quando esta lho permite. É uma causa profunda que gera a oportunidade. Há décadas que Trump domina o vasto público do telelixo, usando manchetes sensacionalistas para ganhar fama e dinheiro. Agora tenta o poder. Mas a questão de fundo não é quem é manipulado e para quê. A doença é o telelixo. A moléstia está no Partido Republicano e nos EUA, que o milionário aproveita. Aliás, apesar dos traços específicos, outros países sofrem da mesma epidemia, como mostram Marine Le Pen, Beppe Grillo, Pablo Iglesias, Alexis Tsipras e até Vladimir Putin. Nem só a América espirra. Quem adoece toma analgésicos para dominar os sintomas. A maneira de lidar com o fenómeno não é agredir ou insultar, o que só reforça o movimento. Uma ameaça como ...