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Um livro muito raro

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MÁRIO PINTO    OBSERVADOR    08.12.2019 A obrigação de o Estado criar uma rede de estabelecimentos suficiente para acolher todos os alunos que escolham as escolas do Estado, não lhe dá nenhum direito a um monopólio da «acção educativa». 1.  Na passada segunda feira, 2 de Dezembro, teve lugar, no auditório da Rádio Renascença, uma sessão de apresentação de um novo livro, intitulado “Escola de todos, para todos, com todos”. Com um prefácio do ex-Presidente Ramalho Eanes, um posfácio do Prof. Barbas Homem e introduções do Bispo D. António Moiteiro e do Dr. Fernando Magalhães, o livro reúne artigos de 29 autores, todos dedicados à questão fundamental das liberdades de educação, sobretudo de educação escolar. A título de declaração de interesses, direi que eu próprio participo neste elenco. A sua coordenação é da Associação Portuguesa de Escolas Católicas (APEC); e a edição é da Fundação Secretariado Nacional da Educação Cristã. Mas o livro não tem uma ...

Para que serve a escola?

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CATARINA ALMEIDA    18.10.2018 http://fundacaomariaulrich.pt/ 2018/10/18/para-que-serve-a- escola/ Esta semana li vários artigos sobre o chocante inquérito distribuído a alunos de nove e dez anos numa escola do norte de Portugal; penso que falta a questão crucial que, a meu ver, está por responder:  para que serve a escola? Discute-se se é adequado às idades, se os pais autorizaram ou não, se favorece a inclusão. O Ministério averigua. As famílias não estavam à espera que as aulas de Cidadania fossem isto. E todos aceitam tacitamente que a missão da escola – sobretudo da escola pública – seja incutir nas crianças e nos jovens um pensamento homologado sobre determinados assuntos. Pergunto-me se todos sabem que existe uma estratégia nacional para a cidadania e igualdade de género. Simplificando, os adultos decidem como é que os meninos devem ser e pensar; os adultos fazem uma estratégia, ou seja, destinam meios e instrumentos para alcançar os resultados prete...

Escola inimiga da família

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INÊS TEOTÓNIO PEREIRA      DN       14.05.2018    A escola tem um problema: só funciona com e para os bons alunos, ou seja, os que têm melhores classificações. Os bons alunos podem não ser inteligentes, curiosos ou dotados de qualquer criatividade ou desembaraço - e até podem não saber atar os sapatos - mas se tiverem memória fotográfica são bons alunos. Percebe-se quem são os bons alunos nos primeiros anos de escolaridade e não tem nada que ver com o desempenho dos professores, com os programas, com o número de alunos por turma, com os manuais. Zero. A variável determinante são as características de cada um: o desempenho escolar é pré-escolar, nasce com eles. Se as letras fazem sentido nas suas cabecinhas, se forem dotados de uma boa memória e se não tiverem dificuldade em perceber uma conta de dividir, serão bons alunos. E daqui nasce o brio: um miúdo que gosta de fazer as coisas bem feitas está facilmente entre os melhores. Com o brio...

Sugestão de Natal: Oferecer a Escola

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Descobri muito recentemente que na creche (IPSS) que a nossa filha Leonor frequenta, há famílias que passam fome e que não pagam as propinas.  Com toda a descrição que eu hoje excepcionalmente quebrarei, a  Escola no Chiado  do Centro Social Paroquial Nossa Senhora da Encarnação, recebe estes alunos e as suas famílias com um currículo de colégio privado, com aulas precoces de inglês, educação artística e musical e prepara caixas com os restos do almoço para que as famílias possam levar para a hora do jantar. Porquê? Porque estão certas de que uma bela mente é gerada por um pai, uma mãe e um professor. Esta IPSS não faz campanhas em Centros Comerciais e não tem brindes para oferecer, está demasiado ocupada a educar estas crianças, a ajudar estas famílias e a fazer as contas para cada mês, mas precisa muito da nossa ajuda para sustentar as bolsas destes estudantes. Este Natal, fica aqui a sugestão de oferecer a escola com o montante que entender, sabendo que a ...

Programa 3 + Colégios Fomento

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O Fundo de Bolsas dos Colégios de Fomento* reforçaram o apoio às famílias numerosas através do Programa 3+, em que as mensalidades a pagar correspondem apenas aos 3 filhos mais velhos, não se pagando a mensalidade a partir do 4º filho. Em síntese,  as famílias irão pagar no máximo as mensalidades de três filhos . Este programa tornará os Colégios de Fomento ainda mais amigos das famílias. Mais informações em   http://bolsasfomento.pt/ . *   Colégios : Planalto e Mira Rio em Lisboa, Horizonte e Cedros em Gaia

Carta de um pai às educadoras dos seus filhos

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BERNARDO VALLE DE CASTRO   27.06.17 Excelentíssimas Educadoras dos meus filhos, Sim, não é um exagero chamar- vos “excelentíssimas”! A vossa actividade é uma actividade de excelência: é A actividade de excelência. E isso torna-vos excelentíssimas. Nas próximas linhas quero agradecer-vos infinitamente o valiosíssimo trabalho que fazem diariamente. É louvável o ofício, e é notável a forma como o fazem. Ouvem com certeza isto muitas vezes, mas quero garantir que pelo menos também pela nossa “boca” o ouvem. 1. A missão Têm em mãos a maior riqueza que objectivamente existe no mundo: pessoas que entram agora nele. Não existe maior tarefa, mais digna, mais elevada, de tanta responsabilidade, que exija tanto de alguém. Desejo ardentemente que, apesar do cansaço que devem sentir no final do dia de trabalho (e eu só tenho que lidar com os meus!), consigam voltar constantemente àquele desejo, talvez então pouco maturado, que vos fez escolher essa missão, a vo...

