Vamos ter de mudar quase tudo, mas não queremos mudar nada
JOSÉ MANUEL FERNANDES 02.06.17 OBSERVADOR Somos um país cada vez mais envelhecido e isso tem e terá imensas consequências no nosso futuro - e também na forma como vivemos a velhice. Mas enquanto houver geringonça ninguém discutirá o problema. 86 anos no caso dos homens, 88 no caso das mulheres. Em 2014-2016 foram essas as idades em que se registaram mais óbitos. No mesmo período duas em três das pessoas que morreram tinham mais de 80 anos. No caso das mulheres foram mesmo três em cada quatro óbitos os que ocorreram depois dos 80 anos. Habitualmente olhamos para a esperança de vida e celebramos, com razões para celebrar, a extraordinária evolução registada em Portugal. De acordo com um relatório do INE divulgado esta semana, a esperança de vida à nascença era em 2015 de 80,62 anos. Nos últimos dez anos – dez anos que foram quase sempre de crise e de “cortes” que, como sabemos, “destruíram” o nosso Serviço Nacional de Saúde – nunc...