Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta Ciência

Walter Alvarez: Ciência moderna nasceu com os Descobrimentos portugueses, antes de Copérnico e Galileu

LUÍS MIGUEL QUEIRÓS Público 22/05/2014 O geólogo, que em 1980 revolucionou a ciência ao descobrir que os dinossauros tinham sido extintos pelo impacto de um asteróide, acredita hoje que a ciência moderna nasceu em Portugal. Na conferência que dá esta quinta-feira à tarde no Porto, na Fundação de Serralves, explica porquê. Ao propor, em 1980, que o desaparecimento dos dinossauros, há 66 milhões anos, foi acompanhado pela extinção de muitas outras espécies e se ficou a dever ao impacto de um asteróide, o geólogo norte-americano Walter Alvarez tornou-se um desses raros cientistas que alteraram radicalmente a nossa visão do passado. O cientista está no Porto e dará na tarde desta quinta-feira, no Auditório da Fundação de Serralves, pelas 17h30, uma conferência intitulada O Estudo da Grande História – Supercontinentes, e como Portugal Inventou a Ciência. A sessão, que incluirá também o lançamento da edição portuguesa do seu livro As Montanhas de São Francisco – À Descoberta dos Eve...

Greenpeace apoia "crime contra a humanidade"? 109 prémios Nobel dizem que sim

DN20160701 Deficiência de Vitamina A cega meio milhão de crianças por ano em todo o mundo. Arroz dourado pode ser solução, mas a Greenpeace continua a lutar contra o cultivo deste alimento Quase um terço dos vencedores do Prémio Nobel assinaram uma carta aberta contra a campanha da Greenpeace, organização não-governamental dedicada à preservação ambiental, que se opõe ao cultivo de alimentos transgénicos, em particular, de arroz dourado. Os 109 signatários, nos quais se incluem José Ramos-Horta, Nobel da Paz em 1996 e ex-presidente de Timor, e James Watson, Nobel da Medicina em 1962 e um dos responsáveis pela descoberta da estrutura básica do ADN, contestam a posição da organização e incentivam os governos de todo o mundo "a acelerarem o acesso dos agricultores às ferramentas da biologia moderna." "Quantas mais pessoas pobres terão de morrer antes de considerarmos isto um 'crime contra a humanidade'?", escrevem os galardoados. Desenvolvido nos a...

50º aniversário da morte de Georges Lemaître

POVO  20.6.16  Passa hoje o 50º aniversário da morte de Georges-Henri Édouard Lemaître (Charleroi, Bélgica, 17 de Julho de 1894 - Louvain, 20 de Junho de 1966) que foi um padre católico, astrónomo, cosmólogo e físico belga. Lemaître propôs o que ficou conhecido como teoria da origem do Universo do Big Bang, que ele chamava de "hipótese do átomo primordial" ou também conhecido como "ovo cósmico". A hipótese de Lemaître estipula que todo o universo (não somente a matéria mas também o próprio espaço) estava comprimido mum único átomo chamado de átomo primordial ou "ovo cósmico". O estudioso afirmava que a matéria comprimida naquele átomo se fragmentou numa quantidade descomunal de pedaços e cada um acabou fragmentando-se em outros menores sucessivamente até chegar aos átomos actuais numa gigantesca fissão nuclear. Lemaître propôs uma teoria percursora do da hoje chamada Teoria do Big Bang, mais tarde desenvolvida por George Gamow. Recebeu em 1953 a...

Quando a Ciência crê em milagres…

P. Gonçalo Portocarrero de Almada Observador 28/5/2016 Para o crente, o milagre é, de certo modo, irrelevante, porque, como sabe que  tudo é, de algum modo, milagre, não o espanta que algumas coisas o sejam de uma forma mais espectacular. Há muito boa gente que pensa que isto dos milagres é mais um artifício clerical para enganar as pessoas simples e as convencer a aderir à supersticiosa religião dos dogmas, dos mistérios e de outras indecentes superstições. Nada mais falso, até porque não é a Igreja, mas sim a ciência, quem acredita em milagres, porque a noção de facto extraordinário decorre da comprovação científica da inexplicável anormalidade de um fenómeno que, por contrariar as leis que regem a realidade, tem que ser forçosamente atribuído a uma intervenção sobrenatural. Só quem conhece, com rigor, as leis a que obedecem os fenómenos naturais pode, portanto, ajuizar uma tal excepção, pelo que a noção de milagre, mais do que religiosa, é essencialmente científica. ...

