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A mostrar mensagens de Julho, 2017

Cónego João Seabra – Prémio Fé e Liberdade

GUILHERME ALMEIDA E BRITO    ENTREGA PRÉMIO FÉ E LIBERDADE   JULHO 2017 O Instituto de Estudos Políticos distingue hoje com o prémio “Fé e Liberdade” o Cónego João Seabra.  Tenho o gosto e o privilégio de conhecer o Padre João há mais de 40 anos. Nesta relação de décadas, a dimensão que mais sobressai, a mais marcante e que está intimamente ligada à atribuição do prémio Fé e Liberdade, é a dependência do Padre João de Deus e a sua fidelidade à Igreja.  O Padre João é um homem de fé: concebe-se a si próprio como profundamente dependente de Deus e fiel à Igreja. Essa perspectiva de si próprio e do significado da vida torna-o um homem muito livre. Muito dependente de Deus, o que significa muito livre em relação a tudo o resto, de forma muito natural, quase sem esforço. Na dependência de Deus, a liberdade em relação ao resto parece ser no Padre João tão simples como respirar. A segunda dimensão que mais me marcou é a valorização de cada momento e o olhar para cada pess

O racismo e eu

SEBASTIÃO BUGALHO   SOL   22.07.17 Nunca conheci os meus avós. Oiço histórias, as mesmas, com o mesmo carinho, desde pequeno. Viveram e serviram Portugal no estrangeiro. Quando o meu pai nasceu em Marrocos, foi para uma escola pública. Em respeito aos colegas, não comia nem bebia à frente deles no Ramadão.  Esse reconhecimento da diversidade foi-me passado por ele, pela minha avó de ascendência indiana, pela minha tia de ascendência japonesa; por uma família cuja normalidade era a diferença.  Ao longo da juventude, os choques da realidade com esse meu normal sucederam-se. A ideia de o racismo ser uma verdade adormecida, mais que evidente, é gigantesca.  Olhares de lado em restaurantes que nos obrigavam a mudar de mesa, perguntarem se quem me levava à escola «era o motorista» por ser afrodescendente, colegas a caminho da faculdade de medicina que «deixariam os pretos morrer na sala de operações».  Desde que escrevo opinião publicamente que recusei responder a acusações de rac

Os 73 mortos no incêndio de Pedrogão

JORNAL I   22.07.17 (Em atualização) 1 Fausto Lopes da Costa (73) esposo Várzea jantavam na Várzea e fugiram em três carros. N236 2 - Lucília Simões esposa Várzea N236 3 - Miguel Lopes da Costa filho do Fausto advogado da Misericórdia da Amadora. N236 4 - Ana Mafalda Lacerda esposa do Miguel N236. Mafalda na Sábado, Ana no CM 5 - António Costa (6) filho do Miguel/Mafalda jogava rugueby no belenenses. N236 6 - Joaquim Costa (4) filho do Miguel/Mafalda N236 7 - Fernando Rui Mendes da Silva (48) filho da Lucília N236. Estudou em coimbra. Observador: "mais familiares" possivelmente 8 - mulher n/ identificada esposa de Fernando, madastra Luís N236 9 - Luís Fernando Mendes (5) filho de Fernando N236 10 António Lopes (88) esposo Moita morreram abraçados em casa, soterrados quando o teto desabou 11 - Augusta Lopes (87) esposa 12 Sara Costa (35) Vila Facaia (era de Figueiró) morreu queimada em casa, deixa um filho de 7 anos (Dinis) 13 - Alzira Carvalho da Costa (71) f