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Cultivar a reflexão na era digital

Pe. Rodrigo Lynce de Faria Se até há uns anos atrás a dificuldade de muitas pessoas era a falta de informação, hoje em dia o problema é o seu excesso. Vivemos saturados de notícias por todos os lados. Podemos ter oitenta canais de televisão, mas isso não nos dá a capacidade de ver de modo ponderado mais do que um por vez. Nem parece ser verdade que o  zapping  constante torne as pessoas mais bem informadas. A televisão é o reino dos sentimentos, não, em geral, do convite ao pensamento perspicaz. A abundância de canais de informação também não nos permitem tirar a conclusão de que devemos dedicar mais tempo às novas tecnologias para estarmos verdadeiramente informados. Isso significa que necessitamos cultivar com empenho uma atitude que, se sempre foi essencial, hoje em dia é imprescindível para não cair no perigo do pensamento único e politicamente correcto: a reflexão.  Foi o pensamento débil que deu à luz o pensamento único. E o pensamento débil germi...

A CAUSA DA COISA

João Marchante,  Eternas saudades do futuro , 2016.01.21 A palavra blog resulta da contracção de web e log. Web é, por sua vez, a forma sintética de World Wide Web (WWW), que significa «Teia do Tamanho do Mundo» e se refere à teia constituída por computadores de todo o mundo ligados na Internet (Rede de redes electrónicas). Log é o registo escrito oficial de uma viagem — terrestre, marítima ou aérea — e tem como sinónimo «diário de bordo». Numa primeira fase obtemos weblog; mas, logo de seguida, encontraremos, simplesmente, blog. Blog será, assim, um «diário de bordo na teia» ou, melhor dizendo, um «diário na rede». Em Língua Portuguesa, sem qualquer complexo, podemos e devemos dizer: blogue.

Pobre Wikipedia

Público 2011-01-16 Miguel Esteves Cardoso A Wikipedia fez anos. Que conte muitos. Pergunta-se se é fiável ou não. Se acerta mais vezes do que erra. Se é bom. Mas não é essa a melhor pergunta. É natural que as pessoas educadas gostem da Wikipedia, porque têm muitas outras fontes, muito mais fidedignas, às quais recorrem - até para saber onde é que a Wikipedia falhou. Em 1978, Brian Chapman, que foi meu tutor na Universidade de Manchester, desentusiasmou-me sabiamente dos meus excessos de estudo, dizendo-me que uma educação universitária consistia em, número um, ensinar-nos "how to look things up" e, número dois, em "how to look at the things you"ve looked up" . É intraduzível e isto diz muito sobre a cultura portuguesa, em que as bibliotecas sérias são fechadas e os livros têm de ser requisitados, não sendo permitido que se deambule livremente pelas estantes, tirando, para levar para casa durante o tempo que for preciso, os livros que quisermos, com um lim...

Longa vida à Wikipédia

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Público on-line 10.01.2011 - 13:19 Por Ana Gerschenfeld Quem não ouviu argumentar - ou argumentou - que a Wikipédia não é fiável, apontando esta sua (suposta) característica como um pecado original intransponível? Dez anos após o nascimento da enciclopédia global online, esse discurso começou a mudar. O grande enciclopedista francês do Século das Luzes, Denis Diderot, escreveu na entrada "Enciclopédia" da sua célebre Encyclopédie que o objectivo da colossal obra que ele e Jean d"Alembert publicaram em 1751 era "recolher todo o saber que se encontra agora disperso à face da Terra, dar a conhecer a sua estrutura geral aos homens entre os quais vivemos e transmiti-lo aos que vierem a seguir". E a entrada correspondente na Wikipédia (wikipedia.org) - a grande enciclopédia online da era da Internet, que esta semana celebra o seu décimo aniversário - explica que, mais do que como um simples dicionário, "Diderot via a enciclopédia ideal como um índice de liga...