Jordan Peterson, Mário Machado e Maria José Vilaça: a propósito da liberdade de expressão
P. FRANCISO MOTA, s.j 17.01.2019 A solução para o desacordo, incluíndo o desacordo profundo, que fratura profundamente as nossas identidades, consciências, ou modos de vida, não pode passar pela proibição do discurso. Jordan Peterson está na moda. Está tão na moda, aliás, que até a Portugal já veio. Mas não está na moda por causa dos sítios onde vai: está na moda pelas coisas que diz. Talvez esse seja o grande elemento revolucionário que Peterson tem trazido. Finalmente, como há muito não se via, há uma pop star intelectual que obriga as pessoas a discutir. Concorde-se com ele ou não (uma porção não irrelevante do que escreve parece-me, pessoalmente, de rigor altamente questionável…), a verdade é que é difícil ficar indiferente aos temas, à postura e aos argumentos do autor de 12 Rules for Life: An Antidote to Chaos. O tema que catapultou Jordan Peterson para a ribalta não é novo. Resumindo tudo a poucas palavras, a obsessão de Peterson tem que ver com a liberdade...