Tomé, o cientista

P. Gonçalo Portocarrero de Almada Observador 11/4/2015, 0:38 A incredulidade de Tomé favoreceu a credibilidade científica da ressurreição de Cristo Ver para crer – eis a frase que, de certo modo, imortalizou o incrédulo apóstolo São Tomé. Ausente durante a primeira aparição de Cristo ressuscitado aos restantes apóstolos, negou-se depois a crer no que os outros lhe disseram. Mais ainda, impôs, como condição para aceitar a ressurreição do crucificado, tocar, com as suas mãos, nas suas chagas, para ter a certeza de que era o mesmo corpo que tinha morrido na cruz. A atitude de Tomé revela, é certo, falta de fé. Quem precisa de ver para crer não tem fé, porque a fé é, precisamente, crer sem ver. Para acreditar na ressurreição de Cristo não era preciso, em sentido próprio, que ninguém visse nada, porque bastava que ele tivesse revelado que assim iria acontecer. Ora Jesus de Nazaré disse que havia de ressuscitar por ocasião da sua transfiguração, sobre a qual impôs um embargo n...

DIA DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA

DIA DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA – 1 DE MARÇO DE 2016 MISSA NA CAPELA DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA Caríssimos irmãos e irmãs! O Dia da Universidade de Coimbra dá-nos a oportunidade de celebrar a gratidão pela sua história, num serviço de excelência à humanidade ao longo destes sete séculos de existência e na universalidade das latitudes onde chegou a sua influência.  Estamos agradecidos aos homens que nos precederam e puseram as suas capacidades, trabalho e vontade ao serviço da promoção da cultura, expressão maior da pessoa humana. Estamos também agradecidos a Deus de quem procedemos e que não cessa de nos criar capazes de penetrar nos mistérios da vida por meio do conhecimento, de construir um mundo acolhedor por meio do progresso das ciências e de orientar as relações humanas e fraternas por meio do uso da razão e da consciência, na liberdade. Se a biblioteca, o laboratório, a sala de aulas ou os lugares da reflexão simbolizam o desejo humano de aprofundar o conheci...

29 de Fevereiro faz deste ano um ano bissexto

Chama-se ano bissexto o ano ao qual é acrescentado um dia extra, ficando com 366 dias, um dia a mais do que os anos normais de 365 dias, ocorrendo a cada quatro anos (exceto anos múltiplos de 100 que não são múltiplos de 400). Isto é feito com o objetivo de manter o calendário anual ajustado com a translação da Terra e com os eventos sazonais relacionados às estações do ano. O presente ano (2016) é bissexto. O anterior ano bissexto foi 2012 e o próximo será 2020. A origem do nome bissexto advém da implantação do Calendário Juliano em 48 a.C. que se modificou evoluindo para o Calendário Gregoriano que hoje é usado em muitos países a todos os quais ocorrem os anos bissextos. Dentro de um contexto histórico, a inclusão deste dia extra, dito dia intercalar, ocorreu e é feita em calendários ditos solares em diferentes meses e posições. No Calendário Gregoriano é acrescentado ao final do mês de Fevereiro, sendo seu 29º dia. Hoje a expressão bissexto ou outra é associada ao duplo seis ...