A educação católica deve preocupar-se com os pais

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http://www.educris.com «Como é que a Escola Católica responde aos desafios da educação hoje» foi o tema que o padre João Seabra levou ontem, dia 20 de junho, a Fátima, cerca de 44 membros das direções das Escolas Católicas. O presidente da Associação para a Educação, Cultura e Formação (APECEF), proprietária do Colégio de S. Tomás e administradora do Colégio de S. José do Ramalhão, afirmou aos diretores que uma escola católica o é “porque tem uma preocupação de fundo com os pais”: “A educação de uma escola católica deve ter em atenção o lugar dos pais na atualidade pois a família é fundamento da educação da escola católica. Educar os filhos significa entrar em diálogo profundo com os pais”. Para o responsável de duas escolas católicas o modo como “muitas famílias vivem desprotegidas, desestruturadas e com dificuldades em encontrar tempos para estarem juntas” deve estar no centro de um equilíbrio entre “o instruir e o educar”. Refletindo os desafios que se colocam a ...

‘Escola no Chiado’ - "Qualidade é estar serviço das crianças"

http://www.patriarcado-lisboa.pt   19.06.17 A ‘Escola no Chiado’ é um projeto educativo “de qualidade” onde os pais não ficam dependentes da sua “capacidade financeira” para inscreverem os filhos. A oferta para crianças do pré-escolar e primeiro ciclo, em pleno centro histórico de Lisboa, ganhou nova vida, devido às sinergias entre duas paróquias da Baixa que “apostaram trabalhar em conjunto” e em pareceria com a Fundação Maria Ulrich. Começou numa escola ‘familiar’, na Paróquia dos Mártires, em pleno Chiado e, em três anos, cresceu. Não tanto em número de alunos mas, sobretudo no alargamento do próprio plano pedagógico. Tal como quando o Jornal VOZ DA VERDADE visitou a instituição, no início do novo projeto, em julho de 2014, também agora o princípio orientador é o mesmo: não deixar ninguém de fora. “Percebemos que a maior necessidade das famílias era ter uma proposta educativa de qualidade. Muitas vezes ficavam num âmbito em como se isso dependesse totalmente da capacid...

Eles queriam dar aos filhos “a melhor escola possível”. Por isso, construíram-na

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PÚBLICO 19.04.17 Escolas não faltam em Mafra, mas nenhuma oferecia aquilo que queriam. Um grupo de encarregados de educação de um colégio no concelho decidiu, por isso, abrir os cordões à bolsa e construir “a melhor escola possível”, a que reunia tudo o que imaginavam para o local de ensino dos filhos. Procurando dar continuidade ao modelo educativo do Colégio Verde Água, fizeram crescer a escola que os filhos já frequentavam: até então apenas creche e pré-primária. Em Setembro, abrem portas as instalações de 1.º e 2.º ciclo, três anos e dois milhões de euros depois. A ideia surgiu em conversa com três pais. Ricardo Calvão Silva era um deles. “Já que aqui não há e se a gente fizesse?”. Foi uma “questão que surgiu naturalmente”. Os filhos estavam a acabar a creche, os seis anos impunham que se procurasse uma escola primária. Este foi o primeiro plano: desenhar um plano de investimento, com capital próprio, para construir uma escola do primeiro ao quarto ano. Fa...

Gostar da escola

Inês Teotónio Pereira DN 20161001 Antes de entrarem para o primeiro ano os meus filhos ansiavam começar a escola "a sério". Tenho fotografias de todos eles no seu primeiro dia de aulas exibindo sorrisos e mochilas novas orgulhosos por já serem crescidos. Depois, enfim, é a história que se conhece. O entusiasmo vai esmorecendo ao ritmo dos trabalhos que vão tendo e da ansiedade que vão ganhando. As educadoras pacientes que os mimavam são substituídas por professores que têm pouco tempo, paciência e muitos deles até vocação para criarem cumplicidades. Começa então a batalha que se desdobra em várias fases. São as birras para irem para escola, depois a resignação e mais tarde a rendição. Em casa, pressionamos ao ritmo que os professores nos pressionam: velocidade de leitura, cálculo matemático, concentração, cadernos limpos, pouca conversa. A escola passa a ser o centro das nossas vidas. Nos recreios travam-se outras batalhas onde se põe à prova a autoestima de cada um, a...