Os segredos das bibliotecas religiosas portuguesas

Imagem
Virgílio Azevedo, Expresso, 20160227 Catálogos das 400 antigas bibliotecas foram estudados durante seis anos. E revelam como a Igreja difundiu o conhecimento Luana Giurgevich e Henrique Leitão, autores do livro “Clavis Bibliothecarum”, na Biblioteca da Academia das Ciências, antigo Convento de Nossa Senhora de Jesus de Lisboa FOTO LUÍS BARRA Esta é a verdadeira chave para entrar no mundo sem fim das antigas bibliotecas dos mosteiros, conventos e instituições religiosas portuguesas, uma chave que abre a investigação científica a novas áreas totalmente inexploradas. E vai certamente obrigar a reescrever a História de Portugal até 1834, ano em que a Revolução Liberal decretou a extinção das ordens religiosas. Chama-se “Clavis Bibliothecarum” (“Chave das Bibliotecas” em latim) e é um livro de 1000 páginas que reúne, de uma forma exaustiva, os catálogos e inventários de mais de 400 bibliotecas. Durante seis anos, Luana Giurgevich e Henrique Leitão levaram a cabo uma ta...

O Ano Bissexto de 2016

Imagem
Observatório astronómico de Lisboa on   31 DEZ 2015  · Imagem da Terra em cor falsa, composta de fotos obtidas pela sonda Lunar Reconnaissance Orbiter (NASA). O limbo escuro lunar faz o horizonte. 2015 termina hoje, dia 31 de dezembro, às 23 h  59 m  59,(9) s . Contudo, nesse momento a Terra não terá completado a volta de translação ao Sol. São duas definições bem distintas. A descoberta e entendimento da duração do ano vem das mais antigas civilizações. Na velha Babilónia o estudo da periodicidade dos fenómenos celestes levou à previsão da sua ocorrência futura. As colheitas abundantes sempre associadas às épocas mais propícias ao cultivo, controlaram a sobrevivência da humanidade, mais concentrada no hemisfério norte do planeta na zona temperada, que passou a depender da previsão astronómica das estações. Por isso, o estudo do ano solar, da sucessão das épocas agrícolas e o ciclo das estações foi uma tarefa crucial, aperfeiçoada ao lon...

Ética e ciência

Os axiomas éticos descobrem-se e testam-se de modo não diferente dos axiomas em ciência. A verdade é o que resiste ao teste da experiência. Albert Einstein

Quando uma astrofísica ateia se converte a Cristo: "Eu percebi que existe uma ordem no Universo"

Aleteia , 2015.08.18 Uma história turbulenta, que, entre estudos rígidos e sofrimentos profundos, chegou à plenitude em Jesus Repercutiu em sites de todo o planeta, recentemente, o testemunho de Sarah Salviander, pesquisadora do Departamento de Astronomia da Universidade do Texas e professora de Astrofísica na Universidade Southwestern. A incrível história da sua conversão a Cristo começa com os seus estudos científicos e culmina com a morte da filha. Vale a pena investir cinco minutos em ler o depoimento dela. "Eu nasci nos Estados Unidos e fui criada no Canadá. Meus pais eram ateus, embora preferissem se definir como ‘agnósticos’. Eles eram carinhosos e mantinham uma ótima conduta moral, mas a religião não teve papel nenhum na minha infância". "O Canadá já era um país pós-cristão. Olhando em retrospectiva, é incrível que, nos primeiros 25 anos da minha vida, eu só conheci três pessoas que se identificaram como cristãs. A minha visão do cristianismo era inten...

E agora, que vão dizer os opositores aos transgénicos?

António Coutinho |  Observador 4/8/2015 Lobby muito poderoso e vocal, promotor frequente de arruaças, o “movimento anti-transgénico” é fruto de uma total irracionalidade Há ambientalistas que respeitam a racionalidade e conhecem a ciência, mas também há ambientalistas que se guiam apenas por chavões adoptados de interesses politiqueiros ou mesmo arruaceiros, sem fazerem a mínima ideia do que estão a falar. Têm o seu direito, naturalmente, longe de mim a ideia de proibir esta, entre tantas outras, irracionalidades. Na batalha contra a ignorância e a superstição não há melhor arma que a educação. E terá de ser por aí que os faremos desaparecer. Preocupa-me, todavia, que o “peso” mediático e consequentemente político dos lobbies que constituem tem graves consequências para o progresso do conhecimento e da economia. A invenção da agricultura há uns 10.000 anos foi dos passos mais críticos na história da humanidade, permitindo entre muitas outras coisas, a sedentarização, a e...